18 JOVENS PRESOS POLÍTICOS DA NOVA DEMOCRACIA COMPLETAM HOJE UM MÊS NAS CELAS EM GAZA

CDD e SAHRDN visitam os 18 monitores eleitorais moçambicanos detidos em Xai-Xai

18 JOVENS PRESOS POLÍTICOS DA NOVA DEMOCRACIA COMPLETAM HOJE UM MÊS NAS CELAS EM GAZA – São no total 18 jovens dos seus 19 a 25 anos de idade, estudantes do ensino secundário, técnico profissional que encontram encarcerados desde o último dia 15 de Outubro na província, que hoje (15) de Novembro completam um mês fora do convívio familiar. Os mesmos foram detidos pela polícia quando desempenhavam o papel de delegados políticos do partido Nova democracia naquela região do país. Desde la, a vida destes jovens está condicionada pelo simples facto de terem aceitado alinhar as fileiras de fiscalizadores do processo eleitoral em nome da Nova Democracia, é mesmo uma questão de violação aos direitos de liberdade de escolha. A detenção destes jovens, desde que tornou-se pública têm levantado um monte de questões e várias campanhas para a libertação têm sido levadas a cabo a nível nacional e internacional, com maior enfoque nas redes sociais é possível ver várias destas manifestações.

Segundo Quitéria Guiregane, mandatária nacional da Nova Democracia afirmou esta sexta-feira (15) que os 18 presos políticos são delegados de candidatura dois quais o mais novo tem apenas 19 anos de idade e o mais velho tem 37 anos, os mesmos dispuseram-se a controlar o processo de votação no distrito de Chokwè mas que ao longo do processo foram detidos pela polícia mesmo estando a gozar de imunidade até que os processos das eleições sejam entregues.

Nós temos nos detidos seis mulheres, estas 6 mulheres estão numa cela de quatro chapas, e partilham outras detidas, são no total 14 mulheres numa cela de quatro chapas, imaginemos uma cela com 4 chapas como um confinamento onde as meninas tem que pernoitar porque elas dizem que não dormem, tem que passar refeições que são bastantes precárias, tem que fazer necessidades, e destas necessidades estou a falar de urinar e defecar onde dormem e comem, e durante o dia tem que fazer trabalhos forçados nas machambas”, revelou a mandatária.

Entretanto, Quitéria Guiregane vai mais longe ao afirmar: “É um Estado sem presunção de inocência, são mulheres jovens que estão a ser socializadas para um mundo de violência e de criminalidade, são mulheres jovens que estão a aprender as piores formas de como um Estado pode ser bruto, como um Estado pode perseguir a quem pensa diferente, como um Estado pode ser violento com os seus próprios cidadãos e como um Estado pode dizer que os jovens não participam na política, que os jovens não vão votar, e quando os jovens finalmente acordam, ganham interesse pela política e decidem ir votar a vingança é a este nível de mostrar que nós temos poder para fazermos o que nós queremos mesmo que seja acima da lei, então ensinam ao jovens que há pessoas acima da lei neste Estado, e que é possível que o jovem esqueça aquelas todas campanhas de saúde pública, de higiene porque você é acusado de pensar diferente e parece uma pena de morte”.

Por outra, a mandatária revela que os jovens delegados detidos afirmam não estarem arrependidos por pensar diferente, mesmo com sendo impostos momentos de sofrimento de vários tipos de sevícias, os mesmos denunciam que estão sendo levados ao Serviço Nacional de Investigação Criminal a debandada. “Eles não se arrependem de pensar diferente, eles coletam mal as suas escolhas e vão continuar com suas escolhas, isto nos emociona bastante porque são combatentes da liberdades, são jovens que acreditam num moçambique diferente e inclusivo”, frisou Guiregane. De realçar que alguns destes jovens detidos injustamente foram oferecidos um valor de Mil meticais no dia da votação para abandonarem os locais de votação e por terem-se recusado passaram para a fase da sua detenção, não se sabe até aqui quantos outros jovens foram oferecidos o mesmo valor e recusaram, e segundo a mandatária, “Estes jovens escolheram a esperança, escolheram sacrificar-se pela jovens que elas acreditam é possível em moçambique, são para nós nossos heróis e nós não nos cansaremos de lutar até a sua libertação”.

A Nova Democracia está a seguir o processos desses jovens desde o dia da sua detenção, e Quitéria Guiregane denunciou esta semana que, há indivíduos que foram colocados “homens dos sistema” para escrever textos contra com o objetivo de manipular a opinião pública, e para criar a ideia de que este movimento político não está a fazer nada pelos detidos, o que não consta a realidade.   “Tentaram criam intrigas entres as famílias e a Nova Democracia, em algumas circunstâncias disseram que a família deveria negar os advogados da Nova democracia e deveria se juntar ao técnico do IPAJ, começaram a criar esse tipo manipulação e mesmo assim os nós recusamos a ceder perante essas sevícias, a família posicionou-se e começou com aquela campanha”, revelou a fonte.

A deteção que completa 30 dias hoje, para Quitéria Guiregane é uma violência estatal e pior que uma guerra armada, porque estes jovens depois de serem libertos irão sofrem bullying na sociedade e na universidade porque todo mundo tem o conhecimento de que estão detidos. Os mesmos tem sido chantageados e convencidos a confessar que cometeram o crime como um caminho para a sua libertação.

De referenciar que a Comissão nacional dos direitos Humanos enviou uma equipe para a província de Gaza, a mesma já esteve em Xai-Xai e agora encontra-se em Chokwé a fazer audições para poder tomar a sua posição em relação a petição submetida por este movimento politico, outro avanço importante desta acção para a libertação dos 18 jovens, é que o tribunal irá receber os advogados pela primeira vez e que irá os permitir ter acesso ao processo.

Por: Nádio Taimo

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Perfil do Editor

Nádio Taimo
Nádio Taimo
Editor-chefe do Jornal Visão.
Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional.

Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul.
Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~

Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual.

É comprometido com seu trabalho e família.

Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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