A Lesão Medular pode travar sua juventude - Entenda porquê? | Jornal Visão

A Lesão Medular pode travar sua juventude – Entenda porquê?

A Lesão Medular pode travar sua juventude - Entenda porquê?

A Lesão Medular pode travar sua juventude – Entenda porquê? – A lesão medular é qualquer afecção da medula, que pode levar a danos neurológicos, reversíveis ou não, como perda ou diminuição da função motora, alterações da sensibilidade e complicações da função das vísceras.

A pessoa com lesão medular pode queixar-se de sentir dor nos membros do corpo que apresentam diminuição ou perda de sensibilidade, vindo a se intensificar no período da noite. As mudanças comportamentais dessa síndrome são apresentadas em quatro fases.

A primeira Fase é do choque, onde a pessoa está desorientada e assustada, sem consciência de sua real situação. Nesta fase é necessário que a equipa de saúde oriente a família sobre cuidados e condutas.

Na segunda fase, a de negação, é o momento em que a pessoa começa a perceber a realidade, porém a distorce, mantendo a crença na recuperação total. Nesse momento, espera-se que a equipa de saúde compreenda o paciente, respeite e forneça informações que o conscientize para o processo de reabilitação.

Na terceira etapa segue a fase do reconhecimento, momento em que a pessoa começa a tomar consciência de sua real situação, sendo que pode vir a se sentir ansiosa e/ou deprimida.

Nesta última fase, é importante que a equipe estimule a participação do paciente sobre sua reabilitação e sobre as metas a serem alcançadas em curto e longo prazo, valorizando seu potencial. É a fase de adaptação, quando a pessoa é colaborativa, se empenha em alcançar os objectivos da reabilitação, e apresenta reestruturação da auto imagem e autoconfiança. A equipe deve estimular a autonomia do paciente.

No mundo todo estima-se que cerca de 500 mil pessoas ficam incapacitadas todos os anos devido a lesões na espinal-medula, revela um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).“A lesão na medula é uma situação muito complexa do ponto de vista médico e com forte impacto na vida diária dos doentes”, disse o director do departamento de Violência e Prevenção de Lesões e Incapacidades da OMS, Etienne Krug.

De acordo com o estudo, cerca de 90 por cento das lesões são causadas por traumas, como acidentes de carro, quedas de grandes alturas ou violência.

As percentagens variam de acordo com as regiões. Em África por exemplo, 70 por cento das lesões na espinal-medula devem-se a acidentes de trânsito, na Oceânia 55 por cento, enquanto no sudoeste asiático e na zona do mediterrâneo oriental, as quedas de grandes alturas representam cerca de 40 por cento.

No caso das lesões não traumáticas, as principais causas são tumores, má formação congénita da coluna vertebral e tuberculose, doença que, na África subsaariana, representa um terço das lesões medulares não traumáticas.

Os homens têm mais risco de sofrer lesões na medula entre os 20 e os 29 anos e a partir dos 70. As mulheres têm mais probabilidade de sofrer uma lesão dessa natureza entre os 15 e os 19 anos e depois dos 60. O relatório alerta, também, que este tipo de lesões contribui para o desenvolvimento de patologias secundárias que podem ser letais, como tromboses, infecções urinárias, úlceras ou complicações respiratórias. Além das consequências físicas, como a incapacidade ou a dor crónica, as lesões medulares têm também repercussões emocionais.

Para melhor compreensão do assunto vamos ouvir personalidades que lidam com esse assunto e algumas pessoas que sofreram a lesão contando-nos as suas histórias de superação.

Agora iremos ler histórias contadas na primeira pessoa e as dificuldades por eles encontradas e de que formas são superadas, como é o caso de Antonieta Constantino que está numa cadeira de rodas há 4 anos e que princípio pensou que fosse algo normal e passageiro, mas ao andar do tempo deu-se conta que era algo sério.

Antonieta conta que passa várias dificuldades, desde os bairros onde tem muito areal o que dificulta sua circulação, depois segue-se o acesso ao transporte público, falta de rampas nas instituições, situações que retardam sua vida porque com falta destes.

A falta de rampas e transporte adequado para cadeirantes é um dos maiores desafios para pessoas com Lesão medular.

Paulo Sírio diz que o maior desafio para as pessoas que sofrem de lesão medular é a questão da acessibilidade a todos lugares, o que normalmente tem sido o maior calcanhar de Aquiles em muitos centros de saúde, escolas, instituições e entre outros lugares públicos.

Paulo Sírio, aponta que o acesso ao emprego é outro problema enfrentado por pessoas que sofreram lesões pois as instituições não oferecem condições melhoradas de trabalhos e formas de circulação para os cadeirantes.

Lembrar que um estudo divulgado em 2018, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, aponta que cerca de 500 mil pessoas ficam incapacitadas anualmente devido a lesões na medula espinhal.

Loc2: De acordo com Levi Pinto Médico Especialista da Medina Física e Reabilitação, afecto ao Ministério da Saúde em Maputo, lesão medular é uma patologia muito frequente que acontece ao nível mundial que altera bruscamente na sensibilidade e mobilidade levando a pessoa a depender da cadeira de rodas.

Levi Pinto explica que a lesão medular é uma das causas de trauma que afectam as pessoas por vários motivos desde quedas, mergulhos profundos, se esquecer que existe as causas não traumáticas que geram tuberculose que é um dos maiores desafios que o país enfrenta.

“Durante o ano 2018, registou-se cerca de 147 casos decorrentes de acidentes de viação, onde 19% são do sexo feminino e 81 do sexo masculino só na cidade de Maputo”, relata Levi Pinto.

Moçambique é um dos países que mais doenças têm como tuberculose, Malária, HIV, e por esse e outros motivos segundo Levi Pinto, esquece-se que existe a lesão medular que são doenças traumáticas e de saúde pública que devem ser olhadas em primeiro plano.

A medula é um órgão muito importante para o sistema nervoso que transmite informação na acessibilidade, movimento bem como algumas acções digestivas, sexuais, pois quando há uma lesão medular há bloqueio da informação afectando a vida das pessoas.

Levi Pinto disse ainda que a lesão medular afecta principalmente os jovens dos 21 a 40 anos, aqueles que são activos na sociedade profissionalmente que por essa lesão fica bloqueada, encontrando limitações e dificuldade para o acesso ao trabalho, acessibilidade aos locais públicos e ao transporte.

O especialista explana que a lesão Traumática é a mais frequente e é proveniente de acidentes automobilísticos, mergulhos, ferimentos com armas brancas (facas e objetos cortantes) ou armas de fogo (projétil), quedas de altura e as causas não-traumáticas, são geradas por diversos fatores como: tumores que comprimem a medula espinhal ou as regiões próximas; acidentes vasculares; hérnia de disco, deformidades na coluna vertebral que afetam a integridade da medula espinhal.

Levi, explica que o trabalho de reabilitação é o caminho que facilita e estimula a pessoa com lesão medular a reaprender, a controlar suas funções “perdidas” e a obter a maior independência individual possível, tornando-o capaz de viver integralmente.

Edma Célmane Médica Pediatra, Chefe do programa Nacional de Medicina Física no Hospital Central de Maputo diz que as causas da lesão medular são traumáticas e tem a ver com queimaduras, acidentes de viação, agressão, quedas de altura  e não traumáticas são aquelas que tem haver com doenças, formação congénita e outras.

Edma Celmane, explica que a lesão é completa quando não existe movimento voluntário abaixo do nível da lesão e é incompleta quando há algum movimento voluntário ou sensação abaixo do nível da lesão.

As dificuldades mais frequentemente enfrentadas no quotidiano dos indivíduos com Lesão Medular, estão relacionadas à questão econômica o que correspondem a 37,5% e à dependência do outro em 28,1%. Essas dificuldades se completam, pois ser dependente exige cuidados, o que muitas vezes priva outra pessoa, além de o Lesionado Medular contribuir

Acompanhamos opiniões de especialistas que falaram dos problemas e desafios que as pessoas que sofreram lesão medular tem enfrentado no seu dia-a-dia, sem esquecer que a pessoa com lesão medular pode queixar-se de sentir dor nos membros do corpo que apresentam diminuição ou perda de sensibilidade.

Agora iremos acompanhar histórias contadas na primeira pessoa e as dificuldades por eles encontradas e de que formas são superadas, como é o caso de Antonieta Constantino que está numa cadeira de rodas há 4 anos e que princípio pensou que fosse algo normal e passageiro, mas ao andar do tempo deu-se conta que era algo sério.

Antonieta conta que passa várias dificuldades, desde os bairros onde tem muito areal o que dificulta sua circulação, depois segue-se o acesso ao transporte público, falta de rampas nas instituições, situações que retardam sua vida porque com falta destes.

A falta de rampas e transporte adequado para cadeirantes é um dos maiores desafios para pessoas com Lesão medular.

Paulo Sírio diz que o maior desafio para as pessoas que sofrem de lesão medular é a questão da acessibilidade a todos lugares, o que normalmente tem sido o maior calcanhar de Aquiles em muitos centros de saúde, escolas, instituições e entre outros lugares públicos.

Paulo Sírio, aponta que o acesso ao emprego é outro problema enfrentado por pessoas que sofreram lesões pois as instituições não oferecem condições melhoradas de trabalhos e formas de circulação para os cadeirantes.

Lembrar que um estudo divulgado em 2018, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, aponta que cerca de 500 mil pessoas ficam incapacitadas anualmente devido a lesões na medula espinhal.

Segundo o estudo, cerca de 90% das lesões são causadas por traumas, como acidentes de carro, quedas de grandes alturas ou violência. Os percentuais, no entanto, variam de acordo com as regiões. Na África, por exemplo, 70% lesões da medula espinhal se devem a acidentes de trânsito; percentual que na Oceânia cai para 55%. No Sudoeste Asiático e na zona do Mediterrâneo oriental, as quedas de grandes alturas representam cerca de 40% dos casos.

O relatório aponta que os homens estão mais vulneráveis a sofrer lesões na medula entre os 20 e os 29 anos e a partir dos 70 anos. As mulheres têm mais probabilidade de sofrer uma lesão dessa natureza entre os 15 e os 19 anos e depois dos 60.

O relatório alerta também que esse tipo de lesões contribui para o desenvolvimento de patologias secundárias que podem ser letais, como tromboses, infecções urinárias, úlcera ou complicações respiratórias.

Além das consequências físicas, como a incapacidade ou dor crônica, as lesões medulares têm também repercussões emocionais.

Entre 20% e 30% das pessoas afectadas mostram sinais de depressão clinicamente significativos, indicou a coordenadora de Incapacidades e Reabilitação da OMS, Alana Officer.

 

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