AGRICULTORES DE MULAUZE QUEIXAM-SE DE UM POLUIDOR DO RIO PROTEGIDO PELAS AUTORIDADES

Trata-se de uma indústria de produção de papel localizada no bairro Gorg Dimitrov com a denominação de FAPACAR que está sendo apontada pelos agricultores da cintura verde do Mulauze na cidade de Maputo. Os lesados perderam o número de queixas já feitas as estruturas governamentais a cerca desta problemática da poluição das águas do rio que usam para a irrigação das culturas. O poluidor em questão é acusado também de prática de subornos as autoridades o que faz com que este fique impune na responsabilização desta prática. Entretanto os agricultores apresentaram a sua última preocupação a este facto no mês de Setembro do ano passado através de uma carta entregue a direcçao da FAPACAR, a mesma foi respondida com a promessa da resolução do problema em curto tempo, e ate agora nada feito e o problema tende a aumentar, o que obrigou aos agricultores a abrir novas valas para poder ter água para a irrigação. Pois o conteúdo oleoso derramando pela fábrica é prejudiciais as culturas e cria uma massa solida na superfície dificultando mesmo a quem pensa em ariscar em usar a água.

Jorge Mabhadjua, agricultor afetado pela poluição afirma não ter mais onde se queixar, porque a muito que queixam-se as estruturas e nada é feito para resolver o problema, o mesmo já perdeu a esperança de ver o problema resolvido e teve de buscar alternativas para irrigação. “Este problema acontece desde muito, mas nos últimos tempos tem aumentando e nos prejudica. Estes da fábrica ninguém lhes consegue fazer perceber que estão a nos prejudicar, quando falamos com eles dizem que é trabalho deles e nada podem fazer, e que foram autorizados pelo governo e nós não temos nada mais a fazer”, lamenta Jorge. A fonte acrescenta ainda que não pode deixar de trabalhar por este motivo, pois aquele é o seu ponto de trabalho. “Não posso ficar sem trabalhar, tive que arranjar outra maneira de ter água, como aqui é uma zona de águas aparece um pouco de água em pequenas valas que abrimos, porque quando regamos com aquela água poluída as culturas morre no mesmo dia”, conta o agricultor.


“O que eles fazem é maldade, porque não é possível regar assim com aquela sujidade, alem de matar culturas contamina o que cresceu e da para vender, e se as pessoas comerem estes produtos podem morrer ou ficarem doente. Já falamos para o governo não fez nada e ate agora o problema continua e vem aumentando, não sabemos o que esta acontecer e pedimos ajuda de todos para nos ajudar a resolver, porque prometem resolver e nunca resolvem”, concluiu Jorge.

Por seu turno, Elisa Raul Tovela, agricultora a mais de 5 anos afirma que o problema é antigo e deveria ter sido resolvido se o governo mostra-se interesse, mas como não os agricultores são obrigados a conviver com a poluição. Cansados de sempre apresentar o problema as autoridades e não verem a resolução, Elisa revela que os agricultores reuniram-se pela última vez em Setembro na tentativa de conversar com a direcçao da fábrica mas não foram recebidos porque estes já sabiam do assunto que leva a classe ate lá, e como opção foi elaborada e entregue no mesmo mês, e resposta foi de que iria se resolver em breve.

“Faz tempo que falamos com eles e nada fazem, como podem ver como esta aquela água, nada crescer depois de por aquela água. Aqueles da fábrica prometem sempre que irão resolver, sempre dizem-nos isso, mas quando fazem trabalhos deles sempre drenam aqui as águas deles de óleos, passam vários anos e nada fazem, devem pensar também em nós, para regar devemos abrir novas valas o que não tem sido fácil”, contou-nos Elisa Tovela.

Outro agricultor falando em anonimato por temer represarias contou ao Jornal Visão que este problema é do conhecimento das estruturas locais e governamentais mais que não tem tido solução porque a direcçao da fábrica tem subornado com valores monetários os responsáveis que lá dirigem-se com o objetivo de resolver. “Todos nós que trabalhamos aqui nas machambas sabemos o que esta a acontecer, são dados dinheiro todos aqueles que nós pedimos ajuda neles, desde as estruturas locais ante os governantes. Estes continuam a poluir porque tem padrinhos, fazem e desfazem, nós não temos o que fazer somos simples agricultores, o governo é que tem o poder para sanciona-los mais nada faz alem de os proteger. São intocáveis, ninguém lhes diz nada, então por não ter dinheiro nós sofremos”, revela o entrevistado.

O Jornal Visão contactou a direcçao da fábrica para ouvir o que esta tem a dizer a cerca desta denúncia, sem aceitar gravar entrevista um jovem que identificou-se apenas pelo nome de Matola confirma que á muito tempo que os agricultores tem-se queixado e que o problema esta sendo resolvendo. Questionado sobre como este pretende resolver o problema, Matola diz que esta em construção um taque onde serão depositadas as águas que poluem o rio. O mesmo confirma que a última queixa recebida foi através de uma carta no mês de setembro.

“Recebemos a carta deles em setembro e respondemos que iriamos resolver de imediato, e estamos a construir um taque para não poluirmos mais” disse. Passados 4 meses este problema que segundo a direcçao seria resolvida em breve contínua e cada vez mais grave, questionamos o que esteja de trás do não comprimento do prometido a fonte simplesmente afirmou que as obras estão ainda em curso, mesmo sem avançar a data do inicio desta obra em curso limitando-se em dizer que “Começou nos finais do ano passado”. A nossa equipe pediu para ver as obras para conferir se estas iniciaram mesmo, Matola não aceitou, remetendo-nos ao seu superior identificado por Aslam que no momento encontrava fora do seu posto de trabalho.

Contactado via telefônica, Aslam confirmou que as obras já arrancaram e não há uma previsão da conclusão porque de momento estão paradas, justificando assim os porquês de até agora não ter sido resolvido o problema. Aslam revela que o que esta de trás da paralisação das obras é o facto de fábrica ter tido um desentendimento com a construtora que iria construir o tanque em questão.

“Nós tivemos um pequeno problema com os construtores, eles pediram um valor muito elevado para a construção do tanque, pediram por ai Um milhão e duzentos meticais”. Entretanto, enquanto estiver valor não estiver disponível os camponeses ainda irão continuar a conviver com este problema. A fonte disponibilizou-se para o fornecimento de mais informações na próxima semana no seu posto de trabalho, e para a semana conheceremos os passos desta impasse entre a Fapacar e os agricultores.

POR: NÁDIO TAIMO

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