A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), actualmente Air Mozambique, registou a maior redução individual da dívida entre as empresas públicas
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), actualmente Air Mozambique, registou a maior redução individual da dívida entre as empresas públicas moçambicanas no segundo trimestre do ano em curso, contribuindo para uma queda de 4,35% do endividamento do Sector Empresarial do Estado (SEE), para 34,6 mil milhões de meticais.
De acordo com o Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública, publicado pelo Ministério das Finanças e consultado pelo DE, o stock do endividamento directo do Sector Empresarial do Estado (SEE) caiu de 36,2 mil milhões de meticais, no final de Março, para 34,6 mil milhões de meticais em Junho.
A redução de 4,35% face ao trimestre anterior deveu-se sobretudo à diminuição de 1,6 mil milhões de meticais na dívida interna, na sequência do cumprimento do serviço da dívida pelas empresas do SEE, segundo o boletim.
A dívida interna das empresas públicas recuou 9,1%, para 15,6 mil milhões de meticais, enquanto a dívida externa permaneceu praticamente estável, diminuindo apenas 0,06%, para 19 mil milhões de meticais.
Entre as empresas participadas pelo Estado, a Air Mozambique, companhia aérea de bandeira em processo de reestruturação desde 2025, registou a maior redução individual da dívida no segundo trimestre.
“As empresas que mais se destacaram devido à sua contribuição para a redução do stock da dívida interna foram: a Air Mozambique, cujo stock reduziu em 530,33 milhões de meticais devido à amortização dos financiamentos contraídos junto do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e do Moza Banco”, refere o documento.
Apesar da redução, a Air Mozambique continuava a ser a empresa participada pelo Estado com maior dívida interna, com 5,2 mil milhões de meticais, equivalente a cerca de um terço da dívida interna do SEE.
Os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) reduziram a dívida em 446,58 milhões de meticais, enquanto a Petróleos de Moçambique (Petromoc) registou uma redução de 275 milhões de meticais. Por sua vez, a Administração Nacional de Estradas (ANE) reduziu o seu stock em 182 milhões de meticais.
Na dívida externa, as empresas públicas concentravam 16 mil milhões de meticais, contra 3 mil milhões de meticais nas empresas participadas. A ANE apresentava o maior stock, com 10 mil milhões de meticais, seguida pela Electricidade de Moçambique (EDM), com 3,5 mil milhões, e pelos CFM, com 2,6 mil milhões.
O relatório salienta ainda que 24,1 mil milhões de meticais da dívida directa do SEE estavam denominados em dólares, contra 10,4 mil milhões de meticais em moeda nacional.
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Fonte original: diarioeconomico.co.mz
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