ANE reforça medidas de segurança após despiste de camião na N220, no troço Chissano–Chibuto em Gaza

Na sequência de um acidente de viação ocorrido recentemente na estrada nacional N220, no troço Chissano–Chibuto, na província de Gaza, envolvendo o despiste de um camião de carga, a Administração Nacional de Estradas, Empresa Pública (ANE, E.P.), voltou a manifestar preocupação com a segurança rodoviária naquele corredor estratégico.
Segundo informações apuradas no local, o acidente terá ocorrido numa zona sensível da via, caracterizada por condicionamentos de circulação que exigem maior prudência por parte dos automobilistas. Embora não tenham sido oficialmente confirmadas vítimas mortais, o incidente reacende o debate sobre o cumprimento das normas de trânsito e o estado de conservação das estradas nacionais.
Em reação ao sucedido, a ANE reforçou o apelo à observância rigorosa das regras de circulação rodoviária, sobretudo ao longo da N220, no troço Chissano–Chibuto, e da estrada nacional N1, no segmento que liga 3 de Fevereiro a Incoluana. De acordo com a instituição, estas vias registam tráfego intenso de viaturas pesadas, o que aumenta o risco de acidentes quando não são respeitadas as normas básicas de segurança.
A empresa pública sublinha que, nos troços em causa, vigora o limite máximo de velocidade de 30 quilómetros por hora, medida definida com base nas condições da via e em trabalhos em curso, visando a redução do risco de despistes e colisões. A ANE adverte ainda que as ultrapassagens estão expressamente proibidas, por representarem um dos principais fatores de sinistralidade rodoviária.
Especialistas em segurança rodoviária ouvidos pela nossa reportagem defendem que o excesso de velocidade, aliado à desatenção dos condutores e ao incumprimento da sinalização, continua a ser uma das principais causas de acidentes nas estradas moçambicanas. Defendem, igualmente, o reforço da fiscalização e campanhas contínuas de educação rodoviária.
A ANE garante que está a monitorar a situação e apela à colaboração dos utentes da via, destacando que a segurança rodoviária é uma responsabilidade partilhada entre as autoridades e os automobilistas. A instituição reafirma o seu compromisso em continuar a implementar medidas que visam melhorar a mobilidade e reduzir o número de acidentes nas estradas nacionais.

Ângelo Zacarias Manhengue

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