ATAQUES EM CABO-DELGADO: PARLAMENTO JUVENIL REAGE COM UMA CARTA AO PRESIDENTE | Jornal Visão

ATAQUES EM CABO-DELGADO: PARLAMENTO JUVENIL REAGE COM UMA CARTA AO PRESIDENTE

ATAQUES EM CABO-DELGADO: PARLAMENTO JUVENIL REAGE COM UMA CARTA AO PRESIDENTE – A organização da Sociedade da civil, Parlamento Juvenil de Moçambique reagiu aos ataques armados que têm ocorrido na província Nortenha de Cabo-Delgado, através de uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi. De realçar que nas últimas semanas os insurgentes invadiram as Vilas de Mocímboa da praia e Quissanga. Estes últimos ataques fizeram cerca de 300 deslocados, refugiaram-se para a cidade de Pemba através de pequenas embarcações.

Na carta, a organização da sociedade civil afirma que, um pedaço do país está mergulhado na desgraça, vivendo momentos de terror desmedidos como se não tivesse dirigentes, ou como se aquela parcela do país não fizesse parte da nação que o presidente Nyusi dirige. Questionando assim a indiferença do governo na busca de soluções rápidas para a resolução deste problema.

Excelência estamos a falar de Cabo-Delgado, que vive em apuros, piorando a cada dia e o seu governo contínua indiferente, é um abismo, é a mais pura demonstração de incompetência que um elenco governamental pode ter, que podemos dizer? Não há nenhum outro modo de se referir a tamanha frieza e insensibilidade, tendo em conta o seu enorme coração, perante uma situação tão fatal e miserável para o povo a quem jurou paz e segurança”, afirma a organização.

O não rápido posicionamento do governo para a resolução deste problema, segundo o Presidente do Parlamento Juvenil, David Fardo faz com que o povo de Cabo-Delgado se sinta órfão, o que leva o mesmo a organizar ovações e ululares aplaudindo os ditos insurgentes.

A fonte fala de quão é pesado nos últimos tempos, para os moçambicanos chamar os que atacam de insurgentes, visto que, parece estes estarem a tornar-se heróis de Cabo-Delgado. “Ainda que não seja pelo povo, certamente com o povo não deve estar preocupado, o caso de Cabo-Delgado deve ser pelo menos do seu conhecimento, tal como se aborda no senso-comum, na análise populista porque a não ser, pode ser o pior erro da sua direção ignorá-lo”, avança David Fardo na sua carta.

A fonte vai mais longe ao questionar se não estaria a se eclodir uma guerra contra o governo de Filipe Nyusi, tendo em conta que a população têm dito que o governo conhece as reais motivações destes ataques. A falta de informações na história do país sobre a ligação ou envolvimento de Filipe Nyusi na luta de libertação é também questionado nesta carta.

A organização da Sociedade da civil, Parlamento Juvenil de Moçambique reagiu aos ataques armados que têm ocorrido na província Nortenha de Cabo-Delgado, através de uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi.De facto, não ouvimos até agora em nenhuma parte dos estudos da nossa história falar-se da acção de Filipe Nyusi durante a luta de libertação. Isso leva-nos a crer que o nosso presidente pode ser um indivíduo meramente inocente, pois vejamos, em Cabo-Delgado o povo é que morre e isso não o interessa, os insurgentes tomaram a simpatia do seu povo e isso também não o interessa, se o povo está errado ao afirmar que o governo sabe do que se trata, será que não lhe passa a possibilidade de estar a eclodir uma guerra contra o seu governo? Prestemos atenção que a luta armada começou mesmo por aí, se Cabo-Delgado não é seu assunto então, corremos mesmo o risco de perder a soberania dessa província e mais”, alerta a organização.

A organização da Sociedade da civil, Parlamento Juvenil de Moçambique reagiu aos ataques armados que têm ocorrido na província Nortenha de Cabo-Delgado, através de uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi.Este movimento em representação da Juventude exige que Filipe Nyusi se pronuncie a Nação, divulgando as soluções rápidas e concretas desta problemática. “Exigiríamos que se permitisse o gozo pleno da cidadania neste democrático Moçambique, mas sabemos que não, então, pedimos, suplicamos em nome da juventude e da Nação no seu todo, que se pronuncie trazendo-nos uma solução, pois já esperamos muito, já se dizimaram tantas vidas, estamos desgovernados em Cabo-Delgado há três anos”, lê-se na carta.

A organização da Sociedade da civil, Parlamento Juvenil de Moçambique reagiu aos ataques armados que têm ocorrido na província Nortenha de Cabo-Delgado, através de uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi.O parlamento Juvenil terminou a carta recordando ao presidente da República que este recandidatou-se para governar o mesmo povo que esta sendo atacado. A organização ao questiona também ao presidente se o país esta ou não em guerra.

A organização da Sociedade da civil, Parlamento Juvenil de Moçambique reagiu aos ataques armados que têm ocorrido na província Nortenha de Cabo-Delgado, através de uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi.Organizou eleições, comemorou a vitória das mesmas enquanto que nós que te elegemos sucumbimos, choramos a morte dos nossos irmãos, ataque pós ataque sem se quer ter a oportunidade de pelo menos enterrá-los com dignidade, ressalvando que nem os enterramos, o que nos traduz a tese de que de facto estamos em guerra. Mas o que nos diz, Excelência, estamos realmente em guerra? Excelência, o seu povo somos nós, é para nós que se candidatou, é para nós que jurou servir e fomos nós quem o votou e não os seus assessores que em nada o assessoram, se não vangloriar-se pelos bares nocturnos da capital que vivem afortunados ao seu lado. aguardamos urgentemente pela sua acção para nossa salvação”, concluiu a organização.

 

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Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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