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ATAQUES EM CABO DELGADO: SILÊNCIO DE FILIPE NYUSI GERA REVOLTA ORGANIZAÇÕES FEMINISTAS MOÇAMBICANAS

ATAQUES EM CABO DELGADO:

SILÊNCIO DE FILIPE NYUSI GERA REVOLTA ORGANIZAÇÕES FEMINISTAS MOÇAMBICANAS

 

A SOCIEDADE civil moçambicana, está de costa voltadas com o Presidente da República e com o Ministério do Género, Criança e Acção Social devido ao silêncio sobre os ataques terroristas que afecta a província de Cabo Delgado onde mais da metade da população daquela província está deslocada e sem abrigo.

Uma carta de reivindicação e negação à celebração do dia 7 de Abril “Dia da mulher moçambicana”, foi lançado à imprensa nesta quarta-feira, citando motivos que evidenciam a negação das Mulheres Jovens Líderes a não olhar as celebrações da efeméride feminina enquanto outra parte da sociedade moçambicana está fragilizada com os ataques que agudizaram-se na última semana de Março e primeira de Abril em Palma, deslocando várias pessoas e obrigando a empresa Total a evacuar seus funcionários para zonas seguras.

A Associação Mulheres Jovens Líderes cita relatórios da Conta Geral do Estado, os balanços governamentais e os informes sectoriais que não provém informação de direito público transversalizada na óptica de género e nem desagregam dados para demonstrar como as realidades têm impactado de forma diferenciada sobre mulheres e homens e, muito menos esclarecem quantas mulheres beneficiaram dos fundos de resposta ao covid e de assistência aos deslocados nas regiões centro e Norte de Moçambique.

A organização Juvenil feminina lembra com dor Rosa Cukwua e sua companheira

barbaramente assassinadas nos finais de 2020 nas imediações da residência do director do SERNIC em Lichinga e que nunca as autoridades se dignaram em prestar qualquer esclarecimento, relegando a sua sorte as mulheres activistas políticas e defensoras dos direitos humanos.

Para além destes episódios descritos pela organização Mulheres Jovens Líderes, no documento contam algumas denúncias como é o caso de “Milhares de mulheres professoras principalmente do ensino primário que duplicaram o número de horas laborais em 2021 sem reforço no subsídio ou em mecanismos de prevenção da infecção pela covid-19 quando parte significativa das escolas continuam sem acesso a água segura e potável”, avança a associação.

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