O futuro que parecia distante está cada vez mais próximo: a substituição da mão-de-obra humana por robôs humanoides e Inteligência Artificial (IA) já é realidade, impactando renda e vagas de trabalho em vários países.
Nesta semana, uma empresa chinesa fez a primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria. Projectados para operar “24 horas sem parar”, esses robôs acendem um alerta global: a humanidade está preparada para ser substituída pelos robôs?
Estudo de uma universidade dos Estados Unidos revela que, numa linha de produção, “cada robô faz o trabalho de três pessoas”. Pesquisa na imprensa inglesa prevê que até 2030 os robôs substituirão mais de 20 milhões de empregos.
O motor da automação é o interesse financeiro das empresas, que reduzem custos de operação com a troca por máquinas, já que “empresa não é benemérita, tem que dar lucro, e se for possível automatizar, vai automatizar”.
A substituição já é visível em restaurantes no Japão, que não têm mais garçons humanos, e nos Estados Unidos, onde máquinas montam e entregam hambúrgueres, além de robôs que preparam drinks e actuam em linhas de produção.
Antes, a automação substituía trabalhos manuais, repetitivos e perigosos. Agora, a IA entrou em áreas de conhecimento e cognitivas jamais alcançadas por máquinas, afectando gente que pensa, numa revolução para a qual a sociedade não está preparada.
O impacto é profundo. A ilustradora Lúcia Lenos sentiu isso em 2024, quando ferramentas de IA começaram a gerar imagens automaticamente. Seus trabalhos de caricatura sumiram; ela perdeu clientes e ficou um ano sem encomendas.
Lúcia ganhava cerca de MT 120.000 por mês (equivalente a R$ 6.000 no câmbio actual, cerca de 20 Meticais por Real), mas hoje vive da venda de desenhos autorais em feiras, juntando dinheiro para emergências.
A adopção de robôs industriais é concentrada na China, Japão, Coreia do Sul, EUA e Alemanha, que somam 75% dos 3,18 milhões de robôs no mundo. O Brasil, líder na América Latina, tem cerca de 20 mil unidades.
A tecnologia evolui com o chamado aprendizado neural, que permite aos robôs aprenderem como o cérebro humano, observando milhões de vezes movimentos humanos simples.
O avanço tecnológico deve crescer, ocupando mais espaços e gerando desafios complexos, especialmente no emprego. Resta para a humanidade temor e incerteza sobre o futuro.
Lúcia resume: “Tenho muito medo do futuro, não vou mentir.”
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