BCP processa Moçambique em escândalo de 2 mil milhões de dólares

BCP processa Moçambique em escândalo de 2 mil milhões de dólares

O caso refere-se a empréstimos alegadamente contraídos de forma ilegal por empresas moçambicanas, nomeadamente pela Mozambique Asset Management.

O BCP avançou para tribunal contra Moçambique, tornando-se na mais recente entidade a processar o país envolvido num escândalo de 2 mil milhões de dólares.

De acordo com a Reuters, o processo contra o Governo de Moçambique e a empresa estatal Mozambique Asset Management (MAM) já deu entrada no Supremo Tribunal de Londres. Em causa estão, refere a agência, “contratos comerciais e acordos”.

BCP processa Moçambique em escândalo de 2 mil milhões de dólares
 

Questionado pela Reuters, o banco liderado por Miguel Maya recusou comentar o processo. Ainda assim, afirmou que mantém “relações institucionais excelentes” com o Governo daquele país. Já o tribunal de Londres não dá mais informação, a não ser que o BCP está a ser representado pelo escritório de advogados Enyo Law.

A MAM é uma de três empresas estatais que estavam envolvidas num projeto relativo a pesca de atum, desenvolvimento de estaleiros e segurança marítima que as autoridades norte-americanas dizem agora ser uma fachada para um esquema de suborno.

Para este projeto, o BCP contribuiu com 100 milhões de dólares num empréstimo sindicado de 535 milhões de dólares através do banco VTB, mostram documentos do tribunal a que a Reuters teve acesso. No início do ano, também o VTB avançou com um processo contra o Estado moçambicano.

Este empréstimo contava com garantias do Ministério das Finanças de Moçambique, referia ainda a Lusa, em Outubro do ano passado, explicando que as empresas deixaram de pagar aos credores e abriram, desta forma, uma dívida escondida de 2,2 mil milhões de dólares nas contas do Estado.

Este caso já levou à abertura de um conjunto de processos na justiça em Londres, Nova Iorque e África do Sul. Segundo a Lusa, o Governo de Moçambique intentou também no tribunal de Londres uma ação para ser ressarcido não só do valor em falta, mas igualmente pelos danos económicos causados por estas operações financeiras que originaram que o país entrasse em incumprimento financeiro perante as agências de ‘rating’ e visse a ajuda financeira, desequilibrando o orçamento do país.

Fonte: JN.pt

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Perfil do Editor

Nádio Taimo
Nádio Taimo
Editor-chefe do Jornal Visão.
Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional.

Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul.
Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~

Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual.

É comprometido com seu trabalho e família.

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