CALOR MATA QUASE 70 PESSOAS NO PAQUISTÃO

Uma onda de calor já matou pelo menos 65 pessoas na cidade de Karachi, no sul do Paquistão, nos últimos três dias. A informação foi avançada esta terça-feira pela Fundação Edhi, uma organização de assistência social, que teme que o número de mortos possa aumentar com a persistência das temperaturas altas. Os termómetros chegaram esta segunda-feira aos 44ºC.

A agência de notícias Reuters lembra que a onda de calor coincide com falhas de energia na região e com o mês sagrado do Ramadão, durante o qual a maioria dos muçulmanos não come nem bebe durante o dia.
“Temos os corpos [das vítimas mortais] nas nossas instalações de armazenamento a frio, e os médicos da vizinhança disseram que morreram de insolação”, revelou à Reuters Faisal Edhi, diretor da Fundação Edhi, que gere as morgues e um serviço de ambulâncias naquela que é a maior cidade do Paquistão. O responsável acrescentou que as mortes ocorreram principalmente nas áreas pobres de Karachi.
O ministro da Saúde da província de Sindh, Fazlullah Pechuho, disse ao jornal “Dawn” que ninguém morreu de insolação. “Só os médicos e os hospitais podem decidir se a causa da morte foi um golpe de calor ou não. Rejeito categoricamente que pessoas tenham morrido devido a insolação em Karachi”, contrapôs o governante.
No entanto, as notícias mais recentes estão a provocar inquietação entre os paquistaneses, que temem uma repetição dos efeitos da onda de calor de 2015. Nesse ano, as morgues e os hospitais ficaram sobrecarregados, tendo-se registado, pelo menos, 1300 mortos devido às altas temperaturas.
As temperaturas em Karachi devem manter-se acima dos 40ºC até quinta-feira.
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