CÂMARA DO COMÉRCIO QUER FORMALIZAR NEGÓCIO INFORMAL EM MAPUTO

Para que tal ocorra a Camara do Comércio de Moçambique resolveu começar pelo mercado Grossista do Zimpeto, depois de ter dado oportunidade aos jovens na semana passada para auscultar, dialogar e sensibilizar os vendedores e incentivá-los a formalizar os seus negócios.

Das várias dificuldades, a falta de financiamento foi uma das inquietações apresentadas pelos vendedores presentes durante a visita. Como resposta, Moddy Maleiane, Presidente do pelouro de Gênero na CCM referiu que não é possível financiar alguém que não esteja devidamente organizado pois é necessário que as entidades da área dos negócios no mínimo façam parte da câmara do comércio como membros porque existem regras minimamente exigidas para que sejam financiadas.

“Às vezes não é falta de financiamento é preciso conhecer o sector em que está e o benefício de transitar do informal para o formal daí a razão da Câmara do Comércio ter criado esta iniciativa do sector informal para que também tenham voz e serem considerados porque somos todos moçambicanos e queremos fazer parte do Produto Interno Bruto” atirou.

Uma das soluções apresentadas durante a visita é o associativismo que é qualquer iniciativa formal ou informal, que reúne um grupo de organizações ou pessoas com o objectivo de superar dificuldades e gerar benefícios satisfatórios sobretudo a nível económico.

Com difícil acesso a travessia nas fonteiras devido as barreiras impostas pela pandemia da Covid-19, Moddy acredita que se houver união de forças a nível nacional e de forma organizada fazer-se o mapeamento de modo a identificar quem são os produtores e os transportadores, dentro da câmara poderá haver facilidades no desenvolvimento das actividades de venda mesmo com estas dificuldades.

Hermenegildo Rui, Presidente da Associação de Cascata, enalteceu a iniciativa da Câmara do Comércio e sustenta ser uma oportunidade para os vendedores informais entrarem nesta entidade e rentabilizar ainda mais os seus negócios.

“A nossa preocupação é a expansão do nosso negócio porque há muitas mineradoras em Moçambique que precisam de produtos alimentares e com esta iniciativa será um caminho para conseguirmos fornecer os produzidos a nível nacional e importados”, relata Hermenegildo.

Vale reforçar que a Câmara do Comércio de Moçambique conta com 1000 membros dos quais 400 estão no activo.

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