CASO MATALANE: SILÊNCIO DAS MULHERES QUE REPRESENTAM INTERESSES SUPERIORES DA MULHER NA POLÍTICA ESTÁ A PREOCUPAR

CASO MATALANE: SILÊNCIO DAS MULHERES QUE REPRESENTAM INTERESSES SUPERIORES DA MULHER NA POLÍTICA ESTÁ A PREOCUPAR

SILÊNCIO DAS MULHERES QUE REPRESENTAM INTERESSES SUPERIORES DA MULHER NA POLÍTICA ESTÁ A PREOCUPAR

Moçambique foi tomado de susto quando há duas semanas explodiu uma informação falando da violação sexual de 15 mulheres no centro de instrução da Polícia em Matalane, província de Maputo.

O acontecimento moveu todo país e diversas organizações não-governamentais moçambicanas criaram campanhas em busca da verdade e de esclarecimentos sobre o assunto.

Como sempre e porque não haveria de falhar, o público das redes sociais empoderado pela vida e destino torturador de fraca capacidade de ponderação julgou, condenou, exigiu, chacotou e disse o que quis, mas algo inusitado que chocou até algumas figuras masculinas políticas tem a ver com o silêncio da Assembleia da República representada por uma mulher, do Ministério do Gênero Criança e Acção Social também representado por uma mulher, do Ministério do Trabalho também na mesma situação e até da Procuradoria-Geral da República onde está a representante das mulheres no poder jurídico nacional entre outras.

No seu pronunciamento no programa de Tv, Augusto Pelembe, disse que está muito decepcionado com a atitude das governantes que por sinal são mulheres e que as 15 vítimas também são e daí não entender porquê o silêncio absoluto.

“Lamentar o pronunciamento da Ministra da Justiça, eu a considerava uma das melhores porque tinha uma dicção, uma apresentação invejável, mas infelizmente ontem me decepcionou, porque ao ser abordada sobre o assunto de Matalane, ela disse que não teve tempo ainda para analisar essa situação… é triste porque sendo ela uma mulher e aquilo aconteceu também com mulheres”, disse Pelembe.

Augusto Pelembe mais adiante disse que neste momento pairam dúvidas dos pais, das meninas sobre que tipo de condições podem encontrar num centro de formação da Lei e Ordem onde acontecem situações similares. “É por isso que temos uma polícia violenta, que não respeita os direitos humanos, afinal tudo começa ainda no treino. Por isso quero apelar a quem de direito para vir a público pronunciar-se sobre o assunto”, frisou Pelembe.

Na sequência dos pronunciamentos de Pelembe e num dia em que encerrava o 40º curso da PRM em Matalane, o Presidente da República Filipe Nyusi, disse abertamente que devem ser responsabilizadas as pessoas envolvidas no acto.

Entretanto, o Presidente Filipe Nyusi disse ainda que apenas “quatro das instruendas contraíram a gravidez na escola” da Polícia de Matalane e que não se sabe se autores são instrutores ou colegas.

O Presidente Filipe Nyusi, que é igualmente Comandante em Chefe das Forças Armadas de Moçambique, afirmou no seu discurso que “para o Governo, este caso é sério e está a ser investigado ao detalhe ao nível ministerial e do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique.”

Foi a primeira vez que o Presidente moçambicano reagiu publicamente ao caso.

O Presidente moçambicano sublinhou que “o Estado não deve nem vai tolerar situações como esta. A lei deverá ser cumprida e ela é igual para todos nós. Ninguém está acima da lei”.

Nyusi disse ainda que, após a direcção da escola ter constatado a existência do caso, foram rastreadas todas as instruendas – tendo sido detectados 14 casos positivos de gravidez. “A 15ª instruenda grávida deu à luz durante os treinos, o que significava que era um caso importado,” acrescentou.

Segundo Filipe Nyusi, citando dados preliminares em poder das autoridades, quatro das instruendas contraíram a gravidez na escola, não se sabendo se os autores são instrutores ou colegas.

Indicou que as outras dez contraíram a gravidez de parceiros estranhos à comunidade escolar.

“Decorrem inquéritos para aferir os contornos de cada um dos casos, procurando salvaguardar o estado psíquico e emocional das gestantes, porque elas merecem respeito humano,” afirmou o Chefe de Estado. “As investigações minuciosas deverão continuar até a responsabilização dos culpados,” garantiu ainda Nyusi.

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Propriedade de Edições do Jornal Visão, Registado na República de Moçambique em Dezembro de 2016 no Gabinete de Informação, Instituição de Tutela sobre o sector da comunicações e radiodifusão com procedimentos dos ministérios da Justiça, Interior, Comércio e Indústria e dos Transportes e Comunicações. Publicações Semanais por PDF e diárias através do Website www.jornalvisaomoz.com. Notícias de Moçambique e do mundo na hora certa, com factos e argumentos fiáveis e credíveis.

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