CDD pronuncia-se sobre os assassinos de Matavel

CDD pronuncia-se sobre os assassinos de Matavel

CDD pronuncia-se sobre os assassinos de Matavel – No próximo dia 7 de Fevereiro de 2020, Moçambique vai assinalar a passagem de quatro meses após o assassinato bárbaro, à luz do dia, do Defensor de Direitos Humanos, Anastácio Matavele, na área eleitoral, em Gaza.

O assassinato do activista e defensor dos Diretos Humanos foi protagonizado por cinco agentes da Polícia da República de Moçambique, nomeadamente Euclídio Mapulasse, Edson Silica, Agapito Matavele (foragido), Nóbrega Chaúque e Martins Williamo, estes dois últimos morreram no acidente de viação após o cometimento do crime hediondo.

A operação foi coordenada por dois comandantes de igual número de subunidades da Polícia, designadamente Tudelo Guirrugo, do Grupo de Operações Especiais, e Alfredo Macuácua, da Unidade
de Intervenção Rápida. A viatura usada no crime é de Henriques Machava, actual Presidente do Conselho Autárquico de Chibuto e membro sénior do partido Frelimo.
Num comunicado emitido no dia seguinte ao assassinato, o Comando Geral da Polícia reconheceu que

“O homicídio qualificado (foi) perpetrado por 05 indivíduos, sendo 04 agentes da Polícia da República de Moçambique, afectos à subunidade de Intervenção Rápida-Gaza, em serviço no Grupo Operativo Especial e um civil, todos devidamente identificados nos autos” e ordenou a suspensão imediata dos dois comandantes daquelas subunidades e criou a comissão do inquérito para esclarecer o caso num prazo de 15 dias. Até hoje, quase quatro meses depois, os resultados do inquérito ainda não foram tornados públicos.
No referido comunicado do Comando Geral, notou-se tentativa de omitir o nome de Agapito Matavele, comandante do pelotão que assassinou o cidadão Anastácio Matavele.

O comando considera Agapito Matavele como um cidadão civil e não agente da polícia, porque pretendia justificar que aquele assassinato foi eventualmente ajuste de conta ou um crime comum envolvendo agentes da polícia, sob coordenação de um civil. Ou seja, pretendiam dar a ideia de que este não é crime do Estado.

Leia a posição completa aqui:

Assassinato do Activista e Defensor dos Direitos Humanos, Anastácio Matavele, por Agentes da PolÃ_cia da República de Moçambique
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