CIDADE MAPUTO: PASSAGEIROS SEM MÁSCARAS OBRIGADOS A DESCER | Jornal Visão

CIDADE MAPUTO: PASSAGEIROS SEM MÁSCARAS OBRIGADOS A DESCER

MAPUTO: PASSAGEIROS SEM MÁSCARAS OBRIGADOS A DESCER

CIDADE MAPUTO: PASSAGEIROS SEM MÁSCARAS OBRIGADOS A DESCER

“…ESTÃO A NOS MANDAR DESCER ATÉ PARECE QUE NOS OFERECERAM MÁSCARAS E NEGAMOS DE USAR, ISSO NÃO ESTÁ CERTO…” 

Vários usuários do transporte público de passageiros na manhã desta segunda-feira (13) na cidade de Maputo foram obrigados a descer do transporte por não portarem consigo máscaras. O prejuízo duplicado aos passageiros deixam os citadinos da capital do país desgastados, onde os passageiros além de verem os seus compromissos adiados, são também obrigados a pagar o preço da passagem antes de chegar aos seus destinos.

O Jornal Visão não conseguiu apurar a identidade da equipe que está a obrigar os passageiros a descer. Há que realçar que a “desconhecida” equipa está equipada de fato impermeável de poliéster de cor azul-escuro, com escritas brancas nas costas a frase “Five Star”, e ia gritando em cada transporte o seguinte discurso:

Passageiros sem máscaras devem descer, não são aceites passageiros sem máscaras”. Segundo alguns transportadores o mesmo trabalho de controlo de passageiros sem máscaras é também feito pela polícia em alguns pontos da cidade de Maputo, os mesmos confirmam que mais de 45 cidadãos ficaram para trás no período das 11 as 13 Horas na paragem do Benfica, no bairro Georg Dimotrov.

 

Muitas pessoas que vinham de Matola e Zimpeto ficaram aqui no Benfica, estão a lhes mandar descer por não terem máscaras, é obrigatório para todos que não têm. Esta é nossa quarta volta para Xipamanine e em todas voltas muita gente foi obrigada a descer, não só aqueles de fato azul estão a obrigar passageiros a descer, a polícia também esteve aqui a fazer o mesmo”, contou-nos José Macarringue, cobrador de transporte.

 

Questionado se, quando o passageiro é obrigado a descer, ele tem pago ou não a passagem mesmo sem chegar ao destino. Macarringue confirmou o pagamento, e justificou-se. “Estamos a trabalhar, eu nem digo aos passageiros sem máscaras que serão mandados descer, eles se surpreende ao longo do caminho, e quando lhes mandam descer, eu cobro sim, quero dinheiro porque subiram e o carro andou, estamos a tentar fazer receita, é difícil trabalhar assim mas não temos como”, concluiu a fonte. O nosso entrevistado fala ainda das dificuldades enfrentadas pelos transportadores, onde são obrigados a carregar 3 no lugar de 4 passageiros em cada acento, e ainda perdem passageiros por falta de máscaras.

 

Helena Afonso, cidadã de 42 anos de idade foi um dos tantos passageiros que foram obrigados a descer antes de chegar ao destino. A fonte contou-nos que teve que adiar os seus compromissos para hoje porque o valor que lhe restou depois de pagar por uma viajem que não chegou ao destino, era insuficiente para adquirir uma máscara e continuar com a viagem. “Eu ia trabalhar, assim tenho que voltar para ficar em casa. Sai só com 35 meticais, paguei dez porque não cheguei onde ia, o dinheiro que ficou não chega para continuar e nem para comprar máscara, só aquela feita de capulana custa 50 Mts. Estão a nos mandar descer ate parece que nos ofereceram máscaras e negamos de usar, isso não esta certo”, queixou Helena.

 

O governo quer o bem para nós, e nós sabemos disso. Mas não concordo que mandem-nos descer por não ter máscaras, não negamos de acatar as ordens, por exemplo eu estou a sair de casa e na minha casa não tem esse material acham que é fácil de ter, eu vi máscaras a venda nas redes sociais as preço de 50 meticais e eram de capulana, devem pensar em nós que não temos possibilidade de comprar, não é só agir desta forma”, contou um jovem que também foi obrigado a descer. Este é um de tantos discursos de insatisfação colhidos pela nossa equipe de reportagem. De referir que há registo de agressões corporais entre cobradores de transporte e passageiros, depois que alguns passageiros recusaram-se a pagar sem chegar ao destino, contaram ajudantes de carregamento, vulgo “Modjeiros” no Benfica.

 

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Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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