“Combatentes da democracia” da Renamo exigem demissão de Ossufo Momade

Em conferência de imprensa Ossufo Momad confirma estar pronto para aceitar o estatuto especial, e acusa governo de ser responsável do número elevado de casos positivos de covid-19

Um grupo de membros e simpatizantes do partido Resistência Nacional Moçambicana-RENAMO, baseado em Chimoio, na província central moçambicana de Manica tenciona destituir o presidente deste partido, Ossufo Momade, alegadamente por ser arrogante e incompetente para liderar os destinos daquela que é a maior força política nacional na oposição.

Trata-se de membros da Assembleia Municipal de Chimoio pelo partido da Perdiz, auto denominado “Combatentes da Democracia” que no passado dia 23 de Maio corrente convocou a imprensa para mostrar o seu descontentamento pela liderança de Ossufo Momade, eleito no decurso do quinto congresso daquela formação política na serra da Gorongosa, em Sofala, nos primórdios do ano 2019.

Segundo os contestatários que por temer possíveis represálias dos fiéis de Ossufo Momade, identificaram-se como anónimos, desde a sua eleição. Entretanto, os “Combatentes da Democracia” afirmam que o Presidente da Renamo tem estado em reuniões no gabinete do presidente da Republica, Filipe Nyusi, alegadamente para discutir os assuntos relacionados com a paz efectiva no país, o que não está a surtir efeitos desejados para o alcance daquele objectivo a bem do povo moçambicano.

Nós como célula conservadora do partido RENAMO, não olhamos com bons olhos as conversas que Ossufo Momade mantem com o presidente Nyusi, e consideramos que está a negociar benesses pessoais e dos seus próximos. Por isso, exigimos a sua demissão o mais cedo possível porque a continuar na liderança deste partido corremos o risco de nas eleições de 2024, não ter nenhum deputado na assembleia da Republica e muito menos lograremos resultados satisfatórios nas eleições autárquicas de 2023”, frisou o grupo. Tendo o mesmo exemplificado a possível destituição de Momade com Tabo Mbeki, Jacob Zuma e Dilma Russef da liderança dos respectivos partidos na Africa do Sul e Brasil respectivamente.

Num outro desenvolvimento, os contestatários que disseram não serem apoiantes da Junta Militar liderada por Mariano Nyongo, provando-se o nascimento de mais um grupo que quer o actual líder fora do cargo. Os mesmos acusaram Ossufo Momade de fomentar a tensão política instalada nas províncias de Manica e Sofala, face a sua arrogância tudo por conta da sua incompetência na condução do processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração-DDR dos homens residuais do partido.

Por exemplo, vimos no ano passado, nas delegações de Sofala e da cidade da Beira, um problema de nada que ate podia ser resolvido por um delegado de posto ou delegado distrital, ele não conseguiu resolver, por ser incompetente, portanto estamos perante um líder arrogante e incompetente”, sentenciou. Entretanto, ate ao fecho desta reportagem aguardava-se pela possível reacção do partido através da sua delegada provincial interina. Contactados, os responsáveis daquela formação política informaram ao autor destas linhas que deverá se pronunciar ao longo desta semana.

Ossufo Momad Vai aceitar o estatuto especial de segundo mais votado

Em uma conferência de imprensa nesta segunda-feira na cede do partido em Maputo, o actual líder da Renamo, Ossufo Momad confirmou a informação que já circulava de que este irá aceitar o estatuto especial. “É para o povo moçambicano, na medida em que o estatuto não é para Ossufo Momad, é para todos moçambicanos. Para dizer quando Assembleia da República aprovou essa lei não era pra Ossufo, nessa altura eu nem era líder do partido, assim sendo o partido vai decidir. Em nenhum momento vamos dizer que, vamos deixar de aceitar o que esta previsto na lei”, Justificou a o líder.

Na ocasião, Ossufo Momad acusou o governo de ser o responsável do aumento elevado de casos positivos de Covis-19. A fonte diz que o governo foi negligente ao não acatar as recomendações dada pela Renamo quando a situação já demostrava-se preocupante. “Quando esperávamos o estancamento desta pandemia no nosso país somos confrontados com o aumento galopante de casos de contaminação. Está situação preocupa-nos profundamente e denúncia a fragilidade das medidas de prevenção ate aqui tomadas. As autoridades moçambicanas inicialmente hesitaram em tomar medidas de firme combate, obstando por medidas paliativas posteriormente as medidas foram relaxadas, e a consequência é esta”, disse Momad.

O líder vai mais longe ao afirmar que as autoridades governamentais terem desvalorizado as sugestões do seu partido em tempo oportuno que, apelavam a tomada de medidas radicais no início da propagação. Segundo a Renamo as recomendações baseavam-se no enceramento de fronteiras e proibimento de voos internacionais e a massificação de mensagens de prevenção através de megafones utilizados pela comissão nacional de eleições durante o tempo da campanha eleitoral.

Porém, o partido denúncia ainda o desrespeito as medidas de prevenção e o tratamento desigual dos violadores das medidas estabelecidas. “Continua-se a observar o desrespeito cujo cúmulo foi a realização de uma festa de despedida da Directora de Acção social da Cidade de Maputo, e apesar de ter sido em fragrante delito ninguém foi preso ao contrário de outros cidadãos que são detidos apenas por serem surpreendidos a ingerir bebidas alcoólicas na vida pública, o que representa dois pesos, duas medidas”, explanou Ossufo Momad.

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Perfil do Editor

Nádio Taimo
Nádio Taimo
Editor-chefe do Jornal Visão.
Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional.

Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul.
Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~

Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual.

É comprometido com seu trabalho e família.

Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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