COVID-19: FORCOM GARANTE CONTINUAÇÃO DE FUNCIONAMENTO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS EM MEIO A DIFICULDADES

COVID-19: FORCOM GARANTE CONTINUAÇÃO DE FUNCIONAMENTO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS EM MEIO A DIFICULDADES

A Directora Executiva do Fórum Nacional de Rádio Comunitárias-FORCOM, Ferosa Zacarias revelou-nos está semana que as dificuldades enfrentados pelo mundo, não são excepção para a classe jornalística e principalmente para os jornalistas das rádios comunitárias. A Executiva afirma ainda que de alguma forma as rádios comunitárias foram afectadas, o que agudizou as dificuldades enfrentadas pelos jornalistas para uma cobertura de qualidade.

Entretanto, as rádios comunitárias não deixarão de funcionar, e esforço serão feitos no sentido de manter as comunidades sempre informadas sobre assuntos relacionados a pandemia. A fonte assegurou que os jornalistas comunitários estão a trabalhar como verdadeiros activistas sem nenhum interesse diferente de garantir que a informação seja de conhecimento, e as medidas de prevenção sejam de cumprimento nas suas comunidades. Desejando assim mais forças aos colaboradores comunitários nesta nobre tarefa que são incumbindo.

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Continuamos a enfrentar enormes dificuldades de meios materiais para garantir uma cobertura de qualidade ou um trabalho condigno, principalmente diante desta pandemia. Entretanto, conforme é característico dos jornalistas, principalmente das rádios comunitárias, estes continuam a trabalhar em meio ao risco, e como verdadeiros voluntários que não olham para tantos condicionalismos, a não ser garantir a informação as suas comunidades, mesmo correndo sérios riscos”, disse Ferosa. A fonte avançou ainda que apesar da vontade de cívica dos colaborados em meios a vários riscos, o Fórum introduziu certas medidas de segurança aos colaboradores das rádios reforçando as já divulgadas pela organização mundial da saúde-OMS.

Após o primeiro pronunciamento do Presidente da República, Filipe Nyusi o FORCOM emitiu uma directiva a orientar as rádios comunitárias assim como o secretariado executivo, sobre como deveriam funcionar diante deste cenário evidente que afecta todo o universo. A uma das recomendações desta directiva segundo Ferosa Zacarias é, a replanificasão de todas as actividades internas assim com as externas. “Outra recomendação foi o cumprimento de todas as medidas de prevenção, básicas de higienização inclusive as do distanciamento social, tanto que a directiva já constava mesmo antes da declaração de Estado de Emergência a recomendação para evitar-se aglomeração nas rádios, evitando a entrada de pessoas estranhas e se possível trabalhar a partir de casa”, contou a Executiva.

De realçar que, logo no início quando a pandemia eclodiu no país, o Fórum das rádios comunitárias emitiu um comunicado a clarificar qual seria a linha de orientação de trabalho deste órgão, que seria em estreita coordenação com o Ministério da Saúde assim com o governo. “Os tipos de conteúdos difundidos pelas rádios comunitárias são os conteúdos do Ministério da Saúde, isso para evitar duplicar ou gerar uma certa confusão de conteúdos diversos que contrariam uma a outra. O FORCOM está a trabalhar conteúdos da MISAU que os recebe em português, e depois garante que cada rádio comunitária faça a tradução na língua local e mais falada na comunidade, tanto que é importante que fazemos parte do grupo de comunicação do MISAU como prova evidente de que, o FORCOM sabe que neste processo não deve trabalhar de uma forma insolada, devem se unir esforços para uma resposta conjunta e eficaz”, disse a fonte.

Ferosa Zacarias diz que além do MISAU, a organização das rádios comunitários trabalha com outros actores como organizações da sociedade civil, mas sempre na orientação das recomendações do sector da saúde. “Trabalhamos com outros parceiros como organizações da sociedade civil entre outros, sempre na orientação das recomendações do MISAU, nunca contrariar ou inventar inovações que contrariam os princípios ou as recomendações da organização Mundial da Saúde. Não posso deixar de dizer que o FORCOM têm um olhar especial a grupos sociais tidos como grupos de risco e aos vulneráveis, falo de mensagens ou programas direccionados a crianças, mulheres e idosos, por isso estamos a articular com organizações especialistas em cada grupo alvo para que a intervenção seja eficaz”, concluiu.

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