DAVID FARDO DEFENDE DECRETAÇÃO DE ESTADO DE EMERGÊNCIA EM CABO DELGADO

DAVID FARDO DEFENDE DECRETAÇÃO DE ESTADO DE EMERGÊNCIA EM CABO DELGADO

O presidente da Parlamento juvenil de Moçambique-PJ, David Fardo defendeu está semana a necessidade do Governo decretar o Estado em emergência na Província de Cabo-Delgado fase aos ataques armados protagonizados pelos insurgentes naquela região do norte do país.

Falando ao Jornal Visão nesta sexta-feira (17), o líder do PJ afirmou que é tempo suficiente para que se decrete o Estado de emergência naquela província, baseando no longo período de incerteza e insegurança em que os cidadãos têm vivido, devido aos ataques frequentes.

A resolução deste problema de Cabo Delgado passa de um pressuposto que é unir as instituições de tutela que possam nos garantir a paz e segurança para que possam pensar em relação a esta situação. Primeiro, nós somos da opinião que já era tempo mais que suficiente para se decretar Estado de emergência naquela província devido ao tempo que duram os ataque”, diz Fardo.

O nosso entrevistado diz ainda esta situação dos ataques, preocupa todos os moçambicanos, e mesmo assim continua não sendo resolvida de pois de muito tempo de duração. Entretanto, apesar do governo afirmar que os ataques são perpetrados por indivíduos sem rosto, ou desconhecidas, Fardo defende a necessidade de se levar a cabo certas acções para garantir-se a resolução desta problemática. “Que se decrete um Estado de Emergência na situação de Cabo Delgado, porque nós já não estamos no alerta amarelo, estamos no alerta vermelho, porque dias pois dia são distritos a serem tomados por pessoas desconhecidas, e são na maioria jovens que estão a perder vidas naquele campo de batalha cuja luta é com desconhecidos”, acrescentou o entrevistado.

O líder cívico acredita que a decretação de Estado de Emergência é um dos pontapés de saída no reconhecimento da gravida do problema, e caso seja necessário, o governo pode buscar parcerias internacionais para resolução rápida deste problema. “Colocar as massas pensantes das instituições que tem a tarefa de garantir a paz e segurança para se encontrar um mecanismo rápido e urgente, havendo necessidade de parcerias ou apoios pelo mundo fora que seja feita, mas que a garantia da paz e segurança seja sobre tudo urgente porque estamos em uma situação de violação de direitos humanos, ate que as organizações as organizações internacionais já interviram varias vezes em relação a este assunto” avançou o líder.

A necessidade da abertura de espaços de diálogo entre o governo e a sociedade civil é também defendia por David Fardo. Este recordou que a consolidação de um estado de democracia é feito de opiniões, de tal forma que o parlamento Juvenil têm estado a defender os direitos humanos de todos os cidadãos, principalmente dos moçambicanos em Cabo Delgado através de diálogo e auscultações a camada juvenil.

O papel das organizações da sociedade na resolução deste conflito é dialogar com as entidades de defesa e segurança, continuar a exercer seu papel como sociedade civil apresentando sugestões e medidas de soluções, mas também pressionar quem é de direito, porque de certa forma a sociedade civil aqui no país é vista como oposição, como o oposto daquilo que se decide, mas um país democrático é feito de contribuições da oposição e da sociedade civil, e nós somos opostos a acções que perigam o bem-estar de uma nação, e nos continuamos pressionando quem de direito porque essas respostas extremamente urgentes”, explanou o entrevistado.

Situação de jovens membro do PJ em Cabo Delgado  

 Tento em conta que o parlamento juvenil é uma organização a escala nacional, e que defende os direitos e prioridades da juventude e conta com representações a nível provincial e distrital. Segundo o presidente deste movimento, os jovens do PJ em Cabo delgado não são jovens especiais ou de classe social diferente, pois estes também sentem na pele a falta de segurança naquela província e nos seus distritos.

Temos jovens em todos distritos de Cabo delgado, e são desses jovens e que não só por serem membros do PJ mas também representam a todos outros jovens de outros distritos em ataques ou não. Os jovens estão inseguros e não têm esperança porque não têm quem os conforte, com palavras de apreço de que esta situação esta sendo resolvida. É preocupação nossa como uma organização da juventude e defensores de direitos humanos que esta situação será necessário nos próximos anos desenhar-se linhas de apoio as estes cidadãos para se fazer um acompanhamento psicossocial, porque estamos numa situação que a juventude esta vulnerável e que há varias situações que estes enfrentam dia pós dia, e isso poderá ter uma influencia negativa no futuramente na vida deste”, avançou a fonte.

Fardo terminou a entrevista afirmando que, passado uma semana após o parlamento juvenil ter reagido aos ataques por uma carta dirigida ao presidente da República, Filipe Nyusi a sua posição continua a mesma. A organização vai continuar a fazer preensão e exigências ao presidente devido a sua insatisfação de ver o problema não resolvido. “Nós estaremos totalmente satisfeito quando se garantir a paz e segurança no país até ao cidadão da base, porque a questão paz não é apenas o calar das armas, e por mais que tenhamos silenciado as armas é necessário que o cidadão moçambicano possa deslocar-se a qualquer ponto do país”, concluiu.                  

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