DESMATAMENTO FLORESTAL UMBELUZI: é a primeira vítima humana que vai vitimando outros habitantes do planeta | Jornal Visão

DESMATAMENTO FLORESTAL UMBELUZI: é a primeira vítima humana que vai vitimando outros habitantes do planeta

DESMATAMENTO FLORESTAL UMBELUZI: é a primeira vítima humana que vai vitimando outros habitantes do planeta – Moçambique é um país com significativa cobertura florestal. Florestas nativas e bosques cobrem 43% da massa terrestre, abrigando extensa biodiversidade e paisagens únicas. As florestas são fundamentais para o bem-estar social, ambiental e econômico do país.

O desmatamento rápido, no entanto, está a ameaçar os ecossistemas e os meios de subsistência rurais, como a agricultura de corte e queimadas responsáveis por mais de 65% da cobertura florestal em todo o país.

Os dados históricos do terceiro Inventário Florestal Nacional mostram que Moçambique tinha uma área florestal total estimada em 40 milhões de hectares e que no período compreendido entre 1991 a 2002 perdia em média 220 000 hectares por ano.

O presente estudo mostra que a área florestal actual é está estimada em 34 milhões de hectares, e que a média actual do desmatamento com base na análise feita no período compreendido entre 2003 a 2013 é de 269 000 hectares por ano com um desvio de mais ou menos 12 000 hectares por ano. As províncias com maior média do desmatamento anual no país são Nampula, Zambézia e Manica e as Províncias com menor média do desmatamento anual são Maputo, Gaza e Inhambane.

Comparativamente aos dados do período compreendido entre 1972 a 1990 em que a média anual era de 154 000ha/ano, houve um aumento significativo e relativamente a 1991 a 2002, o aumento não foi significativo, contudo, é importante notar que o desmatamento tem impactos significativos para biodiversidade, na estabilidade dos ecossistemas e na disponibilidade da água em quantidade e com qualidade.

O desmatamento é mais frequente nas florestas semi-decíduas e semi-sempre-verdes onde predominam as formações do Miombo. As principais causas deste fenómeno foram a agricultura que contribui com cerca de 86% do desmatamento anual e conversão de florestas para pradarias com 13% devido à exploração florestal para fins de combustíveis lenhosos e madeira. A conversão de florestas em assentos humanos foi de 0,1%. Estes resultados são consistentes com os estudos anteriores, que mostraram que a agricultura e a exploração florestal foram as principais causas do desmatamento.

Um estudo mais recente feito pelo Consórcio CEAGRE e Winrock em 2016 mostra que a agricultura itinerante contribui com 65% de desmatamento, o assentamento humano com 12% e exploração florestal para fins de combustíveis lenhosos e madeira com 15% do total no país.

O mesmo relatório refere também que o desmatamento tem causas indirectas relacionadas com factores tecnológicos, políticos, sociais, económicos e ambientais e podem também seguir uma sequência de eventos ao longo do tempo. Isto é, o desmatamento pode iniciar com a exploração florestal, que se traduz primeiro pela degradação florestal, depois abertura para a agricultura e/ou assentamento humano.

Em conversa com Ambientalistas e Coordenador da Cooperativa de Educação Ambiental Repensar e Membro do Let’s do it em Moçambique Carlos Serra entendemos que existem dois impactos a nível mundial  para o desmatamento, primeiro o ambientalista considera como consequência do desmatamento da floresta, o efeito estufa que contribui para o aquecimento global e mudanças climáticas, afectando o clima no seu todo.

Continue lendo…

Edição 104 – 14 de Fevereiro 2020
722

Angélica Miranda, nome profissional e mais conhecido nos meandros do Jornalismo, é uma jovem moçambicana formada em Jornalismo e Comunicação pelo Instituto Técnico de Moçambique entre os anos 2016 e 2018. Começa a escrever e fazer o jornalismo na prática a 08 de Janeiro de 2018 na rádio Voz Coop como Estagiária e segue para uma outra fase na colaboração com o Semanário Jornal Visão, escrevendo matérias de relevo relacionadas com Economia, Saúde, Gênero e Mulher. Enquanto isso, Angélica Miranda continuou na aprendizagem sobre Rádio e chega a produzir um programa sobre trânsito no qual privilegiou o contacto directo com os automobilistas colocando temas em debate semanais. Da produção deste programa torna-se no princípio de 2019 Chefe de Redacção da Rádio Voz Coop onde passa a colaborar na produção de conteúdos radiofónicos virados para notícias, reportagens e programas diversos. Atualmente é colabora invicta do Jornal Visão, semanário que virou febre aos olhos dos moçambicanos pois é produzido por uma equipa completamente e 100% jovem, inovadora e dinâmmica.

×

Olá!

Clique em um de nossos representantes abaixo para bater um papo no WhatsApp ou envie-nos um e-mail para admin@jornalvisaomoz.com

× DENUNCIE SEM MEDO AGORA!
%d bloggers like this: