Desnutrição e Obesidade são males que podem minar o futuro de Moçambique | Jornal Visão

Desnutrição e Obesidade são males que podem minar o futuro de Moçambique

Desnutrição e Obesidade aliados a desnutrição são mal que pode minar o futuro de Moçambique

“A desnutrição, obesidade e outras formas de má nutrição estão a crescer, infelizmente as projecções indicam que o número será muito mas acentuada em 2025 caso não se tome uma medida adequada a tempo” diz o representante da FAO Hernâni Coelho da Silva.

Em uma mesa redonda realizada nesta sexta-feira alusiva ao dia mundial da Alimentação que celebrou-se no passado dia 17 de Outubro e dos Quarenta anos da Organização das Nações Unidas para Alimentação-FAO, o Representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, Hernâni Coelho da Silva apontou que a desnutrição, obesidade e outras formas de má nutrição estão a crescer, infelizmente as projecções indicam que o número será muito mais acentuado em 2025 caso não se tome uma medida adequada a tempo.

Desnutrição e Obesidade aliados a desnutrição são mal que pode minar o futuro de MoçambiqueSegundo Hernâni Coelho da Silva em todo mundo cerca de 800 milhões de pessoas passam fome e a desnutrição é responsável pela maior parte da morte das crianças globalmente. Ela está associada a várias outras doenças e ainda hoje é considerada a doença que mais mata, por outra mais de 670 milhões de adultos, 120 milhões de jovens dos 9 há 15 anos são obesos e mais de 40 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade tem o peso excessivo.

A fonte acrescenta que estes cenários estão associados a um quinto das mortalidades em todo mundo e pesam nos orçamentos nacionais da saúde e esta é uma realidade que todos políticos estão cientes sendo de desafio para que todos possam contornar esta situação.

A fonte afirmou que existem soluções para reduzir a fome e a má nutrição mas para tal exige uma participação activa de todos sem excepção e é necessário incentivos, conhecimentos para aumentar e diversificar a produção de alimentos com alto valor nutritivos, sendo preciso se adoptar políticas, regulamentos, padrões de alimentos que priorizam a disponibilidade, acessibilidade segura e nutritiva.

Ainda no seu discurso o representante da FAO frisou que para este ano o contexto esta assentado a realidade que exige no pragmatismo do combate à fome, nesse caso estão cientes que apesar de todos esforços desenvolvidos durante a última década o estado de segurança e nutrição do mundo permanece praticamente inalterado desde 2015, como resultado uma em cada 4 pessoas encontram-se em situação de insegurança alimentar, mas a segurança desse tempo não é meramente uma questão de quantidade é também de qualidade e acesso.

Desnutrição e Obesidade aliados a desnutrição são mal que pode minar o futuro de Moçambique
Karen Menete Representante do PMA a esquerda/Foto tirada durante assinatura dum memorando com o Governo de Moçambique em Setembro de 2019

Karen Menete representante do Programa Mundial para Alimentação PMA apontou que no que diz respeito ao combate a fome o Moçambique alcançou progressos considerais, porém infelizmente muitas famílias moçambicanas não conseguem ter uma dieta saudável o que limita o potencial do país, em termos de desenvolvimento social, económico equitativo e igualitário.

O Ministro da Agricultura Higino de Marrule disse que as projeções mundiais indicam que a população vai crescendo de uma forma exponencial e que a demanda por alimentos a nível internacional vai aumentando, sendo que esta é uma oportunidade para os Moçambicanos fazerem a diferença, dada as condições agro-ecológicas favoráveis a prática da agricultura.

Higino de Marrule aproveitou a ocasião para realçar que em Moçambique pouco mas de 70% da população activa desempenha actividades agrárias, sendo que 80% destas são mulheres e são o papel chave na garantia da segurança alimentar e nutricional e na geração da renda familiar contribuindo deste modo no combate a pobreza.

Ainda neste âmbito Higino Marrule salientou que o país já deu passos significativos ao reduzir a prevalência da população sujeita a insegurança alimentar de 50% para 24%, nos últimos dez anos. Apesar deste esforço ainda persistem os desafios, ligados ao acesso a alimentos nutritivos e a resiliência aos choques climáticos, quer a nível mundial ou local.

O dia Mundial de alimentação foi estabelecido pelos países membros na Vigésima Conferência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura, em reconhecimento da importância que alimentação desempenha no desenvolvimento humano.

Os níveis de insegurança alimentar crónica continuam na ordem dos 24% e desnutrição crónica 43%, principalmente nas regiões Norte do País, o que coloca o desafio de se realizar o III estudo de Base de Segurança Alimentar e Nutricional.

 

 

 

 

 

 

 

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