DETIDO CIDADÃO POR VENDA ILÍCITA DE IMPRESSOS PARA PASSAPORTE

Trata-se de um cidadão de 45 anos de idade, que responde pelo nome de Farão Jacinto, que encontra-se a contas com a polícia na Primeira Esquadra da Cidade de Maputo. O indiciado defende-se do custo elevado de vida como o motivo das suas acções ilícitas, apontando que não é o único que não contribui para o desenvolvimento do país, afirmando que há indivíduos que desviam milhões de Meticais, estes são os piores que ele.  O mesmo foi detido na tarde de quarta-feira (18) nas mediações da Direcção provincial da Migração da cidade de Maputo, e é acusado de venda ilícita de impressos para passaporte. Entretanto está não é a primeira vez que o mesmo é detido pela prática do mesmo crime. Segundo Felizardo Jamaca, Porta-voz da Direcção Provincial da Migração, a neutralização deste cidadão aconteceu depois que um utente dirigiu-se aos serviços de migração para tratar passaporte, e antes que entrasse foi abordado pelo cidadão em causa como intermediário, tendo este o vendido um impresso de uma serie que não era o que estava em uso naquele dia.

 “O mesmo abordou um cidadão que vinha aos nossos serviços para fazer o pedido de passaporte e cobrou o valor de três mil meticais prometendo-o ter o passaporte em tempo recorde, neutralizamos a ele porque o número da serie dos impressos que temos vendido tiramos em serie por dia, suspeitamos porque o utente tinha um impresso que não fazia parte daquele número de series que estava sendo usado naquele dia, questionado onde obteve o impresso, disse que encontrou um cidadão lá fora que o abordou e que iria-lhe facilitar, o utente entregou os seus documentos ao facilitador para preencher o impresso encaminhou-lhe aos nossos serviços para fazer a captação, e logo accionamos as linhas operativas que foi possível identificar e neutralizar o intermediário”, avançou o Porta-voz da Migração.

DETIDO CIDADÃO POR VENDA ILÍCITA DE IMPRESSOS PARA PASSAPORTE
 Felizardo Jamaca-Porta-Voz da Migração-CM 

Questionado o Porta-voz sobre onde este poder ter encontrado o impresso que vendia, este afirmou que está neste momento sendo feito um trabalho para apurar a proveniência do impresso na posse do intermediário e não descarta a possibilidade de haver um funcionário da Migração envolvido no esquema.

Estamos a envidar esforços para ver se existem também agentes da migração que estejam envolvidos nesta facilitação de entrega de impressos, mas já sabemos de antemão que ele não trabalha sozinho, têm um grupo de cidadãos que trabalha com ele e que não é a primeira vez que ele encontra-se detido aqui na primeira esquadra sobre o mesmo tipo ilegal de crime”, concluiu Felizardo.

O intermediário falando a imprensa sobre a sua detenção, aproveitou a oportunidade para explanar sobre questões macroeconómicas do país. Este afirma que não é possível viver somente de salário, porque o custo de vida no país está muito elevado, muito além das capacidades dos cidadãos que mal recebem. O indiciado é funcionário de uma empresa de segurança e diz que o salário em que este aufere não é suficiente para cobrir as despesas da sua família, por este motivo tornou-se um intermediário para poder aumentar a renda. Entretanto, mesmo de detido este negar ser vendedor de impressos, e afirma que apenas ajuda os utentes a preencher o impresso e ganha por isso.

DETIDO CIDADÃO POR VENDA ILÍCITA DE IMPRESSOS PARA PASSAPORTE

Eu sei que não é o certo o que fazia, era errado, mas pelas dificuldades da vida a gente opta por fazer algo sabendo que isto é errado, é impossível viver só de salário por isso faço este trabalho, só de casa para o trabalho gasto 50 meticais, e tenho que deixar dinheiro de chapa para os meus filhos irem a escola, o custo de vida é elevado, não está fácil”, disse o indiciado.

Questionado se todo aquele que não recebe o suficiente para as suas despesas fizesse o mesmo que ele faz para aumentar a renda, estariam a desenvolver o país ou a retroceder, este respondeu: “Não vou dizer que estaria a ajudar a desenvolver o país, mas também não sou eu que não faço o país desenvolver, porque há pessoas que roubam milhões e milhões de meticais, esses são os piores, são esses que não fazem o país desenvolver, então é a vida, está difícil para todos, eu só ganhava por preencher impressos não vendia como estão a dizer”, concluiu a fonte.

De realçar que, apesar dos serviços de Migração sempre fazer o apelo de não uso de intermediários vários utentes ainda optam pela intermediação como forma de obter os documentos de forma fácil e rápida. Num momento que os serviços de migração estão a registar uma fraca procura e, a prestação de serviços é rápida e fácil, alguns utentes acreditam que o uso de intermediário é o certo, tendo em conta a rapidez no atendimento. A instituição reitera o apelo de não uso de intermediário como forma de evitar transtornos no processo de aquisição de passaportes e certificados de imergência.

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