DEVIDO A COVID-19 ACTIVIDADES EMPRESARIAIS REDUZIRAM em CERCA DE 65% NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO EM CURSO

DEVIDO A COVID-19 ACTIVIDADES EMPRESARIAIS REDUZIRAM em CERCA DE 65% NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO EM CURSO

Foi com objectivo de apresentar os resultados feitos sobre o impacto da covid-19 no sector empresarial que a Federação das actividades económicas de Moçambique (CTA) concedeu uma conferência de imprensa na manha desta quinta-feira (13).

Durante o evento foi apresentado um estudo do sector empresarial com números que mostram o decréscimo da economia moçambicana nos últimos seis meses do ano em curso. O estudo mostra que o sector empresarial reduziu em cerca de 65% no primeiro semestre de 2020 e do turismo continua a ser o mais afectado tendo registado uma retracção ao nível das suas actividades em mais de 75% devido a covid-19

O vice-presidente da CTA Álvaro Massinga, explica que com base no estudo feito chegou-se a conclusão de que o nível da actividade empresarial reduziu em cerca de 65% no primeiro semestre de 2020, o que culminou com a redução do Índice de Robustez Empresarial em cerca de 49%, de 0,51 em Janeiro para 0,26 em Junho.

Ainda de acordo com o Empresário, o sector de Hotelaria e Turismo figura como o mais afectado, tendo registado uma retracção do nível de actividade em mais de 75%. Devido a estes impactos, no primeiro semestre do ano, o sector empresarial, como um todo, registou perdas de facturação estimadas em cerca de 31 mil milhões de Meticais, o correspondente a 453 milhões de dólares norte americanos.

“Com base nesta informação, e considerando a evolução da pandemia e a dinâmica económica que se projecta para a segunda metade do ano, estima-se que o volume de perdas de facturação do sector empresarial moçambicano, em todo ano de 2020, poderá ascender a aproximadamente 951 Milhões de dólares norte americanos, o correspondente a cerca de 7% do PIB”, refere Massinga.

Segundo a Fnte, espera-se uma tímida recuperação da actividade empresarial no segundo semestre devido a reabertura gradual de algumas economias e alívio de algumas restrições no quadro das medidas do Estado de Emergência.

“Espera-se, ainda, uma recuperação gradual do Índice de Robustez Empresarial, podendo subir de 0.26 em Junho para 0.34 em Dezembro. Entretanto, importa ressalvar que esta recuperação estará fortemente dependente da evolução da pandemia na África do Sul, que é o principal parceiro comercial do País, bem como do contínuo alívio das restrições da actividade empresarial, no âmbito das medidas de prevenção”, avança Massinga

 Impacto da COVID-19 no emprego

De acordo com a informação tornada pública esta quinta-feira em Maputo pela CTA, as consequências desta pandemia no sector empresarial reflectiram-se, igualmente, no mercado de trabalho, sendo que devido à redução significativa do volume de receitas que afectou o fluxo de caixa das empresas e a sua capacidade de suportar os custos de produção, dos quais o pagamento de salários, várias empresas optaram pela suspensão de contractos de trabalho.

“De acordo com os dados apurados, até o final do primeiro semestre do ano, cerca de 30 mil contractos de trabalho haviam sido suspensos e, considerando este ritmo de evolução, estima-se que até o final do ano este número aumente para 63 mil, o correspondente à aproximadamente 11% da massa laboral empregue no sector privado”, esclareceu, Massinga.

O contínuo crescimento do número de empregos suspensos, segundo a Fonte, irá se dever, essencialmente, às perspectivas sectoriais que irão caracterizar o segundo semestre do ano. “Em termos sectoriais, a hotelaria e turismo regista o maior número de postos de empregos suspensos, cerca de 40% do total, e espera-se que neste sector, o número de empregos suspensos continue a aumentar”, revela o representante da CTA.

 PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO

Álvaro Massinga frisou que devido o quadro adverso gerado pelos efeitos da COVID-19, o crescimento da economia moçambicana em 2020 poderá registar um abrandamento face ao ano anterior (2019), em que a economia cresceu em 2,2%.

“Conforme sugerem as estimativas, a taxa de crescimento poderá ascender aos 1,1%, num cenário optimista, e -0,5%, num cenário pessimista” O cenário pessimista é considerado, actualmente, o mais provável, e fundamenta-se pela rigidez estrutural da economia moçambicana que torna difícil que a economia se recupere de um choque no curto prazo”, ressalvou Massinga acrescentando que a manutenção do Estado de Emergência no segundo semestre do ano, que implica restrições a actividade empresarial, e a manutenção das restrições de entradas e saída nos principais parceiros comerciais de Moçambique, como é o caso África do Sul, que representa cerca de 30% do volume de comércio externo do país, portanto, com base nestes fundamentos, entendemos que o cenário pessimista, que prevê uma taxa de crescimento negativa, de -0.5%, será o prevalecente”, Explica.

Os empresários apontam que dependendo da abordagem das medidas do Estado de Emergência para o sector empresarial no segundo semestre do ano e da evolução da pandemia na economia Sul-africana, a taxa de crescimento poderá seguir um curso de recuperação gradual, podendo reverter a tendência que se prevê, de um crescimento negativo.

“Vale lembrar que as empresas beneficiaram-se de um alívio à tesouraria, estimado em 2.3 mil milhões de Meticais, nos primeiros 6 meses, as mesmas poderão ficar pressionadas nos 6 meses subsequentes, devido ao ónus adicional que resulta da capitalização dos montantes diferidos”, acrescenta Massinga.

Ainda na sua explanação, Massinga, avança que as empresas irão pagar até 2.4 mil milhões de Meticais, nos 6 meses seguintes, significando um custo adicional de 100 milhões de Meticais.

Este cenário sugere que a taxa de juro efectiva irá subir de uma média de 19.29% para aproximadamente 20.1% ao longo deste período.

Os empresários moçambicanos representados pela CTA repudiam o recente sequestro de mais um empresário, ocorrido há dias, o que aumenta o clima de terror e medo no seio da classe minando, assim, o ambiente de negócios.

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Propriedade de Edições do Jornal Visão, Registado na República de Moçambique em Dezembro de 2016 no Gabinete de Informação, Instituição de Tutela sobre o sector da comunicações e radiodifusão com procedimentos dos ministérios da Justiça, Interior, Comércio e Indústria e dos Transportes e Comunicações. Publicações Semanais por PDF e diárias através do Website www.jornalvisaomoz.com. Notícias de Moçambique e do mundo na hora certa, com factos e argumentos fiáveis e credíveis.

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