DURANTE TRÊS DIAS MAPUTO FOI PALCO DA 5ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO | Jornal Visão

DURANTE TRÊS DIAS MAPUTO FOI PALCO DA 5ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO

DURANTE TRÊS DIAS MAPUTO FOI PALCO DA 5ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO

A Feira do Livro, evento de vital importância para a promoção dos escritores nacionais e internacionais, bem como impulsionar a leitura e escrita, de forma lúdica e inclusiva e é alusivas as celebrações dos 132 anos da elevação de Maputo a categoria de cidade, que assinala-se anualmente a 10 de Novembro.

O evento que teve lugar nos dias 25, 26 e 27 de Outubro numa organização do Conselho Autárquico da Cidade de Maputo e reuniu Escritores, Poetas nacionais e de outros países lusófonos.

A iniciativa, culminou com mesas redondas, leituras intensivas, oficinas de pinturas e concursos infantis.

A Feira que durou três dias tinha como objectivo enaltecer a importância da leitura e a escrita na sociedade e, é por isso que em Moçambique já foi criado o Plano Nacional de Acção de Leitura e Escrita que deve ser difundido e implementado.

Na abertura do evento a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane disse que o sector lançou, em 2018, as Jornadas Pedagógicas em todo o País com o objectivo de levar os professores a desenvolverem nos alunos as habilidades de Leitura e Escrita como forma de superar as grandes dificuldades que estes têm no desenvolvimento da linguagem verbal ou oral e escrita. A Leitura e a Escrita são habilidades complexas e imprescindíveis que constituem um pré-requisito fundamental para a aquisição do saber e interpretação dos vários fenómenos.

“Em 2018, foi lançado o Plano Nacional de Acção de Leitura e Escrita cujos princípios orientadores são a promoção de hábitos de leitura no contexto familiar (em casa), escolar e comunitário, as práticas sociais de cidadania e diversidade cultural”, disse Sortane.

Conceita frisou ainda que a leitura tem a capacidade extraordinária de emancipar as pessoas, pois uma sociedade que se preocupa com a busca constante do conhecimento, está em melhores condições de viabilizar o desenvolvimento e gerar os recursos necessários para melhorar as condições de vida dos seus integrantes.

 “Temos estado a promover os campos de leitura, concursos literários, exposição de materiais produzidos a nível da escola, comunidade e clubes de leitura, oficinas de leitura, concurso de declamação de poemas, oficina de escrita criativa, concurso de leitura e compreensão, entre outras, com o objectivo último de ter as crianças, jovens e adolescentes mais comprometidos com a leitura e com um processo de construção de novas relações com as informações, pessoas capazes de pensar, articular as ideias, criticar e agir positivamente,” acrescentou a Ministra.

A Peloura da Pasta da Educação e Desenvolvimento Humano, afirmou que a nível das escolas, em prol da leitura e da oralidade, tem sido feito o apetrechamento até ao final deste ano abranger 750 bibliotecas das escolas secundárias e nessa frente conta com o substancial apoio dos parceiros da Educação, pois só no ano passado, foram distribuídos pelas escolas primárias e secundárias mais de 50 mil livros complementares. “Portanto, o contributo de todos é crucial, e a Feira do Livro de Maputo é um forte contributo nessa linha”, acrescentou Sortane.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo Éneas Comiche na sua intervenção disse que a literatura é uma arma poderosa que deve ser bem utilizada para contribuir para incutir no ser humano o espírito de cidadania e o nacionalismo.

“Estou certo que em torno das mesas redondas e dos debates, vai haver espaço para intercâmbio entre os panelitas e moderadores com os escritores nacionais e estrageiros, professores, estudantes desde a literatura infanto-juvenil á literatura adulta, onde a partir destas actividades virão resultados que muitos poderão auxiliar os nossos professores, educadores, estudantes, bibliotecários e cidadãos no quotidiano do trabalho”, frisou Comiche.

Comiche acrescentou que a Feira do Livro de Maputo é sem dúvida um meio de promoção e divulgação da literatura moçambicana nas suas variadas formas de actuação, através do olhar de quem escreve e da interpretação de quem lê, permitindo ligar a literatura às outras áreas artísticas e do saber para a inspiração que possibilita a execução de actividades como musica, teatro, cinema e outras.

O Escritor Moçambicano Calane da Silva explicou que uma feira do livro não é só de amostra mais de interação cultural, de escrita e leitura, pois é um motivo para mobilização de pessoas tanto jovens, adultos para essa interação, com isso que essas feiras sejam chamativas pra que os pais comecem a oferecer aos seus filhos livros para que esses alcancem mais o horizonte de espectativa cultural não só a nível nacional como também á nível universal o que é fundamental para o crescimento cultual dos jovens.

Calane da Silva acrescentou que para o trabalho que faz não é preciso apenas de talento mais também muito esforço, trabalho para escrever, pois exige sacrifício, empenho e tudo isso é necessário que nas escolas as crianças apreendam a fazer pequenas redacções e muita leitura, o que já no ensino secundária os programas já tem livro de leitura obrigatória onde o aluno deve comentar, interpretar e analisar os textos… mais nos últimos tempos os jovens apenas lê o extremamente necessário para a disciplinas o que torna-se algo errado”, disse Calane da Silva.

O Ministério da Educação tem vindo a investir avultados recursos para a construção de novas escolas, tendo em vista a expansão do acesso ao ensino primário; tem dado também uma atenção especial à formação de professores; tem priorizado a concepção, produção e distribuição de materiais didácticos, incluindo o livro escolar; tem apetrechado as bibliotecas com livros complementares.

 

 

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Angélica Miranda, nome profissional e mais conhecido nos meandros do Jornalismo, é uma jovem moçambicana formada em Jornalismo e Comunicação pelo Instituto Técnico de Moçambique entre os anos 2016 e 2018. Começa a escrever e fazer o jornalismo na prática a 08 de Janeiro de 2018 na rádio Voz Coop como Estagiária e segue para uma outra fase na colaboração com o Semanário Jornal Visão, escrevendo matérias de relevo relacionadas com Economia, Saúde, Gênero e Mulher. Enquanto isso, Angélica Miranda continuou na aprendizagem sobre Rádio e chega a produzir um programa sobre trânsito no qual privilegiou o contacto directo com os automobilistas colocando temas em debate semanais. Da produção deste programa torna-se no princípio de 2019 Chefe de Redacção da Rádio Voz Coop onde passa a colaborar na produção de conteúdos radiofónicos virados para notícias, reportagens e programas diversos. Atualmente é colabora invicta do Jornal Visão, semanário que virou febre aos olhos dos moçambicanos pois é produzido por uma equipa completamente e 100% jovem, inovadora e dinâmmica.

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