Em trinta e Oito anos apenas nos primeiros 18 o povo reclamou pouco | Jornal Visão

Em trinta e Oito anos apenas nos primeiros 18 o povo reclamou pouco

Em trinta e Oito anos apenas nos primeiros 18 o povo reclamou pouco

A Governação de Moçambique no período pôs Samora Machel, assistiu mudanças severas que escamoteiam qualquer possibilidade de satisfação do povo. Os moçambicanos anseiam a cada mandato desde a entrada de Armando Emílio Guebuza por mudanças que aos seus olhos ainda não aconteceram.

Se por um lado a conjuntura econômica internacional afecta a nacional, por outro a socialização do indivíduo torna-se a cada ano um desafio, razão pela qual Moçambique continua aquém das expectativas no Desenvolvimento Humano.

No dia 15 de Janeiro Toma posse Filipe Jacinto Nyusi reeleito e que será reconduzido para dar avanço aos destinos de Moçambique como República que conhece sua paz ameaçada desde que atingiu os 22 anos ou seja logo após os primeiros 7 anos de governação do ex-Presidente Armando Emílio Guebuza.

A situação política de Moçambique que se complicou a entrada de Guebuza dura quase duas décadas e parece agudizar-se cada vez mais com a entrada de novos grupos armados que desestabilizam e desorganizam a vida dos cidadãos das zonas atacadas atrasando a economia nacional.

As falhas na negociação com o então presidente da RENAMO (Afonso Dlhakama), minaram a Paz que era almejada por muitos moçambicanos e que só foi conseguida com muito esforço pelo atual Chefe de Estado mas que está minada. A mina da Paz está no centro das atenções de um grupo que se separou do maio e mais antigo partido da oposição(RENAMO), liderado por Mariano Nhongo.

Moçambique, como qualquer nação tem muitos problemas que atravessam a todos cidadãos desde o sistema educacional, prisional, economia e finanças, transporte, estradas entre outros e tem mais calcanhares pela descoberta de escândalos financeiros que aos olhos de muitos evidenciam que o atual Governo da FRELIMO esteve durante anos a roubar o povo.

Os últimos 5 anos foram de maior fricção Povo-governos em África, com a descoberta de dívidas e dinheiros em mãos supostamente alheias e acabou minando a confiança da população com o ESTADO. Manuel Chang preso há mais de 12 meses na África do Sul sob ordens dos Estados Unidos de América, é um dos pontos cruciais e indicado como mentor principal do escândalo financeiro que lesou Moçambique em mais de 2 Biliões de Dólares norte-americanos.

Neste momento em que se sabe que o país tem a Paz ameaçada pelos grupos armados no norte e centro do país, voltamos ao ciclo de governação de Armado Guebuza onde se atravessava o Rio Save com escoltas e se esta época voltar a economia estará novamente ameaçada.

ELEIÇÃO DE ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA

Nas eleições presidenciais e parlamentares de 2004, realizadas nos dias 1 e 2 de Dezembro, Armando Guebuza, candidato da FRELIMO, ganhou com 63,7% dos votos, o dobro do candidato da RENAMO, Afonso Dhlakama com 31,7%.

Na votação para o parlamento, a FRELIMO ganhou 62% (1,8 milhões) dos votos, a RENAMO-União Eleitoral 29,7% (905 000 votos) e 18 partidos minoritários partilharam os restantes 8%. Assim, a FRELIMO ocupou 160 assentos e a RENAMO-UE, 90.

Estas eleições foram criticadas por não terem sido conduzidas de forma justa e transparente, tanto pela Missão de Observação da União Europeia e pelo Carter Center. Contudo, de acordo com os observadores, os problemas detectados não teriam provavelmente afetado os resultados na escolha do Presidente da República, mas a distribuição de assentos no parlamento pelos partidos poderia ter levado a algumas alterações (com a RENAMO provavelmente perdendo alguns assentos para a FRELIMO.

A 2 de fevereiro de 2005, Guebuza tomou posse como Presidente da República, sem o reconhecimento de Dhlakama e da RENAMO, que não participaram na cerimónia de investidura. A RENAMO, contudo, concordou em participar no parlamento e no Conselho de Estado.

Já em 2009, Armando Guebuza, teve 75% dos votos válidos, seguido do líder da RenamoAfonso Dhlakama, com 16% dos votos. Quanto às eleições para a Assembleia da República, a Frelimo, o partido do governo, conseguiu 191 deputados, com mais dois eleitos nos círculos da emigração, a Renamo 49 deputados e o MDM, que foi autorizado a concorrer apenas em quatro círculos, alcançou oito.

Mais uma vez observadores da União Europeia constataram “numerosas irregularidades” durante o apuramento de votos, “sem que estas afectem significativamente os resultados”. Num balanço divulgado, a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE-UE) reconheceu ter havido “irregularidades eleitorais e inconsistência nos procedimentos” em 73 distritos das 11 províncias do país.

De acordo com o documento, ainda que as irregularidades no processo eleitoral não tenham afectado significativamente os resultados das eleições, “constituem uma séria fraqueza do processo”.

A missão da UE alerta ainda para o caso das províncias de Tete e Gaza, onde “não é possível avaliar estatisticamente até que ponto a distribuição de assentos parlamentares poderia ter sido alterada”. A MOE-UE aponta como irregularidades detectadas casos de presidentes de mesas de voto que se recusaram a aceitar queixas dos representantes dos partidos políticos, em várias seções, por todo o país.

Também são denunciados casos de representantes de partidos políticos que foram impedidos de presenciar o processo de apuração nos distritos de MaráviaAngóniaChangara e Tsangano, na província de Tete, e nas províncias de Manica e Cabo Delgado. “Dados indicadores de mesas de voto com participação de 100%, ou mais, em 40 mesas de voto na província de Gaza, 61 mesas de voto na província de Tete e duas na ilha de Moçambique, província de Nampula”, são outros casos de irregularidades citados pela missão.

No fim do mandato de Armando Guebuza levado por muitas desconfianças e negações de mudanças, Filipe Nyusi entra para o barco em 2014, sendo estas as 5ª eleições gerais de Moçambique desde 1994.

Realizadas a 15 de Outubro de 2014, resultaram na vitória de Filipe Nyusi donde também se manteve a maioria dos assentos parlamentares.

Na altura de entrada de Nyusi, Armando Guebuza queria continuar, mas estava impedido pela constituição de se candidatar a um terceiro mandato.

Com tantos desafios que teve de enfrentar, Filipe Nyusi, em Outubro de 2019 foi reeleito presidente da República no meio a tanta violência, reclamações que continuam, pois antes da realização do processo de votação antecedeu-se o recenseamento eleitoral que também trouxe discussão em quase toda parte do mundo, devido a disparidade de números de cidadãos existentes na província de Gaza, sul do país, situação que levou o Director Nacional do Instituto Nacional de Estatísticas a se demitir.

Continua…

Aproveite e baixe o Jornal Visão Edição 101 desta sexta-feira AQUI

Ajude-nos a crescer. Sua ajuda conta muito para nó
879

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

One thought on “Em trinta e Oito anos apenas nos primeiros 18 o povo reclamou pouco

Comments are closed.

×

Olá!

Envie sua notícia ou informação pelo WhatsApp, é seguro e sigiloso. Pode confiar ou envie-nos um e-mail para redaccao@jornalvisaomoz.com

× REPÓRTER É VOCÊ. ESCREVA-NOS AGORA!
%d bloggers like this: