Empresas não conseguem absorver jovens recém-graduados para estágios pré-profissionais em Moçambique

Os desafios atravessados pela juventude e o paradoxo económico do qual Moçambique ressente-se a cada ano, bem como a evolução demográfica populacional, são factores que colocam o jovem com inúmeras incertezas sobre o futuro profissional, após longos anos de estudos.

Se o desemprego é condicionado pela experiência profissional, o que diz com a falta de espaços para a busca por conhecimento prático? Apesar de o Governo ter estabelecido medidas activas do próprio emprego e formação profissional, o que devia habilitar jovens a fazerem parte do saber fazer parece cair por terra.

É que, mesmo o Governo oferecer Kits para o auto-emprego após formação profissional, persiste a escassez de empresas capazes de absorver a maioria juvenil para estágios pré-profissionais.

O assunto ligado aos estágios pré-profissionais tem que ver, portanto, com o número de empresas que existem na região e o número de vagas que cada uma dessas instituições oferece.

Durante um encontro realizado em Maputo no dia 16 de Novembro de 2022, Fabião Bazino Delegado Provincial do Instituto IFPLAC INEP, referiu que a praça moçambicana tem escolas que formam e poucas empresas para a demanda da procura de estágios e emprego.

Fabião Bazino Delegado Provincial do Instituto IFPLAC INEP
Fabião Bazino Delegado Provincial do Instituto IFPLAC INEP

“O que vemos na praça é que são poucas empresas que imergem em um dia, mas, se formos a ver, portanto, no nosso sistema de educação só numa escola podemos encontrar uma média de 10 mil estudantes no processo de ensino. Agora o que esperamos em relação às Empresas? Pois, vejamos, se só numa província com mais de 5 escolas secundárias e cada uma tem 7 mil estudantes, estes jovens todos, quando terminarem o nível de educação que é, por exemplo, a 12ª classe ou então podemos olhar para aqueles que terminam as acções formativas no centro de formação profissional, em ensino técnico os graduados de um ano só, não correspondem, portanto, ao número de empresas que ou número de vagas que as empresas criam num ano. Por essa razão que temos esta disparidade, um número elevado de jovens graduados que procuram pelos estágios e um número inferior de vagas”, explicou Fabião Bazino Delegado Provincial do Instituto IFPLAC INEP.

O Delgado Provincial do IFPLAC INEP, avança que para reduzir o sofrimento da comunidade juvenil, o Governo, através da Secretaria da Juventude e Emprego — SEJE, criou o KIT MEU EMPREGO.

“O Governo cria, portanto, programas que vão minimizar o problema que temos, primeiro dos estágios pré-profissionais, por o estágio ser a ferramenta que permite que o Jovem entre verdadeiramente no posto de trabalho ligado àquilo que ele viu no processo de ensino e aprendizagem”, esclarece.

Fabião Bazino, refere que a questão do emprego chega a se sentir, por causa desta falta de estágios, pois as empresas não tem para a demanda da procura e isso fez com que o Governo criasse o programa meu kit meu emprego, onde o recém-formado recebe um kit para o auto-emprego, “o tipo e o número de kit que a SEJE INEP, aloca, portanto, aos jovens que são kits robustos, kits valiosos, que um kit só pode permitir que o jovem consiga colocar outros jovens consigo para poderem juntos trabalhar, isso para minimizar o desemprego que assola o nosso país”.

 

SWISSCONTACT pode ser o milagre que o Governo precisava para melhorar a empregabilidade dos jovens em Moçambique

A Swisscontact é uma das instituições que oferece muito espaço para os jovens, prometendo para 2023 incorporar 21 estagiários em todas suas 25 empresas. Regula Chávez-Malgiaritta, Directora Nacional da (Swisscontact) referiu que o encontro realizado semana finda, visa conhecer as empresas capazes e prontas para receber estagiários. Por outro lado, aquela dirigente disse haver uma necessidade dos centros de formação profissional, buscar entender a dificuldade que todos os jovens têm.

Fabião Bazino Delegado Provincial do Instituto IFPLAC INEP
Regula Chávez-Malgiaritta, Directora Nacional da (Swisscontact)

“Porque os centros e institutos bem como as empresas tem expectativas, desejos e necessidades, por isso aqui estamos para mostrar que caminhamos bem, que fizemos um grande trabalho, entre os centros, as empresas e os jovens”, disse Regula.

Por outro lado, diz a directora Nacional da Swisscontact, hoje estamos aqui discutir como aumentar o número de estagiários para o Próximo ano, como também o número de empresas envolvidas para trabalhar e assim permitir aos jovens uma formação baseada em competências de acordo com a lei em Moçambique.

Todas estas constatações foram feitas durante o encontro que teve lugar na cidade de Maputo na última Quarta-feira, 16, organizado pela Swisscontact cuja ideia central era discutir sobre as necessidades que as empresas encontram para emergir jovens técnico-profissional, com objectivo de estabelecer uma relação benéfica entre empresas, centros de formação e jovens estagiários, através de estágios para melhorar as competências profissionais e a produtividade empresarial. 

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