DIRECTOR DA AQUA SUSPEITO DE FACILITAR CONTRABANDO
Por: Davio David
A Procuradoria Geral da República (PGR) através do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a investigar os autores morais do processo melindroso de exportação ilegal de 406 contentores de madeira no porto de Pemba. Entretanto, os denunciantes que acusavam o ministro da Agricultura, Roberto Albino Mito e sua equipa em Maputo, podem ter sido os próprios facilitadores do esquema de contrabando que lesou o Estado moçambicano em cerca de 200 milhões de meticais.
Trata-se do então Delegado da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) em Cabo Delgado , Jorge Tassicane Mbofana e do Director do Serviço Provincial do Ambiente (SPA) de Cabo Delgado, Saleem Mwazena, exonerado, no ano passado por envolvimento em escândalos no contrabando de madeira, enquanto que Mbofana, foi exonerado na tarde desta quarta-feira, sob suspeita dos mesmos escândalos.
Segundo nossa investigação, há fortes indícios de ambos serem colaboradores directos do cartel de contrabando de madeira no país, liderada pela polémica empresa libanesa Safi Timber.
A dupla Mbofana e Salem, antes de ocuparem cargos importantes na AQUA e SPA na província de Cabo Delgado, eram fiscais do Ministério da Agricultura na província de Sofala, tendo sido transferidos graças à influência do cartel naquela parcela do país, para Pemba, alegadamente para abrir outra frente do contrabando de madeira por via do Porto de Pemba, em Cabo Delgado.
Fontes próximas do processo ouvidas sem gravar entrevista, defendem que tanto a dupla deve ser intimada, juntamente com a Alfândega, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), despachantes , gestores do Porto de Pemba, bem como as empresas mencionadas na denúncia sobre o processo de exportação ilegal de 406 contentores de madeira.
Aliás, dados na nossa posse indicam que há fortes suspeitas de ter sido o antigo director do SPA, Saleem Mwazena, o denunciante que por retaliação da sua exoneração terá acusado o ministro da Agricultura Ambiente e Pesca, Roberto Albino e seus colaboradores em Maputo como principais suspeitos no referido esquema.
A nossa equipa de reportagem apurou que segundo a legislação vigente, o processo de exportação de madeira no país, obedece a três fases que se desenrolam no terreno, com envolvimento das entidades multisectorias, inclusive AQUA e SPA.
“As funções do SPA são claras no processo de exportação, se tiver acontecido, o antigo Delegado Mbofana terá sido o principal responsável, uma vez que nesse processo de empacotamento é feito por uma equipe multisectorial”, disse uma fonte em anonimato.
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