FACIM 2021: África do Sul único país presente na feira

A África do Sul foi o único País da SADC que se fez presente fisicamente em RICATLA, Marracuene, província de Maputo, na 56.ª Edição da Feira Internacional que terminou Domingo passado tendo decorrido de forma híbrida, o que mais uma vez demonstra os esforços do Governo na materialização do apoio às empresas públicas e privadas no que concerne a publicidade e troca de contactos com o mercado de negócios internacional.

A FACIM 2021 foi marcada também pela presença em grande das Pequenas e Médias Empresas este ano com a representação ao mais alto nível em África com particular histórico para Moçambique que Preside o Pelouro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral(SADC), por Daniel Timana em representação das Pequenas e Médias Empresas, que assistiu fisicamente ao evento tendo concedido uma entrevista especial ao Jornal Visão, para avaliar o decurso do evento que se realiza pela primeira no país de forma virtual.

DANIEL TIMANA
DANIEL TIMANA

O Presidente do Pelouro das Pequenas e Médias Empresas ao nível da SADC, disse na ocasião que apesar de ser um evento híbrido não há nada perdido e considerando ser sua primeira vez com representante das PME na zona austral de África, há necessidade de “nos reinventarmo-nos, pois, a situação não é boa, o cenário é severo, mas não há nada perdido”.

Timana revelou que as importações baixaram devido à pandemia da covid-19, situação que afecta directamente o Produto Interno Bruto do país(PIB), consequentemente as empresas fragilizam-se na participação económica nacional. “Uma coisa que gosto dos moçambicanos, é que todos os dias acordam com vontade de trabalhar e isso está notável aqui na FACIM”.

O interlocutor avançou que muitas empresas apesar de não estarem representadas fisicamente, mas virtualmente participaram e a promessa é que os eventos híbridos vão continuar. “Nós como PME´s estamos a interagir de forma virtual. Mesmo a área da educação fica afectada com a situação da pandemia o que exige de nós uma reinvenção para não ficarmos atrasados”.

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Daniel Timana(PME´S SADC)

Daniel Timana num cômputo geral disse ser necessário às empresas se reinventarem segundo a situação actual bem como encontrar formas de dar continuidade com as suas actividades e apoiando-se na criatividade. “Não podemos afirmar que a Covid-19 vai terminar amanhã e sim termos em conta que é um desafio que nós temos”, concluiu.

Refira-se que o Primeiro-Ministro considerou que, apesar da COVID-19, a FACIM mostrou-se como um espaço privilegiado, no qual os empresários nacionais e internacionais identificaram novos mercados e estabeleceram parcerias. Carlos Agostinho do Rosário, efectuou, no último Sábado, uma visita à Feira Internacional de Maputo, com o objectivo de ver de perto os produtos expostos e conversar com os expositores.

Após visitar todas as potencialidades nacionais e internacionais expostas na FACIM, o governante mostrou-se satisfeito com o que viu e revelou que a economia do país cresceu em 1,05 por cento nos primeiros seis meses deste ano.

“Atesta esta recuperação gradual da nossa economia o facto de, do primeiro para o segundo semestre do ano em curso, o crescimento económico ter registado uma aceleração de 0,12 para 1,97 por cento”, sustentou o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

O governante apontou os sectores de hotelaria e restauração, transporte e comunicações, serviços financeiros, construção, agricultura e pescas, entre outros como os que “contribuíram para este crescimento gradual da nossa economia”.

Os ganhos no primeiro semestre foram, igualmente, para a inflação que, de acordo com o Primeiro-Ministro, a taxa média se situou em 4.16% em Junho, “abrindo perspectivas para podermos alcançar a meta de 5% prevista no Plano Económico Social 2021”.

Os indicadores do primeiro semestre são positivos, mas o Governo quer mais para este ano. “A nossa meta para o presente ano 2021 é atingirmos um crescimento económico que se situe na banda de 1.5% a 2.1%. Para alcançarmos este objectivo, o Governo prioriza a alocação de recursos e investimentos para os sectores produtivos, nomeadamente, agricultura, indústria, energia e infra-estruturas”, indicou Carlos Agostinho do Rosário.

 

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