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Falsificação de seguro-auto preocupa associados do sector em Moçambique

Falsificação de seguro-auto preocupa associados do sector em Moçambique

Falsificação de seguro-auto preocupa associados do sector em Moçambique

A segurança rodoviária, é assunto do dia-a-dia e preocupa vários extractos da sociedade moçambicana. Durante a semana da Legalidade, a Associação Moçambicana de Seguros, representada pelo seu Secretário-Geral, mostrou a sua vontade em emprestar a sua voz, na prevenção da sinistralidade, mantendo as parcerias, com várias organizações, em particular com a polícia de trânsito, que é parte integrante do processo e fiscalizador de seguro automóvel bem como da legalidade na condução.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Visão Moçambique, o secretário Geral da Associação Moçambicana de Seguros(AMS) Momad Ali Mucussi, aponta que os moçambicanos precisam, com urgência, começar a levar o cumprimento legal das normas como cultura, forma mais segura para evitar problemas que colocam muitos em conflitos com a lei.

“Nesta quadra festiva, nós queremos alertar aos moçambicanos para cumpram as regras elementares de condução e trânsito e certifiquem também que tenham um seguro automóvel para as suas viaturas”.

O presidente da AMS, refere que o momento que será vivido neste mês de Dezembro, é de preocupação e todos os automobilistas devem ser portadores de seguro automóvel, por ser período em que há muita circulação de pessoas e bens de um lugar para o outro.

Aos Moçambicanos que optam por não pagar o seguro, Momad Ali Mucussui, alerta que poderão ser penalizados não só pela polícia, mas também se algo acontecer no decurso da viagem, “neste caso falamos de um acidente de viação, onde é necessário, accionar um seguro para arcar com as despesas que vezes sem conta não esperávamos”.

“Bom, quando o seguro não está renovado, significa que é inválido. Por isso mesmo que exortamos para que se certifiquem, que tenham um seguro válido e eficaz. Atenção, falamos de um seguro válido e eficaz. Válido porque está dentro do período, portanto, coberto na subscrição da Apólice, e eficaz porque tem prémios”.

A garantia da segurança rodoviária também foi o assunto da entrevista exclusiva ao Jornal Visão Moçambique, que o Geral da AMS, concedeu, principalmente nesta quadra festiva, referindo que devem todos os automobilistas verificarem as condições mecânicas dos seus veículos, atendendo e considerando o movimento que se verifica neste época do ano nas estradas moçambicanas e não só.

Mucussi, disse que nas escolas primárias os professores devem “perder um pouco do seu tempo, ensinando as crianças sobre a segurança rodoviária”, porque no seu entender, deve este assunto sair das escolas para as ruas, reforçando a ideia de que “o pepino se torce ainda pequeno”.

“E nós apelamos sempre para essa a massificação, a colaboração para o bom exercício na condução, por um lado, como a massificação, portanto na contratação do próprio seguro automóvel de responsabilidade civil. Até porque este seguro automóvel é obrigatório por lei. A lei obriga que toda e qualquer viatura que circula nas nossas vias públicas tenha o respectivo seguro devidamente contratado”.

Sobre as actividades da AMS nesta quadra festiva, Mucussi, disse que por conta da retirada de muitas empresas de seguros na fronteira de Ressano Garcia por imposição Governamental, embora estejam como associados a empreender esforços para o governo voltar a deliberar sua presença naqueles locais, considerados estratégicos turística e humanamente para a provisão dos seguros, auto.

 

“Dizer que nesta quadra festiva vamos assistir, a movimentação de várias viaturas, já têm, inclusive, estrangeiras que saem dos seus países para cá, acontece que nós tanto que associação moçambicana de seguradoras, as nossas associadas não estão mais sediadas na fronteira de Ressano Garcia, não estão baseados na fronteira por imposição, portanto de uma decisão governamental. Porém, estamos a encetar esforços para ver se conseguimos persuadir o governo no sentido de nós voltarmos a exercer as nossas actividades nesta grande fronteira do país”.

Questionado do porquê voltar a fronteira de Ressano Garcia, Momad Ali Mucussi, respondeu nos seguintes moldes: “vai permitir com que a lei seja cumprida. No sentido de que a lei reconheça que toda e qualquer viatura que entra na República de Moçambique tem que ter o seguro devidamente contratado. Então, a partir daí, essas viaturas vão poder entrar e já conseguir contrato, por um lado, por outro lado, vai fazer como que não haja aquilo que temos assistido de algum aproveitamento de algumas pessoas de Má-fé que usam, portanto, as imagens das nossas associadas para vender certificados de seguros falsos”.

Adiante explana que a situação que pode colocar em causa não só a imagem do país como também a imagem de todo o mercado segurador. Porque, a partir do momento em que o cliente tenha comprado um certificado de seguro falso e tenha um sinistro, participa para aquela seguradora cuja imagem foi indevidamente utilizada e a seguradora constatará que aquele seguro não foi comprado ali, o que acontece é que é como se aquela seguradora agiu de má-fé em não aceitar o seguro.

“Então, é uma imagem para a seguradora, porque a sua marca foi indevidamente utilizada, mas também uma imagem para o país, porque se trata de alguém é estrangeiro. Então, estando as seguradoras na fronteira, poderão evitar esta situação.”

Mucussi, aponta que está em andamento um expediente no Ministério do Interior, visando restabelecer a presença das seguradoras na fronteira de Ressano Garcia.

“Até agora nós estamos a tentar falar com as instâncias competentes. Temos uma audiência marcada com sua Excelência, Ministra do Interior. Só aguardamos para que nos dê à luz, para nos podermos aproximar e explicar a nossa preocupação, e fazermos entender também a vontade de que esta preocupação não pode ser só de seguradora”.

 

FALSIFICAÇÃO DO SEGURO AUTO

 

O mercado de seguros é como todo o qualquer outro, tem as suas fragilidades. E muitas vezes isso pode aparecer por uma questão de imagem das seguradoras. Não está afastada a possibilidade de aparecer, os seguros falsos mesmo para os nacionais.

Aos clientes internos não está afastada essa possibilidade. Pode acontecer. Porque podemos olhar quando falamos dessa situação, também está em causa a questão de alguma falta de consciência de muitos de nós, sobre a importância do próprio seguro. Algumas pessoas querem a todo o custo ter um certificado seguro para resolver problema com a polícia. Digamos assim.

Mas era importante que tivesse, portanto, um seguro devidamente contratado, e com alguma protecção, portanto, desde a mesma pessoa, a relação da mesma que cause a terceiros se não contratar o seguro, ou seja, se não possuir certificados de seguro válidos, podem usar os falsos, digamos assim, para enganar a polícia. Já tivemos esse tipo de caso, acredito que sim, já tivemos, principalmente, quando falamos de pessoas que querem ter certificado seguro só para enganar a polícia.

O secretário Geral da AMS Momad Ali Mucussi, refere que a falta de consciência sobre a importância de um seguro, leva muitos a pensar que é mais um gasto e não previdência.

“Olha, aqui está o problema. É um problema de falta de consciência sobre a importância do próprio seguro. E muitas vezes as pessoas pensam que o seguro é mais um gasto e não é importante. Mas é importante que tenhamos que saber que, quando contratamos um seguro, pagamos um valor fixo e conhecido para fazer face a um evento inesperado. Repare, bem, se você tem uma viatura, ligeira, e paga um prémio de seguro de responsabilidade civil no valor de 10 mil medicais, por exemplo. E tem um sinistro que causa os danos a terceiros, o custo pode ser cada quinhentos de mil meticais, ou até um milhão. A seguradora pagará aquilo sem que você esteja numa situação de aflição. O que significa que transferimos a nossa responsabilidade sobre os danos que causamos à terceira pessoa, para quem possa fazer, para quem possa responder por essa situação”.

Nesta quadra festiva, segundo exortou Momad Mucussi, a polícia poderá ser implacável, algo não é determinado pelas seguradoras e sim pela polícia que garante a lei e ordem públicas aos condutores e todos os cidadãos que se fazem às estradas, daí que, “exortamos para que todos façam a revisão atempada dos seus veículos mecanicamente e se detém algum seguro automóvel em dia para que situações pesarosas não os tire o sossego nem a alegria da celebração do natal e fim de ano”.

Jornal Visão Moçambique
Author: Jornal Visão Moçambique

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