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FILHO DE NYUSI DESFAZ-SE DO PATRIMÓNIO ALEGADAMENTE ADQUIRIDO COM DINHEIRO DAS “DÍVIDAS OCULTAS”

Com o avanço das investigações das dívidas ocultas, era previsível que os indivíduos que adquiriram património com o dinheiro dos empréstimos ilícitos, procurassem se desfazer do mesmo, como forma de evitar o rastreamento dos bens adquiridos de forma ilícita, prática que em Moçambique fica facilitada pela falta da legislação sobre recuperação de activos.

É o caso de Jacinto Ferrão Filipe Nyusi, filho do presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. Em Julho de 2014, adquiriu uma vivenda localizada num bairro da elite, em Cape Town e em Outubro de 2017, vendeu o mesmo imóvel. O CIP está na posse de documentos que comprovam a compra e posterior venda do imóvel pelo filho do presidente da República, que na altura dos factos tinha apenas 21 anos.

Depois do próprio Filipe Nyusi ter sido citado em tribunal norte-americano como tendo recebido dois milhões de dólares da Privinvest, dos quais o FBI conseguiu rastrear um milhão, os filhos do presidente da República foram citados pelo jornal Canal de Moçambique, a requisitar compra de viaturas de luxo e de casa na África do Sul, alegadamente usando dinheiro das dívidas ocultas. António Carlos do Rosário financiou a compra do património em alusão.

Nos registos notariais da África do Sul consta que Jacinto Ferrão Filipe Nyusi, nascido a 31 de Março de 1993, adquiriu imóvel localizado no bairro de Constantia, em Cape Town, pelo p r e ç o d e 3 .9 0 0. 0 0 0 , 0 0 r a n d s (três milhões e novecentos mil rands) à uma viúva de nome Helene Pam-Mark. O filho de Nyusi fez o pagamento do montante a pronto. Constantia é um bairro da elite de Cape Town, habitado por diplomatas, empresários e políticos locais. Quando o filho de Nyusi adquiriu o imóvel tinha apenas 21 anos. Era um menino anónimo, sem trabalho ou negócios conhecidos que o permitissem adquirir casa a estes preços. Entretanto, seu pai Filipe Nyusi acabava de ser eleito candidato da

Frelimo à Presidência da República depois de ter servido por cerca de 5 anos como ministro da Defesa Nacional.

Citando correspondências de emails entre António Carlos do Rosário e Jacinto Ferrão Filipe Nyusi e Florindo Nyusi, o Canal de Moçambique reportou que o imóvel em alusão foi adquirido por dinheiro das dívidas ocultas, através de António Carlos do Rosário, PCA das três empresas EMATUM, ProIndicus e MAM, pessoa chave das dívidas ocultas e antigo director de inteligência económica no Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE).

O escândalo das dívidas ocultas viria a ser exposto em 2016 e em 2017. O Governo foi forçado pela pressão da sociedade civil, imprensa e doadores a realizar auditoria internacional independente às dívidas.

A auditoria foi realizada pela Kroll, financiada pela embaixada da Suécia em Maputo. O primeiro relatório da auditoria , em forma de sumário executivo, foi publicado em Junho de 2017. Revelou o envolvimento ilícito de várias figuras do Governo liderado por Armando Guebuza, incluindo de Filipe Nyusi. Poucos meses após a publicação do relatório da auditoria às dívidas, o filho de Filipe Nyusi se desfez do imóvel. Vendeu-o.

Consta dos registos notariais da África do Sul que Jacinto Ferrão Filipe Nyusi vendeu o imóvel a 4.500.000 rands (quatro milhões e quinhentos rands) a 10 de Outubro de 2017. O imóvel foi adquirido por um casal sul-africano, Antony Greenwood e Michelle Greenwood.

Os filhos de Filipe Nyusi não são arguidos do caso das dívidas ocultas que conta com duas dezenas de réus que aguardam pelo julgamento no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

Em anexo

Os registos de compra e venda, e as fotografias da parte frontal do respectivo imóvel.

FILHO-DE-NYUSI-DESFAZ-SE-DO-PATRIMÓNIO-

FONTE CIP

Agostinho Julião Muchave

Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país. Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar. Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta. Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”. Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas. A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma. A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana. Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica. Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos. Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento. Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”. “A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista. Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais. Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

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