Forças residuais da RENAMO integradas na Unidade de Protecção das Altas Individualidades

É o culminar de um processo que era travado desde 2015, altura em que começou a negociação para a protecção do seu antigo Líder Afonso Dhlakama, que tinha outrora a PRM como segurança, algo que foi de imediato recusado pela PERDIZ.

No âmbito do DDR, nesta sexta-feira, 15, a RENAMO, recebeu de bom grado os trinta e seis Agentes oficiais da Unidade de Protecção das Altas Individualidades (UPAI). Outrora, eram oficiais das Forças Residuais da RENAMO como materialização de um dos entendimentos do Acordo de Paz de Maputo, rubricado por Ossufo Momade e o Presidente da República Filipe Jacinto Nyusi.

A concretização desta etapa segundo a RENAMO, “encoraja a todos moçambicanos, porquanto constitui uma base para a consolidação da Paz e promoção da Reconciliação Nacional”.

A segunda maior força política de Moçambique, diz estar expectante para ver o progresso da implementação do Acordo sem sobressaltos de modo “a estarmos focados no projecto de desenvolvimento nacional”.

É também expectativa da PERDIZ que a PRM conheça uma nova era de ser verdadeiramente republicana e apartidária, pois, “estamos convictos que os Agentes aqui entregues estão ao serviço do Estado moçambicano”.

Ainda durante a cerimónia de apresentação dos agentes integrados à força de protecção governamental, o partido RENAMO revelou em poucas palavras o reconhecimento da colaboração do Governo de Moçambique através do Presidente da República, da Comunidade Internacional e do Povo “actores incontornáveis no processo de pacificação do País”.

O Acordo de Maputo, foi rubricado a 6 de Agosto de 2019 pelo Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade, acordo definitivo de paz e reconciliação nacional em Moçambique.

O acto marca o fim da instabilidade política e militar que o país viveu entre 2014-2016, com a recusa da RENAMO em reconhecer os resultados das eleições gerais de 2014.  Juraram nunca mais pegar em armas para resolver os seus diferendos em Moçambique. Aliás, nas suas intervenções destacaram o diálogo como a “chave” para manter a paz.

O processo do DDR foi oficialmente lançado em 2018 pelo actual Presidente da República Filipe Nyusi, como resultado dos consensos alcançados entre o Governo e a Renamo, com objectivo de garantir uma paz efectiva e duradoura.

O processo de DDR constitui a segunda parte de uma negociação que o presidente moçambicano encetou em 2017 com Afonso Dhlakama, após o cessar-fogo decretado por este em Dezembro de 2016.

A primeira parte levou a um acordo sobre a descentralização, com alterações pontuais à Constituição da República, e a consequente inserção do novo modelo de eleição nas leis eleitorais.

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Sobre o autor: Redacção do Jornal Visão Moçambique
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