Fórum Mulher capacita utentes do bairro de Malhazine

Fórum Mulher capacita utentes do bairro de Malhazine

Sessenta (60) pessoas do bairro de Malhazine vinvendo com o vírus de HIV/SIDA foram capacitadas na manhã desta terça-feira(12), em matérias de  Violência Baseada no Gênero,  Direitos Sexuais reprodutivos e sobre a Marcha Mundial das Mulheres, cujo o objectivo é  partilhar e reflectir  com os utentes os riscos da violência dos direitos sexuais reprodutivos , bem como a busca de soluções urgentes, para minimizar esta violência.

Segundo Isabel Sofia palestrante do evento e representante do Fórum Mulher, é  emocionante  estar a capacitar, formar e informar, pessoas vivendo com HIV/SIDA uma vez que  esta  é uma  doença ligada a Violência doméstica, a falta de direitos e a  violência no seu todo. “Portanto esta actividade é traçada pelo Fórum Mulher e em coordenação com a Associação Hixikanwe, e ela  está a decorrer aqui na Cidade de Maputo e a nível Nacional”, disse Isabel.

A fonte destaca que no encontro falaram da Marcha da Mulher, o número das Lutas que as Mulheres tiveram, injustiças, bem como abordar os  direitos sexuais e reprodutivos, onde na  mulher a sexualidade não é respeitada.

No encontro foram formadas algumas mulheres violentadas e violadas, bem como adolescentes que participaram da actividade que foram violadas sexualmente “sendo esta uma forma de lhes chamar atenção e lhes fazer entender e sentir que os seus direitos existem e devem ser respeitados em casa e na sociedade”, frisou Isabel Sofia.

“Com esta capacitação, daqui em diante elas tem a missão de implementar nas suas vidas, em casa, no chapa, na sociedade, para juntos lutarmos e minimizarmos esta violência”, disse a palestrante.

Francisco Mário Mbiza, Estudante Universitário, relata que a marcha vem mostrar verdadeiramente o contributo da inclusão, a participação da mulher e a emancipação dos direitos Sociais dentro da produção econòmica numa sociedade.

Mbiza, aponta que os direitos sexuais que foram tema de destaque no encontro, os participantes tiveram oportunidade de saber quando é que a mulher está preparada para contrair o seu matrimônio, com quem ela deve ter uma criança e se está preparada para tal.

“E está formação vem nos mostrar que há uma prosperidade e reprodução da mulher, porque em algumas regiões do nosso país encontramos algumas mulheres que ao atingir os seus anos de prosperidade já unem-se, para cuidar das suas casas e crianças e a sua vida futura fica totalmente devastada e esta palestra  vem mostrar e abrir as mentes que há uma prosperidade de a mulher ser autônoma, ter uma capacidade reprodutiva, apostar mais no seu desenvolvimento e  contribuir  progressivamente na  produção do país”, descreveu Mbiza .

Isaura Batista Chirindzane de 44 anos de idade e Dificiente visual, conta que esta formação  é uma grande aprendizagem, porque ultimamente vive-se no anonimato sem-se  conhecer e gozar-se dos Direitos na sociedade.  “Hoje fomos leccionados que uma mulher deve dizer “não”, como, quantos filhos devo planear e quando, e, em que momento devo manter relações sexuais,  porque eu não sou obrigada a manter relações sexuais com o meu parceiro sem estiver preparada, também não devo estar submissa a fazer sem a minha decisão porque isto é psicológico e só se mantém com 2 pessoas”, explana Isaura.

Na sua explanação, Isaura conta que a marcha que vai fazer parte daqui há 10 meses virá esparecer, fortalecer e minimizar problemas porque muitas mulheres pensam muito até que vem á querer se suicidar e esta actividade vai ajudá-las  a ter um outro pensamento.

Por último Isaura enalteceu o aprendizado de saber mais sobre os seus direitos, da informação que antes não tinha e que teve oportunidade de adquirir. A formanda promete fazer a réplica do ensinamento, aplicando na  comunidade onde vive, expandido para as outras mulheres, inclusive em casa porque é onde parte o assunto.

A capacitação de 1 dia é implementada pelo Fórum Mulher em Coordenação com a Associação Hixikanwe e contou com a presença de estudantes universitários da UEM.

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Lourena Nhate

 

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