GABINFO PODERÁ NOS PRÓXIMOS ANOS CONTROLAR O LIMITE DE RADIO DIFUSÃO DA MÚSICA COMO FORMA DE MELHORAR A CULTURA CASO SE APROVE A LEI – ESPERA O MINISTRO DA CULTURA

GABINFO PODERÁ NOS PRÓXIMOS ANOS CONTROLAR O LIMITE DE RADIO DIFUSÃO DA MÚSICA COMO FORMA DE MELHORAR A CULTURA CASO SE APROVE A LEI – ESPERA O MINISTRO DA CULTURA O Gabinete de informação-GABINFO poderá nos próximos controlar o limite de radiodifusão da música no país, onde os órgãos de informação passaram a tocar mais música nacional como forma de melhorar a ambiente cultural no país para que esteja mais virados a ganhos económicos para os artistas caso se aprove a lei da radiodifusão. Esta informação foi tornada pública esta semana em Maputo pelo Ministro da cultura e turismo, Silva Tunduro. A lei da difusão em questão, está neste momento a ser elaborada pelo Ministério da cultura junto do Gabinete de informação.

Não é possível deslocarmo-nos daqui para a áfrica do sul e Malawi sem ouvirmos músicas daqueles países, mas deve-se a uma lei, que é de radiodifusão, estamos a trabalhar junto do gabinete de informação na elaboração de uma lei difusão que dá mais ou menos limites as rádios e televisões do que se deve ser difundido, infelizmente esta lei não é da ousada do Ministério da Cultura por esta sendo feita junto do Gabinfo, estamos em crer que provavelmente nos próximos anos seja aprovada seja aprovada para permitir que mais música moçambicana seja difundida e que haja mais dinheiro para os artistas”, disse Silva Tunduro.

A fonte revelou que está neste momento também em criação um Instituto Nacional de industrias culturais e criativas, órgão este que já está praticamente constituído, e neste momento decorre o concurso para a nomeação do diretor. Segundo Silva Tunduro, estas atividades demonstram o interesse por parte do governo no sector da cultura. ‟Nós desde o início deste ciclo de governação olhamos a cultura como um ativo económico, acreditamos que as artes e culturas desempenham um papel fundamental para garantir emprego as pessoas, pois uma em cada três pessoas no mundo estão empregues no campo das artes e cultura e há um ano a indústria criativa produziu mais de três trilhões de dólares no mundo e nós não o podemos ser uma ilha, é por isso estamos a sair do processo da cultura vista na perspectiva emocional, onde batemos palmas e dizemos que ele canta e dança bem ou é engraçadinho, estamos a passar para uma fase em que o dinheiro vai ao bolso do artista”, explanou o Ministro.

De realçar que o Ministro da cultura falava esta terça-feira (04) no lançamento do projecto ‟Viva a música Moçambicana”. Este projecto têm como objetivo principal promover a música moçambicana através de uma abordagem que contempla diversas manifestações artísticas e culturais. Entretanto, esta iniciativa visa também garantir que a música nacional tenha o devido espaço desejado diferente da música internacional que nos últimos tempos têm conquistado mais espaço no país. Na ocasião o músico Stewart Sukuma afirmou que vários cidadãos não conhece a variedade cultural que o país dispõem, defendendo assim a necessidade da promoção da mesma através deste projecto. O músico espera que com este projecto os artistas que vivem fora da capital tenham um projeção de visibilidade através de um mercado competitivo.

Que acima de tudo que esses artistas possam interagir para tocar ideias e conhecimentos para ter um crescimento que seja equitativo, para estarmos todos juntos em moçambique, e para que não haja uns mais privilegiados que os outros. Também pensamos que as artes e culturas serão mais-valias para o turismo preenchendo uma das prioridades para o desenvolvimento socioeconómico definidas pelo governo, mas para isso temos que falar a mesma linguagem, temos que ter um código comum para atingirmos esse objectivo”, defende Sukuma.

Portanto, este projecto iniciou a cerca de três meses na cidade da Beira segundo Stewart Sukuma, em um local de lazer com a capacidade de mil e quinhentas pessoas. O músico diz ainda que este projecto tem pernas para andar porque no evento que decorreu na província de Sofala os músicos que lá actuaram foram tratados com respeito e decência, para o artista esta é uma prova de que a música moçambicana bem tratada com respeito e bem conhecida pode dar lucros aos artistas e aos empresários que muitas das vezes obtém em não apostar nos nacionais com a justificação de não ser lucrativo, apostando assim na promoção de eventos de internacionais. ‟ Se o dinheiro gasto na promoção da música que vem de fora fosse gasto na preparação e formação da música moçambicana nós estaríamos num patamar muito mais avançado do que os outros países, nós devemos ter isso em consciência”, elucidou o artista.

Por: Nádio Taimo

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Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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