IMD agenda últimos 3 meses do ano para celebrar os 30 anos da democracia em Moçambique

IMD agenda últimos 3 meses do ano para celebrar os 30 anos da democracia em Moçambique

A organização não governamental que defende o multipartidarismo em Moçambique(IMD), lança nesta quinta-feira em Maputo o arranque das celebrações dos 30 anos do m,ultipartidarismo em Moçambique ecoado por reclamações dos actores chave e com vozes da população aos murmúrios.

Durante os 30 anos que Moçambique trilha o caminho da democracia multipartidária em nenhum deles o povo esteve satisfeito mesmo pela metade. Ao que tudo indica e sob olhar do IMD, a intenção é valorizar o pouco que fez até aqui mesmo que não satisfaça a maioria, vale o esforço.

O Multipartidarismo defendido pela RENAMO durante o final da Guerra Civil que se chegou ao AGP em 1992, conhece nesta década uma revolução que de tanto ao benefício popular melhor ser esquecido e sim para os protagonistas.

É que numa análise singela e escrita de forma literária pode-se perceber mesmo de longe que a maioria dos que singraram na política e tiveram espaço, hoje são os grandes empresários do país “pobre”. O povo que sempre foi e será a desculpa para que a política continue multipartidária em Moçambique, não confia mais nestes apenas sobrevive pois algumas “boladas”, dependem do voto secreto direccionado que a cada quinquénio deposita nas urnas.

O Jornal Visão que nasce do Multipartidarismo entende que os caminhos da vitória dos moçambicanos travaram cedo demais e agora passados 30 anos sente que há muito por se fazer do que prometer.

Mesmo assim, O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos (MJCR), em parceria com o Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), realizam de Setembro a Novembro do ano corrente um série de eventos para celebrar os 30 Anos desde que foi instituída a Democracia Multipartidária em Moçambique.

Com a celebração deste marco importante da democracia multipartidária em Moçambique pretende-se compreender o processo de transformação do país, destacar os ganhos da introdução do multipartidarismo e reflectir sobre os desafios para a consolidação.

Foi a partir da aprovação da Constituição da República de 1990 que se estabeleceu, formalmente, um Estado de Direito Democrático em Moçambique, abrindo espaço para a subsequente elaboração e materialização de um conjunto de legislação que permitiu uma maior participação dos cidadãos, incluindo a possibilidade de serem eleitos e eleger os seus dirigentes, quer ao nível central assim como local. Permitiu ainda o exercício de liberdades de expressão, de imprensa, de associação, de circulação, bem como de formar e aderir a partidos políticos, elementos fundamentais para o estabelecimento de uma democracia multipartidária.

Para registar a passagem dos 30 anos da institucionalização do multipartidarismo, será levado a cabo, um ciclo de debates em torno dos diferentes pilares da democracia, debates televisivos e radiofónicos, divulgação de depoimentos de testemunhos de actores relevantes do processo democrático durante os 30 anos entre outras, sendo que para o dia 30 de Novembro está previsto a realização de uma exposição fotográfica retratando momentos marcantes sobre multipartidarismo moçambicano numa cerimonia solene.

Os encontros serão realizados em salas com número limitado de participantes respeitando o princípio de distanciamento físico. Por forma a tornar os debates mais inclusivos, também será privilegiada a transmissão por via de canais televisivos e um formato de interacção virtual através de plataformas tecnológicas, com destaque para o Zoom, Facebook e Youtube.

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