JOAQUIM CHISSANO CONTRARIA TODOS SOBRE CABO DELGADO

JOAQUIM CHISSANO CONTRARIA TODOS SOBRE CABO DELGADO –

O Antigo Estadista moçambicano, defendeu a necessidade de uma investigação profunda sobre os ataques terroristas na Província de Cabo Delgado com vista a se encontrar formas da sua erradicação e restituição da normalidade naquele ponto do país.

Chissano fez que falava esta quinta-feira em Maputo, durante o debate sobre os 30 anos da Democracia Multipartidária introduzida pela constituição de 1990 no país, acrescentou que há uma necessidade de se cavar a fundo a razão desta guerra e procurar os seus mentores para compreender-se as suas reais reivindicações.

“Eu não chamaria actos de terrorismo como guerra. Porque a guerra é declarada e se conhece o opositor e as razões de enveredar por esta vida”, referiu a fonte, frisando que mesmo todos os moçambicanos devem ser envolvidos na busca de soluções nesta luta para que o país conheça dias melhores.

Chissano refutou que os motivos dos ataques em Cabo Delgado sejam pela abundância de recursos naturais no país e explica que a existência destes recursos num determinado território não é de per si condição para que haja guerra, dando exemplos de diversos países que têm gás e petróleo, mas não estão em guerra, como são os casos de Congo, Gabão, Guine Equatorial, Indonésia e Timor Leste.

“Temos que fazer um diagnóstico claro sobre este caso e nunca se pôr de lado a possibilidade do diálogo para a resolução de qualquer conflito que seja, mas devemos encontrar, primeiro, com quem dialogar e de quê devemos dialogar”, disse Chissano. “Foi assim que Moçambique fez com os portugueses, a quando do colonialismo, e com a RENAMO para pôr fim aos 16 anos da guerra de desestabilização”, finalizou.

Questionado sobre a “partidarização” das instituições eleitorais, o antigo estadista explicou aos presentes que a quando das primeiras eleições a oposição é que definiu a organização, constituição e funcionamento dos órgãos eleitorais, contudo depois das eleições os mesmos partidos políticos foram os primeiros a contestar e a colocar em causa estes órgãos.

Para o Presidente Chissano é preciso que se crie leis que devem ser respeitadas por todos e sobretudo respeitar as instituições que estas leis criam e que contribuam para a nomeação de dirigentes que devem ser respeitados por todos.

“Devemos fazer um debate franco, aberto e honesto para se encontrar instituições que todos respeitam”, disse Chissano sublinhando que as instituições devem ser isentas, não olhar nem para a etnia, a raça, muito menos para a cor partidária, porque se assim o fizerem não estariam a ir de encontro com aquilo que foi o ideário da construção de um Estado de direito democrático de um país forte, unido e independente.

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