JOVENS DESEMPREGADOS PREOCUPAM SECTOR PÚBLICO | Jornal Visão

JOVENS DESEMPREGADOS PREOCUPAM SECTOR PÚBLICO

JOVENS DESEMPREGADOS PREOCUPAM SECTOR PÚBLICO

JOVENS DESEMPREGADOS PREOCUPAM SECTOR PÚBLICO – Trata se de 400 mil jovens que entram no mercado de Trabalho anualmente, contudo a economia Moçambicano não consegue gerar empregos bons e suficientes para colher todos.

O processo de desenvolvimento de Moçambique no mercado de trabalho é o grande mediador para cada pessoa, família e os recursos que suportam seu bem-estar e o modo de vida.

Segundo estatísticas oficiais a força de trabalho em Moçambique ascendia em 2015 mais de dez milhões de pessoas das quais a partir de 80% participaram do mercado de trabalho. Enquanto há prevalência de pobreza nas famílias, se o chefe for camponês, operário, agrícola ou artesão independente estiver nos 50% acima da taxa média de pobreza que é 46.1% apenas 9.4% nas famílias que era um alto dirigente estavam em situações de pobreza. De igual modo, em 2017 a prevalência da pobreza em famílias com ocupações nos sectores indústrias variava entre 49% na indústria transformadora e 23.3% na energia enquanto nos serviços privados flutuava entre 31% no comércio e 17% nas comunicações e os serviços públicos situava-se nos 17.6%. Não é somente a condição de emprego que é importante, também o tipo e a dinâmica económica dos sectores da actividade onde cada pessoa Moçambicana encontra o seu emprego.

Segundo o Director da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) Fernando Lichucha é de grande relevância e importância que a comunidade académica Moçambicana junto da internacional que se interessa pelo bem-estar do país procure conhecer melhor a realidade de Moçambique e discuta os resultados de investigação realizadas sobre o mercado de trabalho.

Aud Marit Wiig, Embaixadora da Noruega em Moçambique aponta que esta conferência faz parte do crescimento inclusivo de Moçambique, reforçando a investigação e capacidades.

A fonte avança que o objectivo é conseguir o fortalecimento da capacidade do Ministério da Economia e Finanças e da Universidade Eduardo Mondlane para a realização de pesquisas económicas relevantes para formulação de implementação de uma política do desenvolvimento inclusivo. “É fundamental que as escolhas políticas sejam informadas pelo conhecimento científico em evidências empíricas sobre a realidade existente, o tema principal desta conferência concentra-se sobre os recursos mais valiosos do país, o qual será o desempenho no mercado de trabalho dos jovens que tiveram uma oportunidade de se formar numa universidade pois todos sabemos da importância de formar os jovens para que tenham acesso ao mercado de trabalho e a um bom emprego”, esclareceu a embaixadora.

Ainda na sua intervenção Aud Marit Wiig explicou que sem essa extensão dos jovens, a sociedade será instável em termos sociais e políticos pois muitos deles tem sonhos de se formar ao nível terciário, “trata-se de um investimento dispendioso tanto para a família como para a sociedade e conforme indicado pela pesquisa a formação nem sempre resulta num bom emprego”, acrescentou a fonte.

Sam Jones pesquisador sénior da UNU-WIDER frisou que muitos jovens devem procurar emprego fora do âmbito do mercado formal, por exemplo no sector informal e na agricultura.

Ele afirma que Moçambique é um país onde a maioria das pessoas trabalham na área da agricultura e não tem um nível de formação muito alta, o que significa que o nível de produtividade e tecnologia não é muito alto, dificultando um emprego às pessoas que saem da formação do ensino superior.

Jones refere que as oportunidades para encontrar emprego estão na fase inicial de construção dos megas projectos de gás natural, mas na fase de operação o nível de emprego é muito baixo, aumentando assim a probabilidade de ser pobre.

Espera-se desta pesquisa boas contribuições para que os professores possam melhorar os cursos que oferecem em orientar os estudantes nas suas escolhas.

Com base na referente pesquisa em questão, apela-se a necessidade de envidar ainda mais esforços para combater as gritantes desigualdades do género no sistema educativo e no mercado de trabalho pois não existe nenhuma razão para continuação da discriminação documentada pela mulher jovem.

 

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