Liga da Mulher do MDM repudia violência contra mulher e criança

Na sequência dos últimos acontecimentos de assassinatos e de violência contra a Mulher e criança face a Pandemia que assola o mundo, e em particular o nosso país neste Estado de Emergência, a Presidente Nacional da Liga da Mulher do Movimento Democrático de Moçambique-MDM, Judite Sitoe Macuacua, falou a imprensa na manhã desta quarta-feira (10) em Maputo, para repudiar quaisquer actos de violência a estes grupos sociais.

Judite Macuacua começou recordando que o país está sujeito a algumas restrições impostas devido a pandemia, que em todo mundo já foram registrados cerca de 7,3 milhões de casos de infecção do novo Coronavírus, quase 413 mil já morreram, 3,6 milhões já recuperados e 3,3 milhões ainda encontram-se doentes.

Desde a informação do primeiro caso da COVID-19 na cidade de Wuhan, na China, em Dezembro de 2019, a pandemia do Coronavírus está a dominar as nossas vidas. Alterou a rotina de grande parte das pessoas, reduziu-nos a um comando atípico, e hoje somos chamados todos fazer o possível para minimizar o impacto desta doença, pois como avanço desta doença nos diversos países, medidas de contaminação social têm sido propostas em diversos países, incluindo Moçambique através Decreto presidencial n°14/2020 de 28 de Maio”, relembrou a presidente da liga.

A mesma avançou que neste processo existem as repercussões do distanciamento social no relacionamento interpessoal, especialmente entre parceiros íntimos e entre pais e filhos. Entretanto em meio a várias restrições, o país tem registrados vários casos de violência domestica, destes casos destaca-se casos de assassinatos. De recordar que, em Moçambique apesar do governo e as organizações da sociedade civil terem reforçados as campanhas de combatente a violência, os resultados alcançados ainda deixam muito a desejar. Permanecendo ainda vários desafios para no combate a este mal social que afecta todas as classes sociais.

Com base em situações de distanciamento social anteriores e no aumento súbito do registo de casos de violência no contexto de pandemia, nas mulheres políticas e na em sociedade geral, estamos preocupados com os indícios de aumento da violência doméstica sendo o lar, muitas vezes, um lugar de medo e abuso. Sabemos todos que estamos perante um problema global o que exige participação e intervenção global, pós o aumento da violência contra a mulher, criança e ao adolescente durante o período de distanciamento social têm sido observado em diferentes países”, avançou Judite Macuacua.

A liderança feminina do MDM defende a necessidade de se robustecer cada vez mais acções de combate a violência no país, e convida as instituições que trabalham está área a trabalhar para trazer resultados que poderão ajudar Moçambique.

Infelizmente o banco de dados á nossa disposição é limitada, e gostaríamos de instituições vocacionas a fim e parceiros, trabalhem nesta informação preciosa o que poderá ajudar Moçambique a se moldar e encontrar estratégias de prevenção e combate a este mal, é imperativo empoderar Instituições que compõem a rede e proteção a mulheres, crianças e adolescentes em função da recomendação se permanecer em casa”, recomenda a liga da mulher.

Judite foi mais fundo ao dizer que a pandemia também traz repercussão ao nível comunitário do modelo ecológico, na medida em que diminui a coesão social e o acesso aos serviços públicos e instituições que compõem a rede social do indivíduo.

A busca por ajuda, proteção e alternativas sociais está prejudicada devido interrupção ou diminuição das actividades em igrejas, creches, escolas, e serviços sociais, bem como pelo deslocamento das prioridades dos serviços de saúde para as ações voltadas a assistência aos pacientes com sintomas respiratórios e casos suspeitos e confirmados de COVID-19. Esses factores contribuírem de modo a favorecer a manutenção e o agravamento das situações de violência já instaladas”, avançou a fonte.

A liderança revelou ainda que, reduziu o nível de segurança de denúncia por parte das mulheres ao agressor, principalmente para as famílias mais pobres, devido a falta de condições para tal. Este factor contribui para a vítima passe mais tempo com o seu agressor sem poder ter apoio social. “No âmbito de relacionar o maior tempo de convivência com o agressor é crucial ao se reduzir o contacto social da vítima com amigos e familiares reduzem-se as possibilidades de a mulher criar e ou fortalecer uma rede social de apoio, buscar ajuda e sair da situação de violência. A convivência ao longo de todo o dia, especialmente entre famílias de baixa renda vivendo em domicílio de poucos cómodos e grande aglomeração, reduzem a possibilidade de denúncia com segurança, desencorajando a mulher tomar esta decisão”, conclui a líder.

De realçar que, os casos de violência registrados no país neste período de distanciamento social, não são apenas registrados no seio familiar. Por várias vezes a comunicação têm reportado casos de violência contra mulheres e crianças, violência essa praticada pelos agentes da polícia de Moçambique. Neste período varias mulheres e crianças foram detidas e submetidas á actos de tortura por serem encontradas sem mascaras ou a desenvolver actividades económicas em vários pontos do país.

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