MOÇAMBICANOS NO BRASIL PASSAM DIFICULDADES E PEDEM APOIO DO GOVERNO PARA REPATRIAMENTO | Jornal Visão

MOÇAMBICANOS NO BRASIL PASSAM DIFICULDADES E PEDEM APOIO DO GOVERNO PARA REPATRIAMENTO

São mais de 60 estudantes moçambicanos no Brasil que encontram-se em situação critica. As dificuldades enfrentadas por estes foram avançados ao Jornal Visão por um dos estudantes. Alguns já com as bolsas de estudo terminadas e outros foram interrompidas as bolsas devido a pandemia de coronavírus, lutam para regressar ao país de origem.   Na luta de regresso a casa, os estudantes enfrentam diversas dificuldades nos custos de viagem. Na sua maioria não em condições para tal e pedem a intervenção do governo de Filipe Nyusi para o repatriamento a moçambique. Segundo as informações avançadas pelos estudantes ao Jornal Visão, para estes regressarem ao país são obrigados a fazer ligações do Brasil até Tanzânia e depois só assim chegam a Moçambique.

São mais de 60 estudantes querendo retornar ao país, no meu grupo só são por ai 50, mas temos informação de vários outros. Alguns não tem condições de se manter por falta de bolsa que terminou, e outros que não foram libertadas as bolsas diante da situação política. Temos dificuldades de pagamento de voos para repatriamento por conta dos valores altos que são cobrados. Alguns conseguiram pagar um voo de Etiópia mas eles cancelaram hoje o que vai criar mais dificuldades ainda visto que muitos pediram seus familiares para pagar a esse preço alto” avançou um estudante.

Porém para sair do Brasil, os estudantes são obrigados a pagar um bilhete a companhia Quatar um valor de 90 mil meticais até Tanzânia. Entretanto para sair de Tanzânia ate Maputo, estes deverão pagar 250 dólares. Valores estes que a maior parte não têm posses para pagar.

O pequeno pessoal que saiu na semana passada via Tanzânia pagaram próximo de 90 mil até Tanzânia e mais 250 dólares para Maputo. Esse que tínhamos conseguido via Etiópia que foi cancelado hoje estava 58 mil meticais mas apenas 10 irmãos tinham conseguido pagar, e outros não tem como”, confirmou o moçambicano.

Em meio a estes impasses, os estudantes pedem a intervenção urgente do governo moçambicano. Portanto como solução, propõem que o executivo negocie com as companhias aéreas ou que provenha um outro meio de repatriamento de seus concidadãos retidos no Brasil.

“O que queremos é basicamente interferência do governo nesses casos, para mediar e encontrar uma solução para repatriar os moçambicanos retidos cá no Brasil. Pode ser por via de negociação com companhias ou mesmo para pegar os que têm voo que só terminará em AdisAbeba”.

 

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Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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