“MOÇAMBIQUE É UM PAÍS PROFUNDAMENTE INJUSTO”- AFIRMA SEVERINO NGUENHA

“MOÇAMBIQUE É UM PAÍS PROFUNDAMENTE INJUSTO”- AFIRMA SEVERINO NGUENHA

“MOÇAMBIQUE É UM PAÍS PROFUNDAMENTE INJUSTO”- AFIRMA SEVERINO NGUENHA – O académico e Reitor da Universidade Técnica de Moçambique – UDM, Severino Nguenha disse esta quinta-feira em Maputo que Moçambique é um país profundamente injusto. Segundo o académico esta injustiça é sentida pelos cidadãos na província de Cabo-Delgado, e atravessa todos as zonas desta sociedade.

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“Moçambique é um país profundamente injusto, o terceiro consenso é que somos um país injusto, isto é sentido pela mãe em Cabo-Delgado, ontem vi na televisão 300 rapazes despedidos sem nenhumas condições para puderem sustentar suas próprias famílias, é sentido por aqueles que no corredor do Prosavana  são empurrados para fora, aqueles que viviam nas áreas pesadas de Gaza, e é ressentido por aqueles operadores turísticos que vê que os sul-africanos são privilegiados, mas faz sentido para o Samito Machel e Alice Mabote quando não puderam concorrer, Mondlane quando teve que sair do parlamento, quer dizer que o sentimento de injustiça atravessa toda a zona da nossa sociedade”, disse Severino Nguenha.

O Reitor da UDM falava esta quinta-feira (14) na biblioteca central da Universidade Pedagógica de Moçambique no lançamento do livro intitulado “ Manifesto, por uma terceira via” da autoria conjunta de Severino Nguenha e José Castiano, Vice-reitor da UP e professor de filosofia.

O livro é um manifesto por uma terceira via no país, num equilíbrio entre justiça social e liberdades individuais. Entretanto, depois do país ter sido assolado pelos ciclones e pela força devastadora do processo das dívidas ocultas, os dois professores universitários assinaram um “Manifesto por uma Terceira Via” no país, uma tese que começa a vingar nos círculos académicos moçambicanos e que consiste em misturar a justiça social do socialismo com as liberdades individuais. Na ocasião, Severino Nguenha afirmou que não foi por prazer escrever mais uma obra, mas tudo advém de uma preocupação social para contribuir num momento que o país atravessa momentos difíceis.

Nguenha diz que, a primeira via foi marcada pelo socialismo após 1975 o país declarar-se uma República Popular, esta teoria socialista traduzia-se em justiça social. Entretanto, o objetivo afirmado pela república popular de Moçambique era uma igualdade entres os seus cidadãos, e que em 1975 para que o país pudesse ter uma independência acabou-se limitando as liberdades das pessoas, segundo o académico.

“ As razões pelas quais as liberdades pecaram são interessantemente também ligadas a todo processo que nos levou a independência, a luta armada, os conflitos a nível que criam divisões a nível interno, mas o cuilar de tudo isso é que em 1975 para podermos ter uma independência fase ao Zimbabwe, Africa do Sul do Apartheid, acabamos de facto limitando as liberdades das pessoas, e em parte deste limite das liberdades que até foi imposta instituições históricas então, acabou ocasionando conflitos que derrotou a primeira via” contou a fonte.

Por tanto, com o fim da primeira via começava a segunda via com a assinatura dos acordos de Roma, segundo Severino Nguenha com o acordo de paz significava que a primeira via terminou e automaticamente abria-se um novo capítulo do multi-partidarismos e se aumentava as liberdades. “Para que um país possa viver precisa-se dum mínimo do consenso, as pessoas tem que estar de acordo sobre um mínimo de princípios, em termos de valores o que tem que reger o nosso viver comum, e em volta das instituições que tem que governar a maneira como vivemos em comum”, avançou a fonte. Por outra, Nguenha diz que o país teve o seu segundo com este acordo de paz, e hoje o mesmo está paradoxalmente com terceiro consenso, que demonstra que país profundamente injusto.

“Pensar numa terceira via, significa recordar que esta justiça que nos falta apesar das liberdades que nós gozamos, já foi busca moçambicana interna e ela pode ser rediscutida, não podemos viver juntos se como eu que vim de mercedes porque sou reitor de uma universidade, mas 90 por cento das pessoas não têm dinheiro para pegar um chapa, não podemos viver juntos se uns ganham 10 mil dólares e outros passam 4 a 5 dias sem tomar uma chávena de chá, justiça social não igualar todos mas é procurar condições para que todos possam ter o necessário para viver com uma certa dignidade, porém sem prejudicar aquilo que foi a conquista da segunda que é a via das liberdades”, concluiu o reitor.

Por: Nádio Taimo

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Perfil do Editor

Nádio Taimo
Nádio Taimo
Editor-chefe do Jornal Visão.
Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional.

Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul.
Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~

Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual.

É comprometido com seu trabalho e família.

Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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