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Morreu John Magufuli Presidente da Tanzânia

Num discurso feito a televisão local na noite de quinta-feira(11), o vice-presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, disse que Magufuli morreu de complicações cardíacas.

Hassan disse que Magufuli foi hospitalizado no dia 6 de Março no Jakaya Kikwete Cardiac Institute.

O líder de 61 anos outrora apelidado de “o bulldozer” morreu, após semanas de especulação de que ele estava infectado com COVID-19. Muitas pessoas se lembrarão dele por seu tratamento controverso da pandemia na Tanzânia.

Desde que a pandemia foi declarada em Março de 2020, Magufuli minimizou a gravidade do vírus. A certa altura, ele zombou das instalações de teste de coronavírus do país, dizendo que havia enviado secretamente amostras de mamão e cabra e que deram positivo. Embora ele nunca tenha fornecido provas dessa afirmação, ele alertou que esses resultados podem significar que as pessoas estão a ter resultados falsos positivos.

Pouco depois, a Tanzânia parou de compartilhar actualizações sobre o número de pessoas infectadas e mortas devido ao COVID-19. Os últimos dados sobre o coronavírus no país foram fornecidos em Maio do ano passado. Naquela época, foi confirmado que 509 pessoas contraíram o vírus e 29 morreram.

Sem Lockdown

Enquanto os países vizinhos Quênia e Uganda implementavam bloqueios e toques de recolher para conter a disseminação do COVID-19, o presidente Magufuli chocou muitos ao declarar que a Tanzânia permaneceria aberta para negócios.

“Nós, tanzanianos, não nos trancamos e não espero anunciar nem um único dia que estamos a implementar um lockdown porque nosso Deus ainda está vivo e continuará protegendo a nós”, disse o falecido presidente certa vez a uma multidão. “Mas também devemos continuar a tomar precauções, incluindo cozinhar. Você cozinha a vapor, ao mesmo tempo ora a Deus, e continua com suas actividades diárias para que você se alimente bem e seu corpo crie imunidade contra o coronavírus.”

Depois que o primeiro vice-presidente de Zanzibar, Seif Sharif Hamad, morreu do vírus em Fevereiro, Magufuli e, em maior medida, os tanzanianos começaram a reconhecer o grave risco de contrair o patógeno mortal. Posteriormente, o Ministério da Saúde da Tanzânia emitiu instruções instando os cidadãos a observar os protocolos de prevenção COVID.

DE PROFESSOR A PRESIDENTE

Nascido em 29 de outubro de 1959, Magufuli fez Mestrado e Doutoramento na Universidade de Dar es Salaam em 1994 e 2009, respectivamente. Depois de um curto período de ensino na Escola Secundária de Sengerema e mais tarde trabalhando como químico industrial, Magufuli entrou para a política sob o partido governante Chama Cha Mapinduzi (CCM).

Ele foi eleito membro do parlamento em 1995 e no mesmo ano nomeado vice-ministro do Trabalho, recebendo o título de ministro em 2000. Em 2010, ele ganhou popularidade depois de ser nomeado ministro das Obras e Transportes da Tanzânia pela segunda vez. Seu estilo de liderança optimista e luta contra a corrupção na indústria de construção de estradas foram cativantes para os tanzanianos, que mais tarde o apelidaram de “o tractor”.

Ele concorreu à presidência em 2015 e obteve 58% dos votos, derrotando Edward Lowassa, do partido de oposição Chadema. Em 2020, ele foi reeleito – uma vitória que o candidato presidencial da oposição Tundu Lissu qualificou como fraudulenta.

No discurso de posse, Magufuli elogiou muito a conduta eleitoral do país. “Como você sabe, as eleições têm sido uma fonte de conflito em muitos países, mas nós, os tanzanianos, passamos com segurança neste teste. Isso é uma prova para o mundo de que os tanzanianos são amantes da paz e que amadurecemos a nossa democracia.”

ADORADO EM CASA – MAS NÃO NO EXTERIOR

Na Tanzânia, o presidente Magufuli era uma figura popular. Seu governo introduziu medidas de corte de custos que conquistaram muito o respeito dos cidadãos. Por exemplo, em 2015, ele suspendeu as celebrações da independência do país, em vez disso instou os cidadãos a limpar suas comunidades para combater um surto de cólera. Ele também embarcou em grandes projectos de infraestrutura, como o porto de Bagamoyo, uma nova ferrovia e a modernização do Aeroporto Internacional de Dar-es-Salaam.

Sua guerra directa contra a corrupção foi admirada não apenas na Tanzânia – mas em todo o continente. “Magufuli entrou na plataforma de luta contra a corrupção e empoderamento das massas”, disse Martin Adati, analista político queniano entrevistado pela DW. “São as pessoas que têm-se beneficiado com a corrupção e todas essas outras coisas malditas que não estão muito felizes com ele.”

No entanto, sua popularidade em casa foi manchada no exterior por grupos de direitos humanos que o acusaram de atropelar direitos básicos como liberdade de imprensa e expressão. Em 2020, seu governo introduziu uma lei que tornava crime punível a media local publicar conteúdo internacional sem autorização.

Para o exilado líder da oposição Tundu Lissu, a presidência de Magufuli estava repleta de tendências autocráticas, apesar de suas realizações. “Sim, ele construiu todas essas coisas, mas isso não justifica o mau governo, não justifica as políticas draconianas e muito autoritárias que impôs ao país”, disse Lissu à DW, acrescentando que as acções do falecido presidente não legitimaram a destruição dos processos democráticos do país.

Agostinho Julião Muchave

Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país. Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar. Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta. Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”. Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas. A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma. A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana. Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica. Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos. Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento. Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”. “A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista. Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais. Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

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