Morte de Mariano Nhongo: Trajectória da Junta Militar até à morte do seu líder

 O Líder da Auto-proclamada Junta Militar da Renamo desde 2019, foi abatido na manhã desta segunda-feira, após dois anos de intensa caça e apelos para que aquele se entregasse. As forças de defesa, segurança e patrulha de Moçambique anunciaram semana finda ter localizado o esconderijo do líder da autoproclamada junta militar da Renamo, nas matas da província de Sofala.  Sitiado na serra da Gorongosa, Mariano Nhongo era acusado de protagonizar ataques contra alvos civis, a mais de dois anos nas províncias de Manica, Sofala e Tete, no centro de Moçambique.

Na tarde desta segunda-feira(11 de Outubro de 2021), após rumores da morte de Nhongo, o Comandante Geral da Polícia da República de Moçambique Bernardino Rafael, comunicou à imprensa que Mariano Nhongo foi abatido durante um confronto com as forças da Defesa, Segurança e Patrulha, quando estas buscavam por aquele para capturá-lo e posterior apresentação às autoridades da justiça moçambicana, para que respondesse pelos crimes que cometera.

Por diversas vezes, Nhongo reivindicou ataques que vitimaram muitas pessoas em Moçambique.

As operações de perseguição foram iniciadas no dia 28 de Setembro de 2021, dirigidas pelas forças de defesa, segurança e patrulha, e culminaram com o alcance do esconderijo que albergava o Mariano Nhongo e os seus elementos, nas matas de Zove, localidade de Mazamba, Posto Administrativo de Inhaminga no distrito de Cheringoma. O grupo de Mariano Nhongo, antigo líder da guerrilha da Renamo, contesta a liderança do actual presidente do principal partido de oposição em Moçambique, Ossufo Momade. Nhongo não aceitava igualmente as condições para a desmobilização dos guerrilheiros, decorrentes do acordo de paz assinado entre a Renamo e o governo central  de Maputo.

Nhongo na sua primeira reivindicação enviou ao Governo uma carta com reivindicações ao em 2019 e continuava à espera da resposta para uma negociação.

Na altura, a autoproclamada “Junta Militar” exigia a renúncia do presidente da RENAMO, Ossufo Momade, e contestava o acordo de paz assinado em Agosto por Momade e pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Os ataques que ocorreram no centro de Moçambique desde meados de 2019 levaram à morte de mais de duas dezenas de pessoas.

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