MOZAL ASSUME EXCEDÊNCIA DO NÍVEL DE RUÍDO AMBIENTE | Jornal Visão

MOZAL ASSUME EXCEDÊNCIA DO NÍVEL DE RUÍDO AMBIENTE

MOZAL ASSUME EXCEDÊNCIA DO NÍVEL DE RUÍDO AMBIENTE

A empresa de fundição de Alumínio Mozal, assume que excede os níveis de ruído ambiente e está em busca de alternativas para reduzir os impactos. Mesmo com larga experiência no mercado moçambicano e sendo a mais antiga a operar o mercado de exploração de Alumínio, a companhia continua sendo o maior poluídor do meio ambiente em grande escala.

Em 18 medições efectuadas foram registadas três (03) excedências dos níveis de ruído ambiente. Segundo a empresa estas excedências são atribuídas ao incremento, não só da actividade industrial, como também a circulação de automóveis de cargas pesadas no parque industrial de Beluluane e no Porto da Matola. De forma geral de acordo com as campanhas de monitoria do ruído ambiente, os níveis estiveram abaixo do limite de 70dB admissíveis para áreas industriais.

Esta empresa tem realizado numa base anual, campanhas de monitoria do ruído ambiente com o objectivo de determinar a qualidade do ar ambiente. Entretanto estas campanhas são realizadas arredores da fábrica em 18 pontos de colecta de dados, e nas instalações portuárias da Mozal em 8 pontos nos períodos diurno e nocturno.

A entidade está ciente das suas responsabilidades na garantia da qualidade de saúde dos seus trabalhadores e das comunidades circunvizinhas, constituindo assim foco principal da empresa, a busca de alternativas sustentáveis para a redução de qualquer potencial impacto relativamente às emissões de ruído na comunidade, através da consciencialização e treinamento contínuo dos seus colaboradores.

A Mozal faz a gestão das águas usadas pela empresa que consiste na monitoria regular dos níveis de fluoretos e de outros diferentes parâmetros nos efluentes industriais, ao longo do Rio Matola e nas águas subterrâneas.

A monitoria da qualidade das águas industriais provenientes das operações e que são drenadas numa lagoa de retenção, é feita através do tratamento e submissão a uma análise para determinar a concentração de fluoreto num trabalho realizado diariamente, antes da dragagem no rio Matola.

O nível de fluoreto destas águas de acordo com o relatório de 2018/2019 manteve-se abaixo do limite legal de 20mg/l, tendo atingido o mais alto nível acima dos 15mg/l em Dezembro de 2017 e acima de 10mg/l em Abril do Ano passado.

No que diz respeito a qualidade da água do rio, os resultados da monitoria apontam que ao longo dos anos a concertação de fluoretos esteve também abaixo do limite máximo admissível de 10mg/l. Esta monitoria é feita através de 04 pontos de colecta de dados numa base diária, e demais parâmetros numa base mensal.

Já, a monitoria da qualidade de água subterrânea é feita a partir de 18 furos de água, o que corresponde a 9 pares localizados nos arredores da fábrica, numa base mensal onde são monitorados também os níveis de fluoreto, e numa base trimestral para outros parâmetros.

Em relação ao estudo não foram verificadas variações significativas nos pontos de monitoria no mesmo período em análise. Há que realçar que o lençol freático naquela região é geralmente salubre e está conectado ao rio Matola que, por sua vez é influenciado pelas marés, mostrando forte variação, principalmente de alcalinidade, condutividade eléctrica, sólido e cloretos.

Sem avançar o destino de uma parte de resíduos sólidos, a entidade diz que uma parte é usada em benefício das comunidades, como é o caso da madeira que é aproveitada para o fabrico de carteiras escolares que são doadas aos estabelecimentos de ensino do distrito de Boane.

Lembrar que a Mozal foi estabelecida no parque industrial da Beluluane, no Distrito de Boane em Junho de 1998 e sóccomeçou a operar no mercado moçambicano de forma oficial a 21 de Setembro de 2000 e pertence a um consórcio de empresas investidoras, liderada pela BHP Bililliton(47,1%), capitais da Mitsubishi Corporation (com 25,% de acções), Industrial Development Corp. da África do Sul (24%) e Moçambique com apenas (3,9%).

Ela consome uma boa parte da energia elétrica gerada em Moçambique. Nos primeiros anos, recebeu uma ajuda da cooperação alemã através do banco público alemão DEG.

 

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Editor-chefe do Jornal Visão. Iniciou com a sua carreira Jornalística na Imprensa escrita em 2016 no Jornal Times of Mozambique. Conta com um prémio Jornalístico, 2º lugar do (Prémio Jornalístico sobre Cooperativismo Moderno - 2019 na categoria de Imprensa Escrita, organizado pela AMPCM. Já passou por vários jornais nacionais e trabalhou também como correspondente internacional. Nádio Taimo é também Apresentador e Produtor de programas de Rádio, Redactor Publicitário e Escritor. Já ganhou um Prêmio "Poeta Revelação 2015". Contribui para o desenvolvimento das Comunidades de baixa renda como um agente Cívico, activista de Direitos Humanos, formado em liderança cívica pela Unisa Graduate School of Bussiness LeaderShip-SBL Alumni através do Yali na África do Sul. Conta com outras formações como Acção Social, Empreendedorismo e Negócios, Técnico Médio de Comunicação e Multimédia, entre outras. ~ Nasceu a 06 de Novembro de 1995 na província de Maputo - Cidade da Matola - Moçambique, local onde fixou sua residência atual. É comprometido com seu trabalho e família.

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