Mulher como espelho da sociedade em Moçambique, ou dona de casa?

Por: Angélica Miranda
A mulher nem sempre desempenhou as
mesmas funções na sociedade. Se em outras épocas, ela ficava circunscrita as
paredes de sua casa, hoje a mulher “abandonou” o lar e foi para o mercado de
trabalho objetivando compor a renda familiar.
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Algum tempo atrás a mulher era educada
somente para exercer o papel de dona-de-casa, mãe e esposa. Dessa forma, ela
vivia em função do homem, por isso era pouco valorizada na sociedade. Quando se
criou a necessidade de a mulher enfrentar o mercado de trabalho, ela aos poucos
conquistou seu espaço.
Com as atuais mudanças na legislação dos
diversos países, pode-se pensar que não exista mais qualquer diferença entre
homens e mulheres. Entretanto, isso fica reduzido ao âmbito da previsão legal,
uma vez que a prática demonstra que há ainda muitos preconceitos em relação ao
papel da mulher na sociedade.
Em função de mentalidade por demais
atrasada, muitos homens se ausentaram da sua participação nas tarefas do lar,
da própria educação dos filhos inclusive, que na maioria das vezes, acabava
ficando a cargo da mulher. A esta mulher que desejava alcançar o vôo para
outros ares, não ficando restrita às tarefas do lar.
No entanto há ainda falsa ideia, herdada
de nossa sociedade patriarcal, de que a mulher seja um ser frágil e indefeso, e
que, por isso, precisaria de alguém que pensasse, decidisse e se
responsabilizasse por ela. E apesar dos avanços que temos nos costumes, muitas
mulheres se mantêm presas a esse estigma. A mulher precisa aprender que sua
força é diferente da força do homem, mas é igualmente força, e que o uso dessa
força e de suas potencialidades não a torna menos feminina. Penso que a mulher
precisa, sim, de um trabalho de valorização pessoal, de valorização do feminino,
daquilo que é de sua natureza, e que passe a fazer uso de sua inteligência,
intuição e sabedoria, não só a seu favor, mas em favor de toda uma sociedade
que só tem a ganhar com a participação da mulher.
Neste âmbito o Jornal Visão, percorreu
as ruas da Cidade de Maputo para conversar com as interlocutoras sobre O papel
da Mulher na Sociedade, visto que a maior parte das pessoas têm uma imagem ou
ideia distorcida sobre o real compromisso da Mulher Moçambicana com a sociedade.
Sérgio Cossa, residente no Bairro de
Marracuene, afirma que a mulher tem um papel muito predominante na vida da
sociedade em que ela é a primeira figura que a criança reconhece e que a toma
todos cuidados da família , onde a atenção que as crianças precisam quando
nascem vem das mães e  na ausência dos
pai aquela figura materna fica em primeiro lugar, já que a tradição no
continente africano a base da família na ausência do pai é a mãe, e resto modo
que ela torna se importante na sociedade.
Cossa, acrescenta ainda que nem todas as
mulher em estão a cumprir como deve ser o seu papel, pois algumas mulheres por
limitações da vida, quando o pai nega-se de assumir a paternidade, acabam
deitando ou abandonando as suas actividade como mãe e isso acaba fazendo com
que elas não cumpram o seu papel na sociedade, onde a mulher é uma figura forte
que por qualquer situação não pode optar por jogar um filho fora só porque o
pai não cumpre com as suas obrigações, ela deve e pode fazer sua parte cumprido
com aquilo que é o seu papel para com a família tal qual para com a sociedade.
João Gulela residente na zona de
Molumbela afirma que a mulher tem um papel importante na sociedade, mas como
temos distinções acaba saindo dois grupos das quais predomina mais as mulher em
que estragam aquilo que é a base da família, onde a emancipação da mesma mulher
tornou-se mal feita porque há tanta mulher boa, intelectual, mas com a maior
parte  sendo desviada acabam sujando
aquilo que é a importância da mulher na sociedade.
Gulela, acrescenta ainda que o desvio
daquilo que é a base da família, a mulher acaba sendo corrompida pela maioria,
desvalorizado aquilo que é o seu prestígio na sociedade, mesmo que seja uma
pequena parte das que perturbam a qualidade da mulher, e duma forma elas estão
a cumprir com o seu papel, pois essa pequena parte está a ensinar, ou
desenvolver o intelecto dos jovens para crescerem e seguir com aquilo que é a
sua norma o fase da vida.
Francisco Armando, residente em
Khongolote referi que em geral a mulher tem envolvido muita na sociedade mais
que os homens pois, podemos ver mesmo nas assembleias, ou mesmos nos munícipes
ou em vários órgãos do estado temos mulheres como chefes em vários
departamento, com isso ele afirma que a mulher está a cumprir com aquilo que é
o seu papel na sociedade.
Daniel Cumbane diz que a emancipação da
mulher veio para virar o mundo , pois sem as mulheres nada seria feito, o papel
da mulher é muito importante por ela ser geradora e educadora das crianças ,
porque se tudo que ela faz se fosse para deixar a cargo doa homens não seriam
capaz de fazer tudo, com isso congratula a mulher por tudo que tem feito, mas
dum lado diz que há sempre uma parte que estraga ou faz com que o prestígio
delas seja posta em duvida, mas com isso, acrescenta que a mulher está a
cumprir com aquilo que é o seu papel na sociedade.
Pensarmos apenas na maior participação
do pai no cuidado dos filhos e na divisão das tarefas do lar, ou na valorização
da mulher no mercado de trabalho, não atende à gravidade e ao tamanho do
problema que encerra. É preciso se voltar para as bases, para a origem de tudo
que está na educação, e buscar-se uma maior valorização do cuidado na educação
que se dá aos filhos. O que essas crianças de hoje serão amanhã, na vida
pessoal, na vida pública, profissional, social, política, moral e religiosa,
depende em grande parte da forma como são educadas, dos princípios e valores
que lhes são passados, não só pela educação formal, mas principalmente pela
educação informal, pelo tipo de relação de convivência que se estabelece dentro
do lar, entre pais e mães, e entre estes e os filhos e filhas. A educação é
essencial para a realização plena da igualdade entre mulheres e homens, e para
que tenhamos uma sociedade mais justa e mais humana no futuro.

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