Mulheres Africanas impulsionam a manutenção da Paz no Continente

Mulheres Africanas impulsionam a manutenção da Paz no Continente

A plataforma African Women in Dialogue (AfWID) é o nascimento da ex-primeira-dama Zanele Mbeki. Nascida de sua organização irmã, a Sul-Africana Mulheres no Diálogo (SAWID), a paixão de Mbeki pelos direitos das mulheres em todo o continente africano resultou na AfWID.

A Plataforma Mulheres Africanas em Diálogo (AFWID) foi lançada em 2018, onde 1000 mulheres de 16 países da SADC se reuniram em Joanesburgo, na África do Sul, e se estabeleceu recentemente numa conferência que decorreu desde o dia 04 até 08 de novembro em Joanesburgo, uma plataforma verdadeiramente Pan – africana que atualmente conta com 1000 mulheres de todos 55 países africanos e enraizada nos princípios de inclusão, não partidarismo e práticas não hierárquicas.

De acordo com Linda Vilakazi, Directora Geral do Zanele Mbeki Development Trust e Coordenadora do AFWID, o AFWID abre portas para que todas as Mulheres experimentem finalmente o que realmente significa ser Pan- africano, superando os desafios de viagem do continente africano e derrotando todos os estereótipos culturais, sociais, patriarcas e políticos das mulheres.

Vilakazi acrescenta que 2019 é um ano significativo para África, uma vez que mais de 33 países passaram  por um processo eleitoral.

Por seu turno Salva Cherinda, Modelo moçambicana e integrante da delegação de Moçambique, solidariza-se com todas mulheres que passam por violência doméstica e violência baseada no gênero bem como com todas as raparigas que passam por uniões prematuras. “Apelo ao Governo para que haja a inclusão das mulheres no parlamento, que haja maior participação das mulheres de todos os países na tomada de decisões, apelo ao governo de Moçambique  a colocar a paz efectiva nas províncias de Sofala e Cabo Delgado“

Contudo segundo Salva para que o governo da África do Sul tome uma posição para o fim da Xenofobia, é preciso incutir a realidade de que “somos todos africanos, somos todos irmãos, falta muito em nós a união, a luta continua, paz, segurança e liberdade para todas mulheres“ rematou Salva

Liberata Mulamula, directora associada e pesquisadora visitante da Escola Elliot de Assuntos Internacionais, aponta que as mulheres devem criar sinergias que condicionem a paz e segurança e voltar aos pontos básicos, bem como voltar a usar as mesas de paz, “podemos estar cada uma de nós, nas nossas próprias mesas de paz, o ministro Sueco disse que nós mulheres temos uma voz e precisamos ser escutadas.  A paz significa tudo, constatei e reconheci que a paz não é nada mais do que nós sentimos, temos o direito de viver num ambiente seguro, devemos igualmente resolver os problemas da pobreza para alcançar à paz”, disse Mulamula.

Em representação do Movimento pela Justiça e Paz do Sudão, Alaa Salah, Estudante Sudanesa e manifestante contra o Governo Sudão defende que o papel que as mulheres empenharam na revolução foi lutar contra ditaduras, porque queriam derrubar o sistema que já perdurava 30 anos.

Salah afirma que no Sudão ainda tem muitos cidadãos sendo mortos, ainda falta a segurança. “A nossa Revolução foi contra a ditadura do Omar Bachir, o regime que destruiu o Sudão e oprimia os direitos das mulheres enquanto outros países desenvolviam, o Sudão estava a retroceder”, lamenta.

Na ocasião Kasha Nabagesera, Contabilista e ativista dos Direitos humanos, disse que o primeiro homossexual reconhecido no continente africano foi o seu tetra avó, ele nunca havia sido perseguido na comunidade. O cristianismo foi introduzido no Uganda e condenou o homossexualismo. Antes do cristianismo no Uganda nunca tinha não se criminalizava o homossexualismo. “Eu sou lésbica, mas antes de ser lésbica sou humana, acho o LGBT  é um movimento importante em Uganda”, relata. Nos últimos dois meses no Uganda houve 4 homicídios e 16 pessoas detidas por defender o movimento LGBT.

Há 12 anos, reivindicou e conquistou o seu espaço, sem o movimento feminista das mulheres, o LGBT não existiria no Uganda. “Tive que persistir porque não aguentava mais ver crianças sofrendo builing por serem homossexuais… A ira que Eu sentia, era a força que me movia a ser persistente.

ACCORD- The African Centre For The Construtive Resolution Of Disputes, durante uma sessão da AFWID com mulheres de várias nacionalidades, explica que o diálogo serve como ferramenta para mediação  e manutenção da paz, e enfatiza a igualdade e justiça. “Quando falamos de manutenção da paz, quem irá manter a paz quando o Governo usa as forças armadas e a polícia contra o seu próprio povo?”, questionou ACCORD.

ACCORD salienta que é responsabilidade primária do Governo proteger seus cidadãos, a sociedade civil deve comportar-se como povo e advogar contra todo esse tipo de violência e impunidade, a comunidade internacional deve ter um papel de manter a paz, porque à paz é uma responsabilidade coletiva, a sociedade precisa organizar-se e manter-se unida.

Refira-se que a African Women in Dialogue (AFWID)  reúne as mulheres africanas para falar sobre o seu papel na vida do continente, O tema deste ano foi “Vozes e Poder das Mulheres como Agentes para a Mudança”.

 

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Mulheres Africanas impulsionam a manutenção da Paz no Continente

 

Por: Lucília de Fátima

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Propriedade de Edições do Jornal Visão, Registado na República de Moçambique em Dezembro de 2016 no Gabinete de Informação, Instituição de Tutela sobre o sector da comunicações e radiodifusão com procedimentos dos ministérios da Justiça, Interior, Comércio e Indústria e dos Transportes e Comunicações. Publicações Semanais por PDF e diárias através do Website www.jornalvisaomoz.com. Notícias de Moçambique e do mundo na hora certa, com factos e argumentos fiáveis e credíveis.

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