MUNICIPES DE MAGOANINE VIVEM EM PERIGO DEVIDO A FALTA DE REASSENTAMENTO

Pouco mais de 14 famílias no bairro de Magoanine “B” vivem por cima de uma montanha vulgo “xiduluine ” há 5 anos devido as chuvas que deixaram aquela zona residencial inundada e sem uma casa, e tendo destruído quase tudo que pertencia a essas famílias. 

As vítimas que antes viviam no quarteirão 33 e 35 estão neste momento em situações de perigo porque o local onde vivem por vezes sofrem assaltos e ouvem gritos de homens dizendo que devem abandonar o local porque lhes pertence, e que eles estão atrapalhando o plano e o trabalho deles.

Segundo relato de uma das vítimas, Rosa Armando o local onde vivem é por opção, portanto pedem ajuda a quem é de direito pois eles não tem fundo suficiente para alugar uma residência e por essa razão optaram em construir uma casinha na montanha. “Desde 2014 nunca mais tivemos sinal do governo, tentamos falar com eles e sempre dizem para voltarmos e aguardar pois num certo dia viriam”, revelou Filomena Armando.

A fonte refere que quando há vento sofrem pois o local é aberto e ate as chapas de zinco saem, tornando-se um perigo porque vivem com crianças e podem ser aleijadas. Filomena conta que há um mês sofreram uma ventania e apenas uma criança é que se encontrava no local, o vento tentou tirar as chapas de zinco e ela tentou fazer o máximo para não deixar ir com o vento, não tendo conseguido um dos vizinhos saiu e ajudou a colocar, mas mesmo depois de terem conseguido voltou a sair.

Ela explicou ainda que não é somente a falta de reassentado que lhes deixa preocupado, a falta de iluminação aumenta ainda mais a situação porque para carregar seus telefones são cobrados 10 MT pelos vizinhos e o mesmo acontece com a água, e são salvos com o poço que um dos vizinhos possui, mas isso tudo dependem do humor dele.

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Edição 103

Por outra, Olga António Nhansengo diz estar muito triste porque o local onde vive não é comparado com a humilde casa que construiu e que foi derrubada pela chuva, a casa é pequena, não foi sementada, há vários tipos de animais que as atormentam dentre eles as cobras, Maria café, formigas e por vezes entram dentro de casa, não se sabendo de onde vem porque não há mato, e por vezes ficam com fome porque encontram Maria café dentro das panelas.

A fonte desabafou ainda ao Jornal Visão dizendo que com a falta de um lugar próprio e adequado para viver os obrigou a deixar os seus filhos em casa de um dos parentes, não sendo fácil viver longe deles durante este tempo todo. Conta ainda que o marido está desempregado e ela trabalha como empregada doméstica numa casa, e o pouco que ganha não é suficiente para sustentar todas as necessidades até sobrar para comprar um terreno.

Mário António Mangue também vítima das inundações frisou que foram levados para vários lugares como igreja e uma quinta que o proprietário no momento ofereceu para ajudar, alguns saíram da quinta para o reassentamento em chihango e outros para igreja assembleia de Deus, e de lá para a montanha que é onde actualmente vivem. Mangue explana que a casa onde vivem é pequena e não cabe à toda família porque os seus filhos já são crescidos.

Segundo relatos dos moradores, o conselho Municipal faz tempo que vem prometendo reassentar e até agora nada feito. Mesmo quando há vento não se preocupa em ver sobre como está a situação delas e não há outro lugar onde reclamar, a última vez que se apresentaram como forma de saber o porquê da demora de reassentamento foi em novembro do ano passado.

 

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Edição 103 – 31 de Janeiro 2020
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