Um navio pertencente à empresa Indo África permanece encalhado há mais de um mês na entrada do canal de acesso ao Porto de Quelimane, criando transtornos operacionais e levantando sérias preocupações ambientais. A embarcação, carregada de pedra crómio, encontra-se imobilizada desde finais de Outubro, sem que até agora tenha sido removida.
Segundo as autoridades marítimas, o navio apresenta excesso de carga, situação que terá contribuído directamente para o encalhe. A Administração Marítima afirma que a empresa proprietária ignorou parâmetros técnicos de segurança, submetendo o transporte a um peso acima do permitido. Esse factor, aliado às características do canal, tornou impossível a manobra de avanço ou recuo.
Para além da imobilização, há sinais de poluição marinha nas proximidades, atribuídos à embarcação. Técnicos destacam que resíduos oleosos e materiais provenientes da estrutura do navio estão a infiltrar-se na água, representando risco para a fauna marinha e para a actividade pesqueira local. Moradores costeiros dizem notar alterações na cor da água e odores anómalos em alguns períodos do dia.
A Administração Marítima garante que já notificou formalmente a Indo África, exigindo uma operação urgente de alívio de carga e posterior remoção do navio, mas o processo avança com lentidão. “A situação não pode continuar indefinidamente. O armador tem a responsabilidade legal de resolver o problema e evitar danos maiores”, disse uma fonte afectada ao sector.
O Porto de Quelimane também está a sentir o impacto: a aproximação de embarcações maiores ficou condicionada e algumas operações foram desviadas para outros pontos, aumentando custos logísticos e atrasando o escoamento de mercadorias.
Enquanto isso, pescadores e operadores locais reclamam por uma solução imediata. A permanência do navio encalhado, dizem, é um lembrete de como a falta de cumprimento das normas marítimas pode criar problemas que se arrastam sem necessidade — um daqueles casos em que todos sabem como deveria ser feito, mas ninguém corre para resolver.
As autoridades prometem pronunciar-se nos próximos dias sobre medidas adicionais, caso a empresa não avance com uma intervenção eficaz. A paciência está curta e o mar, esse, não espera por ninguém.
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