O Malawi pode ser um indicador forte de democracia multipartidária

O Malawi pode ser um indicador forte de democracia multipartidária

O Malawi pode ser um indicador forte de democracia multipartidária – Organizações da sociedade civil tomaram conhecimento através de uma comunicação feita pelo CDD, organização não governamental moçambicana que o Malawi vai as urnas dentro de 5 meses.

Através deste órgão poderão ser divulgados dados subsequentes da vitória da oposição naquele país africano. A repetição anunciada pelo CC daquele país irmão cujas fronteiras também divide com Moçambique, trouxe uma esperança de uma democracia multipartidária que mostra claramente que ainda há esperança na política talvez ainda existam muitos aspectos a serem melhoradas no “Governo”, que se centra nas directrizes de apenas um partido que não tem 30% da população como membros fiés.

A violência e as liberdades de expressão e imprensa dificultam o exercício pleno da democracia em Moçambique e o caso do Malawi pode ser uma porta para se repensar que tipo de Governo se quer.

CITAÇÃO DA NOTÍCIA SOBRE O JÚBILO MALAWIANO

O líder da oposição do Maláui, Lazarus Chakwera, congratulou-se hoje pela decisão do Tribunal Constitucional do país de anular as eleições presidenciais do ano passado, considerando tratar-se de uma vitória “da democracia”.

Estas eleições foram marcadas por tantas irregularidades (…) e agora a justiça prevaleceu”, afirmou Lazarus Chakwera, segundo classificado nas eleições de maio de 2019, diante de cerca de 10.000 apoiantes, na capital, Lilongwe.

Chakwera, líder do Partido do Congresso do Malwii (MCP, na sigla inglesa), foi o segundo candidato mais votado na corrida presidencial, tendo ficado a 159.000 votos do vencedor, Peter Mutharika, segundo os dados da comissão eleitoral do país.

“Este é um grande dia (…). Foi a democracia que ganhou, foi o Malwi que ganhou e foi África que ganhou”, acrescentou o opositor político.

Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional do Malwi decidiu a favor de uma ação interposta por Chakwera e por Saulos Chilima, o terceiro candidato mais votado, que pretendia a anulação do exercício eleitoral.

Além da anulação, o tribunal ordenou também uma nova eleição dentro de cinco meses, após ter detetado irregularidades “generalizadas, sistemáticas e graves”, incluindo o uso de tinta corretora para a alteração dos resultados.

A decisão não é definitiva, uma vez que Mutharika pode ainda apresentar um recurso junto do Supremo Tribunal do Malawi nas próximas seis semanas.

A comissão eleitoral do Malawii admitiu a existência de irregularidades, mas considerou sempre que eram insuficientes para alterarem os resultados da eleição.

Segundo os dados da comissão eleitoral do MalwiMutharika conquistou 38,57% dos votos, ficando à frente de Lazarus Chakwera (35,41%) e Saulos Chilima (20,24%), que então levaram os resultados à justiça.

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