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Obras Públicas: 90% das casas construidas em Moçambique não tem intervenção de engenheiros ou arquitectos

O papel da Ordem dos Arquitectos de Moçambique ainda não é reconhecido e por essa razão 90% da população Moçambicana constrói casas sem participação dos arquitectos e engenheiros.

O Presidente recém-eleito da Ordem dos Arquitectos de Moçambique Professor Luís Lage diz  que aquela agremiação durante os próximos doze (12) meses da sua governação, vai trabalhar com os Municípios, Ministério das Obras Publicas, Recursos Hídricos e Habitação, e Administração Estatal, para que no mínimo em cada autarquia do país os engenheiros tenham capacidade de assinar um projecto de modo a evitar construções desordenadas no futuro.

O Titular  da Pasta da Ordem dos Arquitectos disse durante a entrevista exclusiva ao Jornal Visão Moçambique, que a organização que dirige, não vai resolver os problemas do Estado, mas que, a ideia é colaborar com o Governo, para que o arquitecto nomeado num determinado ponto do país, trabalhe com as autoridades, com objectivo  de ajudar a população para ter o acesso à construção  de residências condignas.

Para o Dirigente Máximo da Ordem, numa primeira fase aquela agremiação vai priorizar a formação dos recém-graduados para dinamizar e revitalizar  a ordem  bem como dar uma nova vida e introdução dos novos membros e instalação  de novos escritórios em todas capitais provinciais.

Luís Lage disse ainda que a sua eleição para o mandato dos próximos 12 meses  é dar continuidade, sublevar  e identificar os ideais  daquele que foi  o primeiro bastonário, o Arquitecto em Moçambique, Júlio Carilho, que morreu a 9 de Dezembro de 2021, por motivo de Doença e que não terminou o Seu Mandato, “onde sempre defendeu o que a ordem não deveria cingir-se  ao mero papel  de uma identidade sócio-profissional.  Nesta senda  que vou continuar a usar as suas influências e ideias para regularizar o ordenamento  do território, dos assentamentos informais  e preservação do património edificado para um desenvolvimento sustentável de Moçambique”, disse Lage. 

Num outro desenvolvimento, o nosso Interlocutor disse estar a preparar condições para que dentro de um ano  dê inicio às eleições dos próximos órgãos sociais, garantindo maior transparência em todo o processo e assegurando o desejo de que o futuro elenco seja mais representativo e dinâmico, de forma a defender os interesses da profissão.

 

Bruno Vedor disposto a trabalhar com o novo Presidente da Ordem

Bruno Vedor um dos candidatos que perdeu nas eleições, com o Luís Lange, disse que vai apoiar para o desenvolvimento da Ordem e do país, Bruno Vedor falava ao jornal visão Moçambique após as eleições de 28 de Maio de 2022 que deu como vencedor Professor da Faculdade da Arquitectura de Eduardo Mondlane Luís Lage.

Bruno Vedor  disse ainda diz que Moçambique perde muito com destaque aos distritos, porque os recém-formados arquitectos não querem Trabalhar no campo, olhando e considerando que e do campo que a desenvolvimento. “Outro ponto que Moçambique perde e a falta dos arquitectos experientes porque na verdade Moçambique está cheio de oportunidades, os jovens já formados nas faculdades pública e privado não tem experiência porque querem trabalhar na cidade “. Disse Bruno Vedor Presidente da Associação dos Arquitectos de Moçambique .

De recordar que a Ordem dos Arquitectos Foi apreciado e aprovado na Generalidade por Consenso em 2017 a proposta da Lei que Nasceu a Ordem dos Arquitectos de Moçambique.

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