Os pedidos repetidos de desculpas de Ângela Leão às famílias dos arguidos detidos em conexão com ela estavam para tapar as ameaças feitas a estes

Durante as audições no primeiro em sede do tribunal, a ré Ângela Leão saiu diversas vezes do objecto do julgamento pedindo desculpas aos seus clientes e confiados na compra das casas como se de bom acto se tratasse e é o que a maioria pensou, mas depois das revelações do arguido Sidónio Sitoe feitas na tarde desta sexta-feira na “tenda das revelações”, mostra-se claramente o objectivo.

Ainda no arranque do segundo dia da sua audição marcando o 16.º dia do julgamento, Ângela leão mais uma vez desviou da pergunta do Assistente do Ministério Público para pedir desculpas, ou seja, tentava convencer a Sidónio Sitoe que este não devia confirmar o que disse na PGR antes sobre ter sofrido ameaças a posterior a primeira audição.

Ângela Leão perdeu respeito para com todos ontem e até de seus colegas de prisão, tendo o juiz chamado atenção a ela por diversos momentos mas que esta continuou renitente e usando sua voz forte e presencial, discordava de tudo e dizia que todos os assuntos relacionados às casas adquiridas com o dinheiro da Privinvest ou não eram de alçada privada ou seja numa expressão mais abusada, “São assuntos de quarto”. “Não vou de assuntos de quarto aqui neste lugar. Nunca fui de expor minha vida privada a todos, nem em dizer o que faço com o meu dinheiro”.

A ser verdade que esta táctica de pedir desculpas visava acalentar os ameaçados antes do processo chegar ao tribunal, Ângela Leão poderá ver frustrada sua intenção e por ameaças, piora sua situação, pois esta não colaborou com o tribunal, nem a bem da sua defesa ou mesmo de outros réus envolvidos por ela, devido às transacções de dinheiro em somas avultadas e sem comprovativos.

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