A destruição do Centro Nacional de Medicamentos, registada na sequência das manifestações pós-eleitorais de 2024, na cidade de Maputo, agravou significativamente a capacidade do Estado moçambicano de assegurar a prestação de serviços de saúde à população.
As declarações foram feitas esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa realizada na Escola do Partido FRELIMO, pelo porta-voz Pedro Guiliche, no segundo dia da 5.ª sessão ordinária do Comité Central, que decorre na cidade da Matola, província de Maputo.
Segundo o porta-voz, o Governo já desencadeou um processo de importação de diversos medicamentos, cuja chegada está prevista para o próximo mês de maio, como forma de mitigar os efeitos da destruição das infraestruturas.
“Isso significa que o primeiro desafio e pretendemos abrir uma nova página na história é o reconhecimento de que, ao identificarmos os erros, não podemos, de forma alguma, colocar em causa as conquistas do povo moçambicano”, afirmou Pedro Guiliche.
O responsável sublinhou ainda que, embora o direito à manifestação seja legítimo, este não deve resultar na destruição de bens públicos e privados, alertando para as consequências negativas desse tipo de ações para o funcionamento do Estado.
Pedro Guiliche reconheceu também os esforços em curso no sector da saúde, destacando o empenho dos profissionais da área na melhoria do atendimento, com enfoque numa abordagem mais humanizada aos utentes.
Importa referir que a 5.ª sessão ordinária do Comité Central da FRELIMO decorre entre os dias 9 e 12 de abril, na Escola do Partido, localizada na cidade da Matola, província de Maputo.
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