Os munícipes e utentes da travessia de Umpala, em Boane, mostram alivio após a recente dragagem do rio. A limpeza melhorou o fluxo da água e trouxe uma sensação de avanço. Ainda assim, a satisfação não esconde a urgente necessidade de reforçar a segurança. A ponteca continua a registar acidentes frequentes, e a população aguarda o fim das obras de ampliação para que o trajecto deixe de ser um risco constante.
A travessia de Umpala liga a vila sede do município ao terminal e ao mercado. Paradoxalmente, estas infra-estruturas foram construídas de raiz, mas encontram-se abandonadas, servindo pouco às comunidades que delas deveriam depender.
Sérgio, mototaxista e utente diário, confirma que a dragagem “já mudou a imagem do rio”. Segundo ele, o trabalho está a decorrer como deve ser.
Outros residentes reforçam a mesma ideia, afirmando que agora a água “corre como deve ser e não há interrupções”. A limpeza era uma necessidade antiga, sobretudo numa zona afectada por problemas hídricos recorrentes.
Apesar da melhoria na corrente do rio, o foco principal dos moradores é a segurança da travessia. A ponteca continua estreita, baixa e sem protecções.
Os pedidos repetidos incluem:
Aumento da altura da ponte, para reduzir o impacto das cheias.
Ampliação em largura, para permitir circulação segura de veículos e peões.
Instalação de barreiras laterais.
Criação de um entroncamento funcional, já que o actual não responde às necessidades de quem circula.
Sérgio frisa que, com as inundações habituais, a ponte “pode não aguentar a limpeza” se não houver aumento da altura.
A insegurança da travessia não é uma percepção: é um facto. A nossa equipa testemunhou um acidente no local enquanto recolhia informações.
Um peão foi colhido por um camião no exacto ponto onde está a ponteca estreita e não oferece qualquer passeio para pedestres. O veículo, ao fazer uma manobra, acabou por atingir o cidadão com o espelho lateral porque “não calculou o espaço de passagem”. O sinistro ocorreu à vista de todos, demonstrando que a ponte não oferece condições minimamente aceitáveis.
Apesar disso, há um fio de esperança. Os trabalhos de ampliação estão em curso, e a população insiste que a única solução eficaz é alargar e elevar a ponteca, antes que mais um acidente transforme o problema em tragédia.
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