AMAMO dissemina direitos da rapariga no bairro Patrice Lumumba

AMAMO dissemina direitos da rapariga no bairro Patrice Lumumba

Alusivo às Celebrações do dia da Rapariga que assinala-se há 11 de Outubro, a AMAMO- Associação Mulher do Amparo Moçambique, organizou nesta segunda-feira (14) na sua sede em Maputo um debate sobre, Actos de Violação baseada no Género, Comunicação e Saúde Sexual Reprodutiva, Uniões Prematuras, Acesso à informação e Participação das raparigas e a Mulher na disseminação dos seus Direitos.

Tudo aconteceu na manhã desta segunda-feira, no interior do bairro Patrice Lumumba, Posto Administrativo da Machava, Autarquia da Matola, província de Maputo.

O evento que antecedeu o dia de votação, assumiu a responsabilidade de nas celebrações do dia da rapariga assinalado na passada sexta-feira (11), trazer ensinamentos sobre as consequências da violência baseada no género, que continua assente nas famílias moçambicanas em particular naquele bairro da autarquia da Matola.

Segundo Neura Benhe presidente da AMAMO, o evento decorreu com o objectivo principal de disseminar os direitos da rapariga e actos da violência baseada no género que tem vindo a destruir a vida das famílias Moçambicanas e tentar minimizar esta situação. Neura frisa que haviam muitos casos da violência baseada no género mas com as acções que sua ONG tem vindo a desenvolver verificam-se mudanças positivas, onde às pessoas tem ganhado á coragem de denunciar estes actos “e é um ponto valioso para nós”, disse.

“A rapariga deve ser mais vigilante, coesa, persistente, educativa e á que consegue dizer não” desabafou Neura.

Por outro lado Cacilda Armindo Nhamtumbo falando na Primeira pessoa da violência que tem vindo à passar na sua Residência conta que tem uma irmã mais nova de 15 anos de idade que tem um filho fruto de um relacionamento com o seu vizinho de 20 anos. Segundo ela, o jovem que a engravidou quando consome bebidas alcoólicas aparece na sua residência e agride-a e a todos membros da família “e quando nos dirigimos a esquadra mais próxima da nossa residência não somos atendidos de uma boa forma, quando submetemos á queixa somos ditas que venham no dia seguinte, e esse dia nunca chega. O que nos preocupa é a justiça por que na nossa residência não tem paz”, desabafa e lamenta acrescentando que o jovem de 20 anos quando se dirige a sua casa não entra de uma boa forma  e quando lhe levam á esquadra diz que “Eu já paguei dinheiro Para Policia… será que as autoridades servem para receber os valores das pessoas ou para atender á justiça de alguém, estamos cansadas queremos justiça por que na minha casa só somos mulheres… minha Tia, eu e minha Irmã e não temos homem. Pedimos Socorro”, chorou.

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Pinoca Raquel Nhampossa Mapanga Chefe da Divisão do Gabinete de atendimento da família e menores Vitimas de Violência Doméstica também palestrante do debate, disse que o seu Gabinete tem vindo a desenvolver acções para minimizar a situação que destrói a vida das famílias, através da sensibilização nas palestras que são feitas em diversas comunidades, escolas e hospitais, como forma de combater á violência.

A mesma diz que através deste tipo de evento os casos de violência doméstica reduzem porque as pessoas já sabem recorrer aos gabinetes de atendimento a família e menores vítimas de violência, às esquadras, de forma á prevenirem-se. “Porque elas já sabem qual é o impacto negativo desta acção que trás para as suas vidas”, frisou.

Pinoca apela ás raparigas, a denunciarem mais actos de violência, seja ao Chefe de Quarteirão, Circulo do bairro, Posto policial, para que juntos possam banir esta situação.

No local estiveram presentes, Residentes do bairro Patrice Lumumba, Activistas, membros da AMAMO e o Gabinete de atendimento a família e menores Vitimas de Violência Domestica daquela Zona Residencial.

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